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SportsCar Championship

Felipe Nasr consolida status de estrela da IMSA com tricampeonato histórico em Daytona

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Nasr
Foto: Divulgação / IMSA

Brasileiro se firma como principal nome da Porsche Penske Motorsport e referência da era GTP no automobilismo norte-americano

Em um universo tradicionalmente marcado pelo protagonismo das montadoras, pela força das equipes e pela complexidade técnica dos carros, poucos pilotos conseguem se destacar de forma individual no automobilismo de endurance. No entanto, desde a introdução da classe GTP em 2023, um nome passou a simbolizar essa nova era no IMSA WeatherTech SportsCar Championship: Felipe Nasr.

Integrante da poderosa Porsche Penske Motorsport, o brasileiro construiu uma trajetória impressionante nos últimos anos, coroada por três vitórias consecutivas nas 24 Hours of Daytona. O feito consolida definitivamente Nasr entre os grandes nomes da história recente das corridas de longa duração, colocando-o como principal referência da categoria.

Desde o início da era GTP, Nasr acumula sete vitórias, incluindo as três edições seguidas de Daytona e as 12 Horas de Sebring de 2025, além de oito pódios. Em 2024, dividiu o título da categoria com Dane Cameron, pilotando o Porsche 963 número 7. Mais do que números, os resultados refletem sua capacidade de adaptação aos complexos protótipos híbridos, considerados alguns dos carros mais sofisticados já produzidos para competições de resistência.

Ex-piloto de Fórmula 1, Nasr mostrou domínio técnico e preparo físico para lidar com as exigências modernas do endurance. Os atuais GTP rivalizam com carros da categoria máxima do automobilismo em termos de eletrônica, gerenciamento de energia e software, o que exige dos pilotos um nível elevado de concentração e inteligência estratégica.

Ao longo da carreira, o brasileiro também construiu um currículo vencedor em diferentes fases da IMSA. Foi campeão da classe Prototype em 2018, da DPi em 2021 e agora soma três títulos e múltiplas conquistas em Daytona. Em um grid repleto de estrelas oriundas da Fórmula 1, IndyCar, NASCAR e Supercars, Nasr conseguiu superar todos eles repetidamente.

O reconhecimento veio até mesmo do lendário Roger Penske, proprietário da Team Penske, que destacou a atuação decisiva do brasileiro nas horas finais da prova. Segundo ele, a pilotagem apresentada por Nasr está entre as melhores que já testemunhou em seis décadas de carreira.

Na edição mais recente, o duelo contra o Cadillac V-Series.R, conduzido por Jack Aitken, foi um dos momentos mais intensos da corrida. Mesmo sob forte pressão, Nasr conseguiu abrir vantagem na reta final e cruzar a linha de chegada apenas 1,569 segundo à frente do rival, garantindo mais um triunfo histórico.

Emocionado na Victory Lane, o brasileiro não conteve as lágrimas ao celebrar o tricampeonato. Para ele, cada vitória teve um peso especial, mas a terceira consecutiva representa um marco difícil de ser superado. Além disso, fez questão de dividir os méritos com seus companheiros Julien Andlauer e Laurin Heinrich, que estrearam ao seu lado no carro.

Desde que passou a integrar o projeto da Penske, no fim de 2021, Nasr assumiu naturalmente o papel de líder. Com a decisão da Porsche de concentrar seus esforços na IMSA, após a saída do WEC, o foco total da equipe recaiu sobre a classe GTP, tornando sua experiência ainda mais valiosa.

Ao longo das temporadas, o brasileiro construiu parcerias bem-sucedidas com diferentes companheiros, como Matt Campbell, Cameron, Nick Tandy e, agora, Andlauer e Heinrich. O francês, que passou pela Proton Competition, e o jovem alemão, ex-destaque da AO Racing, reconhecem a influência de Nasr como referência técnica e emocional dentro do time.

Heinrich, inclusive, destacou como observar o brasileiro durante a madrugada de Daytona foi fundamental para seu aprendizado, ressaltando a frieza, a precisão e a capacidade de gestão da corrida.

Apesar de todo o protagonismo, Nasr mantém a postura humilde. Em suas declarações, reforça constantemente o papel coletivo da equipe e a importância da confiança no processo. Para ele, o segredo está na regularidade, na paciência e na capacidade de pensar a prova em longo prazo, stint por stint, volta por volta.

Aos 33 anos, Felipe Nasr vive o auge de sua carreira no endurance. Com resultados expressivos, liderança consolidada e reconhecimento internacional, o brasileiro não apenas representa a Porsche Penske Motorsport, mas simboliza a excelência da era GTP. Em um cenário altamente competitivo, ele se afirma, cada vez mais, como o principal nome da IMSA na atualidade.

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