WEC
Peugeot fecha temporada do FIA WEC com P9 e P10 no Bahrein e frustra expectativa pelo top-5
A francesa termina em 7º no Mundial de Fabricantes após dez top-10 no ano, dois pódios, dez Hyperpoles e mais de 25 mil km de corrida acumulados com o 9X8
A jornada do FIA WEC 2025 chegou ao fim neste sábado (8), no calor de Sakhir, e a Peugeot deixou o Bahrein com uma sensação agridoce: o potencial mostrado ao longo da temporada não se refletiu no resultado final da etapa, apesar de o pacote ter mostrado velocidade, ritmo e qualificação forte. O Peugeot 9X8 #93, guiado por Paul Di Resta, Mikkel Jensen e Jean-Éric Vergne, terminou em nono. O #94 de Loïc Duval, Malthe Jakobsen e Théo Pourchaire cruzou em décimo. Na soma do campeonato, a marca encerra o ano provisoriamente em sétimo entre os fabricantes Hypercar, com dez chegadas entre os dez primeiros – marca que mostra constância, mas também evidencia que ainda falta o salto final para converter ritmo em resultados de topo semana após semana.
A corrida começou promissora. Depois de uma classificação convincente que empurrou os dois 9X8 para a segunda fila, Duval e Di Resta sustentaram o top-5 sob mais de 40°C de temperatura de pista na sessão dupla inicial. Na sequência, um dos recortes mais simbólicos da prova para a Peugeot: Pourchaire, prestes a assumir papel maior em 2026, liderou o pelotão por duas voltas antes de entregar o #94 para Jakobsen, que completou stint triplo. No #93, Di Resta fez um novo stint duplo robusto – 127 voltas, quase 700 km – antes de passar o carro a Jensen para a sequência final.
A Peugeot dividiu estratégias e fez pit antecipado para tentar ganhar tempo em offset de janela, migrando para pneus médios na transição do entardecer para a noite. Mas o destino jogou contra a tática francesa. Safety Car Virtual e Safety Car a menos de uma hora da bandeirada favoreceram rivais que pararam “de graça” – o que, nas contas da Stellantis, custou cerca de quatro posições líquidas. Jensen e Jakobsen ainda lutaram até os últimos segundos para manter o duplo top-10.
O balanço numérico da Peugeot em 2025 é mais robusto do que o top-10 modesto sugere: foram 72 horas totais de corrida, dois pódios, dez Hyperpoles e mais de 25 mil km percorridos somando os dois carros (12.870 km do #93 e 12.575 km do #94). O time já virou a página: vem aí o bloco final de testes pós-temporada com Nick Cassidy, Mathias Beche, Alex Quinn e Jakobsen revezando os dois Hypercars. Internamente, a leitura é de que o 9X8 evoluiu de maneira visível, que o teto ainda não foi alcançado e que 2026 tem potencial técnico real para ser o ano da virada que não se completou em 2025.
Abre aspas
Olivier Jansonnie (Diretor Técnico da Peugeot Sport)
“Foi uma corrida muito difícil para nós, apesar de termos ritmo para conseguir um resultado melhor. Tentamos ajustar nossas estratégias para otimizar o uso dos pneus no final, mas os dois Safety Cars entraram na pista no pior momento possível e nos tiraram da volta do líder. Depois disso, foi impossível recuperar posições.”
Paul Di Resta (PEUGEOT 9X8 #93)
“Uma corrida bastante decepcionante. É uma pena, porque estávamos bem posicionados no início e vínhamos numa sequência forte desde São Paulo. Infelizmente, não deu certo hoje. Mesmo assim, tem sido uma temporada positiva e vamos continuar lutando por 2026.”
Théo Pourchaire (PEUGEOT 9X8 #94)
“Meu principal objetivo era aprender e ganhar experiência para a próxima temporada. Claro que estou um pouco decepcionado com o resultado final, mas tivemos azar com o último Safety Car — ele entrou na pista logo após nossa parada nos boxes. Mesmo assim, nosso ritmo no início da corrida foi promissor e sabemos que temos potencial para ir mais longe. Agora, todo o foco está em 2026.”
