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SportsCar Championship

Domínio da Porsche em Sebring: Marca alemã controla três classes ao entrar na fase decisiva

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Porsche
Foto: Brandon Badraoui / IMSA

Com os carros nº6 e n°7, a Porsche Penske Motorsport mantém dobradinha na classificação geral enquanto o sol se põe na Flórida; BMW e Cadillac enfrentam dramas técnicos.

O asfalto implacável de Sebring atingiu a sua marca de metade da prova com um roteiro dominado por uma única fabricante. Ao completar seis horas de disputa nas Mobil 1 Twelve Hours of Sebring de 2026, a Porsche Penske Motorsport consolidou um controle absoluto da competição, ocupando as duas primeiras posições na categoria principal (GTP) e liderando também as divisões de GT. Na marca de 50% da corrida, o brasileiro Felipe Nasr, a bordo do Porsche 963 nº 7, ostentava uma vantagem de 1,667 segundo sobre o carro irmão, o nº 6, pilotado por Kevin Estre. A liderança foi construída em um longo trecho de bandeira verde que durou cerca de 90 minutos, permitindo que o ritmo superior dos protótipos alemães fizesse a diferença sobre a concorrência. O Acura ARX-06 nº 93 da Meyer Shank Racing, com Nick Yelloly, ocupava o terceiro posto, seguido de perto por Fred Vesti e Tom Blomqvist.

À medida que a prova avançava para o último quarto e o céu de Sebring ganhava tons alaranjados, a Porsche não apenas manteve o ritmo, mas expandiu sua influência por quase todo o grid. Com nove horas completadas, a marca alemã sustentava a liderança em três das quatro classes em disputa. Laurin Heinrich, em uma performance de comando em sua estreia na categoria principal, manteve a ponta na classificação geral, resistindo à pressão de Renger van der Zande, que tentava manter o Acura nº 93 no mesmo giro dos líderes, embora já estivesse a mais de 12 segundos de distância. O controle da Penske foi tão rigoroso que, mesmo com neutralizações e incidentes isolados, a dobradinha dos carros nº 7 e nº 6 parecia cada vez mais consolidada rumo à fase noturna.

Dramas técnicos e o crepúsculo na Flórida

Enquanto a Porsche desfilava, o primeiro grande revés entre os ponteiros da classe GTP atingiu a BMW. O M Hybrid V8 nº 25 do Team RLL, conduzido por Marco Wittmann, foi vítima de um incidente azarado na quinta hora. Brendan Iribe rodou sua Ferrari 296 GT3 (nº 70) e Wittmann não conseguiu evitar o impacto ao tentar desviar do carro parado. O resultado foi uma parada de 15 voltas na garagem para reparos na suspensão traseira esquerda, eliminando as chances de vitória da marca bávara.

A configuração de liderança permanecia estável, mas os protagonistas mudavam conforme os turnos de pilotagem. Heinrich, em apenas sua terceira corrida com o protótipo LMDh, demonstrou maturidade ao gerenciar o tráfego intenso de Sebring, mantendo uma distância segura para Laurens Vanthoor no carro nº 6. A estratégia da Penske mostrou-se superior, evitando erros grosseiros que custaram caro aos adversários diretos.

Caos no pit lane e falhas mecânicas

O longo período de bandeira verde — que se estendeu por mais de três horas — foi subitamente interrompido a 4 horas e 22 minutos do fim. O Lexus RC F GT3 nº 14 da Vasser Sullivan, pilotado por Kyle Kirkwood, perdeu a roda dianteira esquerda em plena pista, forçando uma nova neutralização e mudando a dinâmica de paradas de todos os líderes.

Este período de amarela gerou uma movimentação intensa nos boxes. O Porsche nº 77 da AO Racing, que liderava a classe GTD Pro com Nick Tandy, foi forçado a fazer uma parada de emergência para reabastecimento rápido, seguida de uma troca completa de discos e pastilhas de freio. Apesar de cair na classificação, o carro foi recuperado de forma heróica por Alessio Picariello, que escalou o pelotão até o segundo lugar. No fechamento da nona hora, no entanto, era o Porsche nº 911 da Manthey Racing, com Ricardo Feller, quem ditava o ritmo na categoria, consolidando a força alemã entre os GTs.

Na classe GTD, a liderança mudou de mãos após uma punição de drive-through aplicada a Antonio Fuoco (Ferrari nº 21) por excesso de velocidade nos boxes. Isso abriu caminho para Riccardo Pera, no Porsche nº 912 da Manthey, assumir a ponta. Na classe LMP2, a AO Racing manteve o domínio com o Oreca 07 Gibson comandado por Dane Cameron, sendo a única classe sem liderança da Porsche, mas ainda sob forte pressão.

Entre os incidentes notáveis da fase final, Jack Aitken (Cadillac nº 31) teve um susto ao escapar da pista na curva 3, caindo de quarto para sétimo. Já a equipe Heart of Racing sofreu um golpe duro quando o Aston Martin Valkyrie de Alex Riberas apresentou uma falha de ignição no motor V12 durante um pit stop, perdendo 14 voltas atrás do muro. Com três horas restantes, a Porsche caminha para uma vitória histórica, mas os “bumps” de Sebring ainda prometem testar a resistência dos líderes até a bandeira quadriculada sob a luz dos refletores.

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