SportsCar Championship
Hawksworth conquista pole recorde da GTD PRO em Watkins Glen após dia atípico de classificação
Britânico estabelece novo recorde da pista na GTD PRO, enquanto sessão da GTD é interrompida por bandeira vermelha e grid é definido pela classificação do campeonato
A classificação para as Seis Horas de Watkins Glen, realizada nesta sexta-feira (27), foi marcada por mudanças na programação, condições diferentes das esperadas e um novo recorde de volta na categoria GTD PRO. No fim do dia, Jack Hawksworth garantiu a pole position ao volante do Lexus RC F GT3 nº 14 da Vasser Sullivan Racing com Dreyer & Reinbold, enquanto a sessão da GTD terminou de forma prematura após uma bandeira vermelha.
A prova integra o calendário do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, uma das principais competições de endurance dos Estados Unidos. Além disso, Watkins Glen é um dos circuitos mais tradicionais do automobilismo norte-americano e recebe anualmente uma das corridas mais importantes da temporada.
Hawksworth supera adversários e estabelece novo recorde
Jack Hawksworth registrou a melhor volta da sessão da GTD PRO em 1min43s701. A marca foi suficiente para assegurar o Motul Pole Award e ainda estabelecer um novo recorde de classificação da categoria no circuito.
O tempo superou a antiga referência de 1min44s203, estabelecida em 2024. Durante praticamente toda a sessão, o piloto manteve uma vantagem confortável de cerca de quatro décimos de segundo sobre os concorrentes.
Contudo, o desempenho aconteceu em circunstâncias pouco comuns. Uma alteração na programação fez com que a classificação começasse aproximadamente três horas depois do previsto. Dessa forma, os carros entraram na pista durante o período da noite, com temperaturas significativamente mais baixas do que as esperadas para o fim da tarde.
“Definitivamente foi um dia estranho”, afirmou Hawksworth. Segundo o piloto, a equipe realizou os treinos pela manhã e precisou aguardar entre sete e oito horas até o início da classificação.
Alterações na pista aumentaram o desafio
Além da longa espera, os competidores encontraram um circuito diferente daquele utilizado durante os treinos.
Parte da zebra localizada na entrada da Curva 5, conhecida como Bus Stop, foi removida após apresentar desgaste durante a corrida da IMSA Michelin Pilot Challenge realizada mais cedo.
Segundo Hawksworth, a modificação alterou completamente a abordagem do trecho.
“As mudanças no Bus Stop foram bem drásticas. Tivemos que entender um novo traçado e descobrir quanto da zebra ainda poderia ser utilizado”, explicou.
O britânico destacou que agora era possível levar o carro muito mais próximo da barreira de proteção sem sofrer impactos provocados pela zebra. Entretanto, a alta velocidade no trecho tornou a situação ainda mais delicada.
De acordo com o piloto, enquanto curvas mais lentas permitem calcular melhor a posição do carro em relação ao guardrail, percorrer aquele setor em quarta marcha e aproximadamente 177 km/h tornou o desafio significativamente maior.
Disputa permaneceu equilibrada até a bandeirada
Mesmo com a vantagem construída por Hawksworth, os minutos finais reservaram momentos de tensão para a equipe Vasser Sullivan.
Harry King reduziu a diferença ao marcar 1min43s914 com o Porsche 911 GT3 R (992) nº 77 “Rexy”, da AO Racing.
Enquanto isso, Neil Verhagen também se aproximou da marca do pole ao registrar 1min44s089 com o BMW M4 GT3 EVO nº 1 da Paul Miller Racing.
Embora ninguém tenha conseguido superar o tempo do Lexus nº 14, a disputa mostrou o equilíbrio da categoria. Quando a bandeira quadriculada foi apresentada, os seis primeiros colocados representavam seis fabricantes diferentes e estavam separados por menos de oito décimos de segundo.
Hawksworth dividirá o carro na corrida deste domingo com Ben Barnicoat.
Pole histórica aumenta expectativa para a corrida
A pole position também teve um significado especial para Hawksworth.
Com o resultado, o piloto alcançou sua 17ª pole na IMSA e tornou-se o maior poleman da era moderna do campeonato, superando Ben Keating.
Apesar do desempenho na classificação, Hawksworth acredita que a corrida terá um cenário completamente diferente.
Segundo ele, uma prova de seis horas costuma apresentar diversas neutralizações, estratégias distintas nos boxes e decisões importantes durante todo o percurso.
“Muita coisa pode acontecer. Queremos largar na frente e evitar o caos. Haverá períodos de safety car, decisões estratégicas e escolhas importantes durante toda a corrida. Esperamos tomar as decisões corretas e lutar pela vitória”, afirmou.
As provas de endurance da IMSA costumam exigir não apenas velocidade, mas também consistência, estratégia de pit stops e boa administração do tráfego entre diferentes categorias, fatores que frequentemente influenciam o resultado final.
Bandeira vermelha interrompe classificação da GTD
Na categoria GTD, a classificação terminou antes do previsto.
Uma bandeira vermelha provocada por um incidente envolvendo o Mercedes-AMG GT3 nº 57 da Winward Racing encerrou a sessão antes que fosse cumprido o tempo mínimo obrigatório de bandeira verde.
Pelas regras da IMSA, uma sessão de 15 minutos precisa ter pelo menos dez minutos em condição de bandeira verde para ser considerada válida.
Como esse requisito não foi atendido, o grid de largada foi definido com base na classificação do campeonato de equipes.
Dessa forma, o Aston Martin Vantage GT3 Evo nº 27 da Heart of Racing Team largará na primeira posição.
Ao seu lado estará o BMW M4 GT3 EVO nº 96 da Turner Motorsport, enquanto o Lexus RC F GT3 nº 12 da Vasser Sullivan Racing com Dreyer & Reinbold ocupará a terceira colocação.
Líderes do campeonato começam na frente
Zacharie Robichon evitou tratar a posição como uma pole position propriamente dita.
Segundo o piloto da Heart of Racing, o encerramento precoce impediu que outras equipes tivessem a oportunidade de disputar a primeira colocação.
Ainda assim, ele reconheceu que liderar o campeonato acabou favorecendo a equipe diante das circunstâncias.
Robichon venceu a prova da GTD em Watkins Glen na temporada passada ao lado de Tom Gamble e Casper Stevenson. Em 2026, Stevenson deu lugar ao brasileiro Eduardo “Dudu” Barrichello, que chega para a etapa liderando a classificação entre os pilotos da categoria.
Para Robichon, o objetivo será realizar uma corrida limpa em um circuito conhecido por gerar disputas intensas e situações imprevisíveis durante as provas de longa duração.
A largada das Seis Horas de Watkins Glen está marcada para as 12h10 (horário da costa leste dos Estados Unidos). A transmissão será realizada pelo Peacock para o público norte-americano, enquanto os fãs internacionais poderão acompanhar a corrida pelo canal oficial da IMSA no YouTube e pela plataforma IMSA.TV.
Confira o resultado aqui
