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Porsche e Cadillac trocam “golpes” na liderança após cinco horas

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Porsche
Foto: Michael L. Levitt

Com o cair da tarde na Flórida, a estratégia de paradas e as bandeiras amarelas constantes redefinem o grid, enquanto a Cadillac recupera terreno sobre a armada da Porsche Penske.

As 12 Horas de Sebring de 2026 atingiram sua marca de cinco horas com uma intensidade que poucas vezes se viu no asfalto irregular da Flórida. O que parecia ser um domínio absoluto da Porsche Penske Motorsport transformou-se em uma guerra tática de nervos, onde a Cadillac e a Acura conseguiram se infiltrar na luta pelas posições de honra. No fechamento da quinta hora, a liderança da classe GTP tornou-se um jogo de xadrez em alta velocidade, jogado entre os muros de concreto e as zebras traiçoeiras do circuito.

Após o ciclo de paradas que marcou o final da terceira hora, a classificação foi sacudida. Louis Delétraz, a bordo do Acura nº 40 da Wayne Taylor Racing, emergiu como o novo líder da prova, seguido de perto por Ricky Taylor no carro irmão, o nº 10. A Porsche, que havia dominado o início, viu Laurin Heinrich (nº 7) retornar à pista na terceira posição, enquanto o Cadillac nº 31 da Action Express Racing, agora pilotado por Earl Bamber, conseguiu uma recuperação notável para ocupar o quarto lugar, apesar dos danos sofridos anteriormente.

Duelos na pista e a dança das posições

O reinício da prova, quando restavam pouco menos de 9 horas no cronômetro, foi eletrizante. As anotações de pista mostram que a competitividade não deu trégua: Ricky Taylor (nº 10) partiu para o ataque sobre Robin Frijns (nº 24), enquanto Nick Yelloly (nº 93) também superava o piloto da BMW. No entanto, a Porsche não ficou assistindo; Laurin Heinrich iniciou uma perseguição implacável sobre Laurens Vanthoor (nº 6), em uma disputa interna que manteve os boxes da Penske em alerta máximo.

Na classe GTD Pro, a liderança também mudou de mãos com frequência. Klaus Bachler, no Porsche nº 911 da Manthey Racing, estabeleceu-se na terceira posição da classe, enquanto à frente, o duelo entre Ford e Corvette esquentava. O Mustang nº 59, pilotado por Johnson, mostrou um ritmo forte, conseguindo despontar na classificação da categoria, superando o Cadillac de Taylor e o Porsche de Heinrich em momentos de tráfego intenso.

Bandeiras amarelas e o caos dos retardatários

A natureza imprevisível de Sebring manifestou-se novamente com a quarta bandeira amarela da prova (Full Course Yellow), acionada por detritos na pista quando restavam 8h21 para o fim. Esse período de neutralização permitiu que as equipes ajustassem suas estratégias, mas o reinício trouxe novos dramas. Na LMP2, Sowery (nº 04) protagonizou um momento de susto ao rodar na curva 3 logo após superar Goldburg, complicando sua posição na categoria.

Os incidentes entre carros de classes diferentes continuaram a ser o “prato principal” da tarde. Na classe GTD, a Ferrari nº 19 (Baud) e a Ferrari nº 0 (Iribe) chegaram a se tocar, resultando em uma rodada para um dos modelos italianos. Pouco depois, Wittman (nº 25) e novamente Iribe se envolveram em um novo encontro na pista, evidenciando a dificuldade de gerenciar o tráfego nos setores mais estreitos de Sebring.

A quinta hora: Delétraz e Vanthoor em rota de colisão

Ao chegarmos ao final da quinta hora (15h10 no horário local), a prova estabilizou-se momentaneamente sob bandeira verde. Louis Delétraz (nº 40) manteve a ponta, mas sentiu a pressão constante de Laurens Vanthoor, que subiu para o segundo lugar. Ricky Taylor (nº 10) e Earl Bamber (nº 31) fecharam o quarteto de líderes que promete brigar até os minutos finais.

Na categoria LMP2, a disputa permanece acirrada com o carro nº 24 de Vanthoor superando De Angelis (nº 23). Já na GTD, o destaque foi a performance de Gamble (nº 27), que realizou uma série de ultrapassagens decisivas, deixando para trás os carros de Eliott, Flodenius e Mann, assumindo o controle da divisão.

Com sete horas de competição pela frente, Sebring prepara-se para a transição para a noite, momento em que as temperaturas caem e a visibilidade torna-se o novo adversário dos pilotos. Até aqui, a corrida provou ser uma maratona de resistência onde o menor erro técnico pode significar o fim do sonho de vitória.

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