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WEC

Peugeot deixa São Paulo sem pontos após corrida marcada por penalidades

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Foto: Vinícius de Oliveira/Vai Que Tô Te Vendo
Foto: Vinícius de Oliveira/Vai Que Tô Te Vendo

Equipe francesa chegou a disputar posições entre os primeiros colocados, mas punições comprometeram o desempenho dos dois Peugeot 9X8 nas 6 Horas de São Paulo.

A Peugeot TotalEnergies encerrou a etapa de São Paulo do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) sem o resultado esperado. Apesar de demonstrar ritmo competitivo durante boa parte das 6 Horas de São Paulo, a equipe viu suas chances de pontuar desaparecerem após penalidades aplicadas aos dois carros ao longo da corrida disputada em Interlagos.

Os Peugeot 9X8 de números 94 e 93 largaram da oitava e da 13ª posições, respectivamente. Logo nos primeiros stints, ambos conseguiram avançar no pelotão e chegaram a ocupar posições entre os dez primeiros, mostrando que a estratégia inicial da equipe funcionava.

Contudo, os incidentes ocorridos ao longo da prova alteraram completamente o cenário. As punições recebidas pelos dois protótipos impediram qualquer possibilidade de manter a disputa por um lugar na zona de pontuação.

Estratégias diferentes marcaram a primeira metade da prova

A corrida começou com alguns trechos do circuito ainda úmidos por causa da chuva registrada durante a noite anterior. Mesmo nessas condições, Loïc Duval sustentou a oitava colocação com o carro #94, enquanto Paul Di Resta realizou uma boa recuperação no pelotão e ganhou quatro posições antes da primeira visita aos boxes.

Depois da parada inicial, a Peugeot TotalEnergies decidiu adotar caminhos diferentes para cada carro. O #93 permaneceu na pista utilizando o mesmo conjunto de pneus, estratégia que permitiu ao protótipo subir provisoriamente para a segunda posição.

Enquanto isso, o carro #94 recebeu dois pneus novos no lado direito e manteve um ritmo consistente durante seu segundo turno. A equipe administrou as paradas de forma distinta entre os dois carros, buscando aproveitar diferentes cenários de corrida.

Quando Nick Cassidy e Théo Pourchaire assumiram seus respectivos cockpits, ambos receberam um novo jogo completo de pneus slick para dar sequência à estratégia planejada.

Penalidades mudaram o rumo da corrida

O momento decisivo aconteceu pouco antes da metade das seis horas de prova. O Peugeot #94 recebeu uma punição de stop-and-go, enquanto o #93 foi penalizado com um drive-through.

As sanções eliminaram praticamente todo o ganho obtido nas voltas anteriores. O trabalho realizado pelos pilotos durante os primeiros stints deixou de surtir efeito, obrigando a equipe a reconstruir sua corrida em um cenário bastante desfavorável.

Na sequência, Stoffel Vandoorne e Malthe Jakobsen assumiram a pilotagem para o trecho final da disputa. Enquanto isso, a visibilidade passou a diminuir em Interlagos com a formação de neblina sobre o circuito.

Apesar de algumas gotas de chuva nos minutos finais, a pista permaneceu seca até a bandeirada. Dessa forma, os dois Peugeot 9X8 completaram a corrida sem novas interrupções, cruzando a linha de chegada em 14º lugar com o carro #94 e na 16ª posição com o #93.

Equipe reconhece erros e destaca necessidade de evolução

Após a prova, o chefe da Peugeot TotalEnergies, Emmanuel Esnault, afirmou que o desempenho apresentado no início da corrida foi positivo. Segundo ele, os pilotos conseguiram disputar posições importantes durante os primeiros stints.

Entretanto, o dirigente reconheceu que as penalidades tiveram impacto direto no resultado final. Além disso, destacou que os adversários apresentaram desempenho superior ao longo do fim de semana, fator que também dificultou a recuperação da equipe.

Entre os pilotos, Paul Di Resta lembrou que conseguiu avançar posições na abertura da corrida, mas explicou que enfrentou desgaste acentuado dos pneus em seu segundo stint. Para o escocês, a punição acabou encerrando qualquer chance de um resultado melhor.

Nick Cassidy também classificou seu turno como complicado. O piloto explicou que não encontrou o mesmo comportamento do carro visto durante os treinos livres, embora tenha ressaltado o trabalho realizado pela equipe.

Stoffel Vandoorne destacou as dificuldades enfrentadas nas voltas finais devido à baixa visibilidade causada pelo nevoeiro. Ainda assim, valorizou o fato de o carro ter completado a prova.

Foco já está voltado para Austin

No carro #94, Loïc Duval lamentou um erro cometido durante a última parada nos boxes. O francês explicou que acreditou ter acionado corretamente o limitador de velocidade e reconheceu que a falha comprometeu a corrida. Segundo ele, o ritmo apresentado era suficiente para disputar um lugar entre os dez primeiros.

Malthe Jakobsen classificou o resultado como decepcionante, especialmente após o desempenho obtido na classificação, quando o Peugeot #94 garantiu presença na Hyperpole. O dinamarquês afirmou que a pausa no calendário será importante para recuperar as energias antes da sequência da temporada.

Já Théo Pourchaire destacou que a equipe tinha potencial para lutar por pontos em São Paulo. O piloto atribuiu o resultado principalmente às penalidades sofridas durante a prova e elogiou o trabalho realizado por toda a equipe ao longo do fim de semana.

Agora, a Peugeot TotalEnergies entra no período de férias do FIA WEC antes da retomada do campeonato. A próxima etapa será disputada no início de setembro, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos, onde a equipe buscará transformar o desempenho demonstrado em Interlagos em um resultado mais consistente.

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