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Endurance

De volta a Monza: Toyota vence terceira etapa da FIA Wec

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Neste ultimo domingo (18 de julho) a WEC nos trouxe de volta ao Templo da velocidade, o Autodromo Nazionale Monza. A “6hs horas de Monza”, foi a terceira prova da temporada 2021 da WEC, o campeonato de endurance da FIA. Também conhecida como 1000km de Monza, a corrida começou em 1949 e teve sua última edição em 2008.

As 11 curvas e 5,793 km deste icônico circuito italiano já testemunharam momentos históricos do automobilismo. E apesar de um traçado relativamente simples, assistir a Wec em Monza é sempre um espetáculo à parte para o fã.

Foto: Divulgação WEC

Mas aparentemente as equipes tinham mais que história e tradição em mente: Por ser um circuito de alta, os carros correm em Monza com um setup relativamente semelhante às 24 hs de Le Mans, ou circuito de alta. Não por acaso, a WEC planejou Le Mans como a etapa imediatamente seguinte a Monza, para que muitas equipes possam ir treinando e ajustando os carros já como um “laboratório” para a etapa da França.

Com os carros saindo a 45 graus para a volta de apresentação, a bandeira verde foi dada por Enrico Galliera, Diretor comercial e de Marketing da Ferrari SPA. Como padrão da categoria, os carros correram divididos em 4 classes diferentes: LMH (nova), LMP2, GTE PRO e GTE AM.

 

Amarelas, sim sempre…

E o que seria um endurance sem os acidentes e as bandeiras amarelas? Embora o numero tenha sido menor que o de costume, elas foram bem críticas na estratégia das equipes.

Com cerca de 30 min tivemos a primeira bandeira amarela da prova (full course yellow), ocasião mais que oportuna para todas as equipes realizarem o primeiro pit da corrida. Após 2hs de corrida tivemos uma nova bandeira amarela, causada pela explosão do pneu do #33 que levou junto boa parte da dianteira do carro, espalhando muitos detritos pela pista.

Restando somente cerca de 30 min para o final da corrida, tivemos uma outra bandeira amarela, provavelmente a mais complicada. Algumas equipes usaram bem esta parada e obtiveram a vantagem necessária para terminar a corrida.

 

LMH

A badalada categoria estreante de 2021 teve seu grid composto por apenas 5 carros. Como nas duas etapas anteriores, os LMP1 ainda estão em transição para a categoria LMPH, e as equipes ainda estão apresentando os carros pouco a pouco. Esse foi o caso da Peugeot, que algumas semanas atrás apresentou o marcante 9X8, mas que foi a Monza somente para Marketing, devendo estrear só na temporada 2022 da WEC.

Mesmo com a previsível predominância da Toyota, a LMH ainda nos trouxe algumas surpresas. A primeira delas, negativa, já que o Toyota #8 teve problemas com freio e perda de potência. Chegou ao ponto de quase se acidentar na primeira chicane e correu na lanterna da categoria durante toda prova. O diretor da equipe resumiu o problema no tweeter:

A supressa boa ficou para o desempenho da novata Glickenhaus Racing. Em sua terceira corrida, o carro #709 brigou de igual para igual com o número #33 da veterana Alpine durante toda prova.

Mas as supressas não pararam por aí na LMH. Com pouco mais de 4hs de corrida, o Toyota Gazzo #7 também teve problemas de potência e perdeu a posição para a Glickenhaus. O que isso significava? Caminho livre para a vitória do #709 da Glickenhaus? Claro que não, afinal é uma prova de endurance e a Glickenhaus Racing também teve problemas com seu freio, deixando o caminho livre para a Toyota reassumir a liderança.

Foto: Divulgação Wec

O Alpine #36 do Brasileiro André Negrão chegou a liderar algumas das últimas voltas, mas a vitória da LMH e geral ficou mesmo com o número #07 da Toyota Gazzo Racing.

O brasileiro Pipo Derani teve problemas com seu Glickenhaus número #708 e acabou ficando com a P5 na categoria.

 

LMP2

Difícil escolher a categoria mais emocionante desta etapa. Se por um lado a GTE PRO teve disputas emocionantes, o maior número de carros da LMP2 proporcionava trocas de posições mais frequentes. Já em comparação com a LMH, o equilíbrio dos carros da LMP2 proporcionou uma corrida mais regular para a categoria. As disputas eram mais frequentes no meio e no final do grid.

Contudo, o Oreca #22 da United Autosports dominou a maior parte da corrida. Mesmo o carro #31 da Team WRT que terminou na P2 chegou a ficar quase 1min atrás do líder.

 

Foto: Divulgação Wec

 

E que tal uma disputa tripla? A LMP 2 teve muitas assim:

O número #21 da Dragonspeed foi outro carro que participou de diversas na pista, e encerrou com um ótimo P6 como resultado.  Outro destaque ficou para o desempenho da Richard Mille Racing Team, a única equipe da LMP2 composta somente por mulheres, e que terminou em P8. Representando o Brasil, tínhamos apenas um brasileiro na Categoria. Felipe Nasr estava à bordo do carro de número #82 pela Risi Competizione e terminou a prova na 13ª posição da categoria.

Ao final, a vitória da LMP 2 acabou ficando mesmo com o Oreca #22 da United Morsports. Um resultado esperado, após a equipe dominar a categoria ao longo de toda prova.

 

GTE PRO

A categoria com menor número de carros no grid não ficou atrás das demais no quesito disputas na pista. Mas apesar de contar com apenas 4 carros em Monza (2 Porsche e 2 Ferrari), a GTE PRO trouxe disputas dignas de provas de curta duração. Ambos os Porsche corriam pela Porsche GT team, enquanto as duas Ferrari 488 eram da equipe AF Corse.

Aqui, a corrida basicamente se dividiu em duas disputas de Porsche vs Ferrari. A primeira entre o Porsche #92 e a Ferrari #51 pela primeira posição. Enquanto um pouco mais atrás, o Porsche #91 seguia de perto a Ferrari #52 da AF Corse, equipe do brasileiro Daniel Serra.

A vitória da categoria ficou com o Posche #92 da Porsche GT Team.

 

GTE AM

A categoria contava com um interessante total de 15 carros. A predominância da Ferrari 488 GTE Evo de número #83 da AF Corse era nítida durante a prova.  Mesmo assim, tivemos algumas mudanças de liderança bem interessante durante a prova.

O Aston Martin #33 da TF Sport, onde corre o brasileiro Felipe Fraga, chegou a liderar a categoria no começo da prova até o acidente com seu estouro de pneu. O Porsche 911 #56 da Team project 1 também liderou por algumas voltas.

Todavia, o domingo era mesmo da Ferrari #83. Mesmo tendo largado na P10, o impecável trabalho de pilotos e equipe os levaram à liderança e à vitória da prova em apenas algumas horas de corrida.

Foto: Divulgação Wec

O outro Brasileiro da categoria, Augusto Farfus, chamou a atenção com uma disputa frenética pela terceira posição. Seu Aston Martin Vantage AMR #98, infernizou o Porsche 911 número #56 da Team Project 1 durante a maior parte do final da corrida. Após muito sufoco, a equipe de Farfus conseguiu deixar a o Porsche para trás e encerrou com um excelente 2º lugar na categoria.

 

Vamos ao resultado final por categoria:

 

LMH

 

 

LMP 2

 

 

GTE PRO

 

 

GTE AM

 

 

 

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