WEC
Alpine mantém escalação para o fim do WEC em aberto
Philippe Sinault explica redução para dois pilotos em Fuji e afirma que formação para Barcelona e Monza ainda será definida pela equipe em entrevista ao Sportscar 365.
A Alpine ainda não definiu quais pilotos serão utilizados nas duas últimas etapas da temporada 2026 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC). A equipe francesa decidiu competir nas 6 Horas de Fuji com apenas dois pilotos em cada A424, mas Philippe Sinault afirmou que a formação para Barcelona e Monza continuará em avaliação.
A mudança para a etapa japonesa tirou Antonio Felix da Costa e Frederic Makowiecki da escalação. Charles Milesi e Ferdinand Habsburg dividem o A424 n°35, enquanto Jules Gounon e Victor Martins formam a dupla do carro n°36. Segundo Sinault, a escolha foi baseada no formato das provas restantes e não em uma decisão individual sobre os pilotos.
A Alpine considera que dois competidores por carro são a melhor configuração para provas de seis horas. Contudo, o chefe da equipe ressaltou que a definição dos quatro nomes que correriam em Fuji foi bastante difícil.
Alpine explica escolha por dois pilotos
Sinault afirmou que a equipe discutiu a mudança durante bastante tempo com o grupo técnico e Nicolas Lapierre, diretor esportivo. A decisão levou em consideração o calendário adotado ao longo do ano, que anteriormente incluía provas com durações diferentes e exigia uma formação mais ampla.
No início da temporada, a Alpine precisou considerar corridas de dez horas no Catar, as 24 Horas de Le Mans e uma prova de oito horas no Bahrein. Por isso, a equipe evitou alternar constantemente entre formações de dois e três pilotos ao longo do campeonato.
A situação mudou com o novo calendário para a parte final da temporada. Como as corridas restantes passaram a ter seis horas de duração, a Alpine decidiu colocar em prática a configuração de dois pilotos. A equipe entende que o formato pode favorecer o desempenho durante esse tipo de prova.
Decisão não foi tomada de última hora
Sinault também negou que a alteração na escalação tenha sido definida às pressas. De acordo com o chefe da Alpine, uma mudança desse tipo exige preparação prévia envolvendo pilotos, equipe técnica e mecânicos.
O dirigente explicou que todos os procedimentos precisavam ser ajustados antes da etapa japonesa. Dessa forma, a equipe comunicou a decisão aos pilotos, integrantes da operação e mecânicos com antecedência suficiente para preparar a corrida em Fuji.
Apesar de não participarem da etapa japonesa, Da Costa e Makowiecki continuam vinculados à Alpine. Sinault reforçou que os dois permanecem na equipe e que a ausência em Fuji não representa uma decisão definitiva sobre seus futuros no programa.
Além disso, a formação utilizada no Japão não necessariamente será repetida nas duas últimas etapas. A equipe ainda avaliará se continuará com dois pilotos por carro ou se voltará ao formato de três competidores.
Barcelona e Monza seguem sem definição
A Alpine ainda não estabeleceu quais pilotos estarão nos A424 nas corridas de Barcelona e Monza. Sinault afirmou que a avaliação será feita depois da etapa de Fuji e que diferentes possibilidades continuam abertas para o encerramento da temporada.
A escolha de Da Costa e Makowiecki para ficar fora da prova japonesa também não teve relação com uma questão pessoal, segundo o dirigente. A decisão, de acordo com Sinault, levou em consideração um conjunto de fatores relacionados à operação da equipe.
O chefe da Alpine acrescentou que a situação pode ser diferente na etapa de Barcelona. Portanto, a formação utilizada no circuito espanhol não está necessariamente ligada àquela escolhida para Fuji.
A equipe, dessa forma, mantém a possibilidade de realizar novos ajustes antes das duas últimas corridas do campeonato. A definição dependerá da avaliação feita após a etapa japonesa e das necessidades do programa para a reta final do ano.
Futuro da Alpine para 2027 continua indefinido
Enquanto trabalha na definição da formação para as últimas corridas de 2026, a Alpine também segue sem novidades sobre o futuro de sua operação no WEC. A fabricante francesa anunciou antes do início da temporada que deixará o campeonato ao final deste ano.
Desde então, surgiram especulações sobre uma possível transferência da operação administrada pela Signatech. A Geely foi relacionada à possibilidade de assumir o projeto para a temporada de 2027, mas ainda não existe confirmação sobre um acordo.
Sinault afirmou que as negociações continuam, mas não apresentou uma atualização concreta sobre o futuro da estrutura. Segundo ele, ainda não há uma definição clara para o próximo campeonato, apesar das conversas com diferentes partes ao longo dos últimos meses.
Alpine trabalha para definir próximo passo
O dirigente havia indicado anteriormente que gostaria de resolver o futuro da equipe até as 24 Horas de Le Mans. No entanto, o cenário permanece em aberto e as discussões continuam enquanto a temporada atual se aproxima do fim.
A inscrição para o campeonato de 2027 tem como prazo final o dia 26 de novembro. Por isso, Sinault afirmou que seu objetivo é deixar a estrutura preparada o mais cedo possível, enquanto aguarda uma definição sobre os próximos passos do programa.
Enquanto isso, a Alpine concentra seus esforços na etapa de Fuji. O circuito japonês tem importância para a equipe, já que recebeu a primeira e, até o momento, única vitória da Alpine na categoria Hypercar, conquistada na temporada passada.
A equipe também iniciou o fim de semana de 2026 em destaque. No segundo treino livre em Fuji, a Alpine terminou na liderança, com o desempenho reforçando o foco da equipe na etapa japonesa antes da definição das próximas decisões sobre pilotos e futuro do programa.
