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Arrow McLaren aposta na juventude para o futuro na IndyCar

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Pato e equipe comemorando o resultado em Iowa. Foto/Reprodução: James Black/ IndyCar
Foto/Reprodução: James Black/ IndyCar

A Arrow McLaren visa renovar seu trio a partir de 2025. O que podemos esperar dos novos nomes que a equipe foi buscar no mercado?

Após uma crise contratual que atingiu a Arrow Mclaren em 2024, especificamente se tratando do carro #6, a equipe aparentemente se organizou de maneira mais eficaz para a temporada de 2025. Assim, o trio que representará o time papaia no próximo ano já está definido.

Como já havia sido anunciado no final de 2023, Pato O’Ward segue com a McLaren até 2027. Agora, a equipe confirma a permanência de Nolan Siegel e a chegada de Christian Lundgaard, que assume a vaga deixada por Alexander Rossi.

Certamente, um trio que compartilha entre si um aspecto em comum: a juventude. Logo, para 2025, a Arrow Mclaren alinha o trio mais jovem do grid. Dessa forma, seja pelo tempo de categoria ou pela idade, o mexicano será o piloto mais experiente do time. No início da temporada, O’Ward terá apenas 25 anos.

Pato e equipe comemorando o resultado em Iowa. Foto/Reprodução: James Black/ IndyCar

Pato e equipe comemorando o resultado em Mid-Ohio Foto/Reprodução: James Black/ IndyCar

Na sequência, Lundgaard chegará na equipe com 23 anos. Logo, o caçula do time, Nolan Siegel, terá acabado de completar 20. Ou seja, com essa escalação, a McLaren deixa um recado claro: esse é um trabalho a ser executado a longo prazo. Como resultado, a pouca idade dos pilotos é um passo importante para poder desenvolver o grupo.

Além disso, o trio também é bastante animador. Se de um lado temos Pato O’Ward, que já se provou um piloto pronto para brigar por título, por outro temos dois jovens extremamente promissores. Apesar da pouca idade de Siegel e a promoção que, aos olhos de muitos, foi precoce, o piloto se mostrou rápido nas categorias de acesso da IndyCar.

É evidente que não podemos desvendar o futuro, mas é possível explicar os motivos que levam a acreditar que a McLaren fez uma escolha deveras acertada.

Para liderar a equipe, Pato O’Ward

Não é segredo que Pato O’Ward é a grande aposta da Arrow McLaren desde que a equipe chegou na Indy. Afinal, campeão da Indy Lights em 2018, o piloto demorou para se firmar na categoria devido a falta de dinheiro, não de talento. Assim, com uma vaga garantida no grid desde 2020, o mexicano vem se provando ano após ano.

Outro fato inegável é que o piloto bateu na trave em algumas ocasiões. Seja na briga pelo campeonato em 2021 ou nas disputas pelas 500 milhas de Indianápolis em 2022 ou 2024. Porém, a equipe parece confiante que essas questões façam parte do processo de amadurecimento do mexicano.

Na atual temporada, O’Ward conseguiu emplacar uma sequência mais estável. Inclusive, fazendo as pazes com a vitória, vencendo duas vezes até o momento em que esse texto foi redigido. Ou seja, quebrando o jejum após passar 2023 sem nenhum triunfo. Dessa maneira, é fato de que o mexicano será o piloto a liderar o trio. 

Com o passar dos anos, Pato O’Ward passou a ser um especialista em circuitos ovais, questão que pode colocá-lo mais à frente na disputa pelo campeonato nessa reta final de temporada. Assim, na combinação de talento, velocidade e experiência, o mexicano é o mais preparado para colocar a McLaren na frente na briga por vitórias e títulos no futuro.

Lundgaard, uma grata surpresa para a IndyCar

Após duas temporadas completas na Fórmula 2Christian Lundgaard chegou na IndyCar em 2022. Nesse mesmo ano, foi o rookie of the year da categoria. Logo, se firmou como um dos pilotos mais consistentes desse grid, mesmo pilotando um carro considerado inferior.

Campeão da F4 espanhola em 2017, o dinamarquês conquistou sua primeira vitória na Fórmula Indy em 2023, na corrida de Toronto. Dessa maneira, a transferência para uma equipe melhor era considerado questão de tempo. Pela ótica de quem vos escreve, o principal ponto no qual Lundgaard pode acrescentar para a equipe, é justamente o fator consistência.

Dessa forma, o dinamarquês traria para o time um ponto que vem faltando nos últimos anos. Além disso, é de conhecimento de qualquer fã de esportes que consistência pode sim ganhar campeonatos. Após sonhar com um time no qual já haveria um campeão da Indy, ao recalcular a rota, a Arrow McLaren visa preencher as lacunas do passado, no intuito de construir um futuro vitorioso.

Nolan Siegel para o futuro da Arrow McLaren

Ainda sob a percepção da autora, ao optar por Nolan Siegel, a Arrow McLaren elabora uma estratégia parecida com a utilizada com Pato O’Ward quatro anos atrás. Assim, o time aposta em um jovem muito promissor, dando a oportunidade na categoria principal, ao passo que o molda de acordo com o que a equipe espera em termos de desempenho.

Antes de juntar-se a equipe, substituindo Théo PourchaireNolan Siegel participou de três corridas na IndyCar, todas na atual temporada. Inicialmente, esteve no desafio do Thermal Club e em Long Beach, com a Dale Coyne. Em seguida, esteve com a Juncos na etapa de Road America.

O jovem piloto da Califórnia, também tentou participar da Indy 500. Porém, acabou bumpado. Antes de ingressar de forma regular na IndyCar, o piloto estava na disputa da Indy NXT, onde ocupava o quarto lugar. Esse seria seu segundo ano no último degrau antes da categoria principal.

Em 2023, ele foi o terceiro colocado, além de ser eleito o rookie of the year da temporada. Logo, ele assinou um contrato multi-anual com a equipe. Por mais que isso não seja uma garantia, com a atual movimentação, fica evidente que a McLaren espera contar com o trio por um longo período. Sendo Siegel a última e mais jovem chave desse processo.

Cada qual com suas particularidades, apesar de ser prematuro, arrisco a dizer que pela primeira vez desde que chegou na Indy, a Arrow McLaren acertou em todas as suas escolhas para 2025 e além.

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