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WEC

6h de São Paulo: BMW lidera a corrida que chega em sua metade

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BMW
Foto: Andrea Lorenzina / DPPI

Equipe alemã assume a ponta das 6 Horas de São Paulo depois dos problemas enfrentados pela Cadillac. Primeira metade da prova é marcada por Full Course Yellow, disputas diretas e mudanças constantes também na LMGT3.

As três primeiras horas das 6 Horas de São Paulo transformaram completamente o cenário da corrida em Interlagos. Depois de um início dominante da Cadillac, a BMW M Team WRT aproveitou problemas dos adversários para assumir a liderança da quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), em uma prova marcada por estratégias diferentes, contatos e uma longa lista de punições.

Apesar da quantidade de incidentes, a corrida permaneceu praticamente sob bandeira verde durante toda a primeira metade. A única neutralização aconteceu após 1h09 de prova, quando detritos espalhados na Curva 8 provocaram um período de Full Course Yellow. A pista foi liberada apenas dois minutos depois, permitindo que as equipes retomassem suas estratégias.

Cadillac perde terreno e BMW assume o controle

A Cadillac parecia caminhar para controlar a corrida após converter a pole position em liderança logo nas primeiras voltas. Will Stevens manteve o V-Series.R n°12 na ponta enquanto Kevin Magnussen colocava pressão constante com o BMW M Hybrid V8 n°15.

Entretanto, o panorama mudou completamente durante a primeira rodada de pit stops.

Uma troca complicada da roda dianteira direita fez o Cadillac n°12 perder cerca de 15 segundos nos boxes. Pouco depois, o carro irmão, o n°38, também desperdiçou tempo ao ser posicionado incorretamente durante a parada, obrigando os mecânicos a corrigirem o procedimento.

A BMW aproveitou imediatamente os erros dos rivais. Depois do forte primeiro stint de Magnussen, Raffaele Marciello assumiu o comando do carro n°15 e passou a controlar a corrida.

Na metade da prova, o suíço sustentava uma vantagem superior a 15 segundos sobre Norman Nato, que assumiu o volante do Cadillac n°12. Logo atrás apareciam Phil Hanson, com a Ferrari n°83, e Alessandro Pier Guidi, na Ferrari oficial n°51, ambos mantendo a fabricante italiana na disputa pelas primeiras posições.

Estratégias e punições movimentam o pelotão

Além das trocas de liderança, a direção de prova precisou atuar diversas vezes durante a corrida.

A Toyota n°7 recebeu um drive-through por descumprir o procedimento durante o Full Course Yellow. Já a Ferrari n°54 foi punida com dez segundos no próximo pit stop por forçar o Genesis n°19 para fora da pista.

O Genesis n°17 acumulou duas penalidades após diferentes contatos ao longo da prova. Primeiro recebeu dez segundos por um incidente entre as curvas 9 e 10. Mais tarde, ganhou outros cinco segundos por novo toque na Curva 10.

O Cadillac n°12 também foi penalizado em cinco segundos depois de um contato na Curva 9. Já o Peugeot n°93 recebeu um drive-through por desrespeitar bandeiras azuis, enquanto o Peugeot n°94 foi punido por excesso de velocidade no pit lane e por outro incidente em pista.

Toyota enfrenta tarde complicada em Interlagos

A atual líder dos campeonatos também viveu um domingo difícil.

O Toyota GR010 Hybrid n°8 precisou ser levado para a garagem depois de um toque com o Genesis n°17 pouco antes da entrada dos boxes. A equipe realizou os reparos necessários e conseguiu recolocar o carro na corrida cerca de 15 minutos depois.

Além do prejuízo com a parada prolongada, o protótipo ainda recebeu uma penalidade de cinco segundos por forçar outro competidor para fora da pista.

Enquanto isso, o Toyota n°7 perdeu ainda mais posições após cumprir o drive-through recebido durante o período de neutralização.

LMGT3 tem liderança trocada diversas vezes

Se entre os Hypercars a BMW aproveitou os erros da Cadillac, na LMGT3 a disputa foi ainda mais imprevisível.

A Proton Competition chegou a controlar a categoria com seus dois Ford Mustang GT3 Evo após um início muito consistente. Stefano Gattuso, no carro n°88, e Ben Tuck, no Mustang n°77, chegaram a ocupar as primeiras posições durante boa parte do primeiro ciclo de estratégias.

Entretanto, a Racing Team Turkey by TF virou o jogo.

Com uma estratégia diferente, Peter Dempsey colocou o Corvette Z06 GT3.R n°34 na liderança da categoria durante a terceira hora de corrida e abriu vantagem superior a 12 segundos sobre o Ford n°88.

O segundo Mustang da Proton Competition permaneceu entre os três primeiros, enquanto os Lexus da Akkodis ASP e o BMW M4 GT3 Evo n°69 continuaram próximos graças a um ciclo alternativo de pit stops.

Contatos aumentam tensão na categoria GT

A LMGT3 também acumulou vários incidentes importantes.

Os dois Ford Mustang tocaram rodas na saída do S do Senna durante uma disputa por posição. Pouco depois, os carros n°33 e n°92 receberam cinco segundos de punição por contato.

O Mercedes-AMG GT3 Evo n°79 foi outro protagonista involuntário. Primeiro cumpriu um drive-through por exceder os limites de pista. Depois acabou parado no S do Senna após um toque com um Aston Martin Valkyrie, mas conseguiu religar o carro e retornar à disputa.

Além disso, diversos pilotos enfrentaram dificuldades com o intenso tráfego entre as duas categorias, um dos principais desafios do circuito de Interlagos.

Segunda metade promete disputa aberta

Mesmo liderando a corrida, a BMW ainda não conseguiu abrir uma margem confortável para administrar as horas finais.

Cadillac e Ferrari seguem próximas na estratégia e permanecem vivas na luta pela vitória. Genesis, Aston Martin e Alpine também continuam no grupo principal, aguardando uma oportunidade para reduzir a diferença.

Na LMGT3, Corvette, Ford, Lexus e BMW seguem separados por poucos segundos, deixando a disputa pela vitória completamente indefinida para a segunda metade das 6 Horas de São Paulo.

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