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24h de Le Mans

Ricky Taylor destaca evolução da Wayne Taylor Racing e projeta desafio das 6 Horas de Watkins Glen

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Foto: Cadillac Racing

Após pódio em Detroit e desempenho competitivo em Le Mans, piloto acredita que a equipe chega fortalecida para a próxima etapa da IMSA WeatherTech SportsCar Championship.

A preparação para as Seis Horas de Watkins Glen tem sido marcada por confiança crescente dentro da Wayne Taylor Racing. Depois de conquistar um pódio em Detroit e demonstrar competitividade durante boa parte das 24 Horas de Le Mans, Ricky Taylor acredita que a equipe chega embalada para uma das provas mais tradicionais do calendário da IMSA WeatherTech SportsCar Championship.

O piloto do Cadillac V-Series.R nº 10 participou de uma teleconferência promovida pela IMSA e comentou o momento vivido pela equipe antes da corrida marcada para 28 de junho. Em Watkins Glen, Taylor voltará a dividir o carro apenas com Filipe Albuquerque, retomando a formação habitual do campeonato norte-americano.

Segundo o norte-americano, a sequência de compromissos nas últimas semanas ajudou a manter pilotos e equipe em ritmo de competição, fator que considera importante para a evolução do conjunto.

Evolução da equipe aumenta confiança

Taylor destacou que o desempenho recente representa um avanço importante após um período de resultados abaixo das expectativas. Além disso, ressaltou que o Cadillac vem mostrando sinais consistentes de evolução.

“O ritmo da temporada finalmente começou a aparecer. Não temos corrido com tanta frequência, mas agora estamos acumulando quilometragem. Isso ajuda bastante. O carro vem evoluindo e a equipe também está crescendo”, afirmou.

O piloto lembrou que o terceiro lugar conquistado em Detroit reforçou essa percepção. Enquanto isso, o desempenho apresentado em Le Mans, apesar dos problemas enfrentados durante a corrida, também serviu como indicador positivo para o restante da temporada.

Segundo ele, Watkins Glen representa mais uma oportunidade para transformar esse crescimento em um resultado expressivo.

Busca pela primeira vitória continua

Mesmo com a evolução demonstrada nas últimas provas, o Cadillac nº 10 ainda não venceu na temporada da IMSA. Contudo, Taylor afirmou que a ausência de vitórias não diminui a motivação da equipe.

Para o piloto, voltar a disputar posições de destaque durante a classificação em Le Mans foi um momento importante após alguns anos difíceis.

“Foi uma sensação diferente voltar a lutar pelas primeiras posições. Fazia bastante tempo que não estávamos constantemente entre os líderes. Isso aumenta ainda mais nossa vontade de vencer novamente.”

Taylor explicou que a motivação nunca deixou de existir. Segundo ele, o objetivo agora é transformar as boas atuações em resultados consistentes ao longo do campeonato.

Le Mans serviu como referência para Watkins Glen

Na avaliação do piloto, a corrida francesa mostrou que o Cadillac apresentou evolução principalmente em ritmo de prova. Ele acredita que algumas características de Le Mans podem servir como referência para Watkins Glen.

Segundo Taylor, durante boa parte da temporada o carro apresentou bom desempenho em voltas rápidas de classificação. Entretanto, havia maior dificuldade em manter esse rendimento durante as corridas.

Em Le Mans, esse cenário começou a mudar.

“Nosso ritmo durante a prova foi muito melhor. Watkins Glen também é um circuito rápido e fluido. Espero que consigamos levar esse aprendizado para a próxima etapa.”

Além disso, ele destacou que a equipe trabalhou concentrada em apenas um carro durante a disputa francesa. Para Taylor, esse foco permitiu atenção maior aos detalhes técnicos.

Segundo o piloto, nos atuais protótipos da categoria GTP, pequenas diferenças de preparação podem representar ganhos importantes ao longo da corrida.

Erros em Le Mans já estão sendo analisados

Durante a entrevista, Taylor também comentou os incidentes enfrentados pela equipe nas 24 Horas de Le Mans.

O piloto admitiu que cometeu um erro durante um procedimento de Full Course Yellow logo no início da corrida. Filipe Albuquerque também teve um episódio semelhante posteriormente.

Além disso, outras ocorrências seguem sendo analisadas pela equipe para evitar que situações semelhantes aconteçam novamente.

Taylor explicou que esses problemas não tiveram relação com falhas da equipe, mas sim com circunstâncias específicas da corrida.

Retorno à IMSA traz ambiente familiar

Após competir no Campeonato Mundial de Endurance, Taylor afirmou que voltar ao regulamento da IMSA representa um retorno ao ambiente em que a equipe está mais acostumada a trabalhar.

Segundo ele, as diferenças entre as regras das duas categorias exigem adaptação constante.

“O bom é voltar para casa. Conhecemos muito bem o regulamento da IMSA. Em Le Mans tivemos uma ótima experiência, mas algumas regras são bastante diferentes.”

O piloto destacou que, na IMSA, uma equipe consegue permanecer competitiva durante toda a corrida mesmo após contratempos. Já no WEC, segundo ele, recuperar posições após determinadas penalizações costuma ser mais complicado.

Apesar disso, Taylor elogiou o trabalho realizado pela Wayne Taylor Racing durante toda a campanha em Le Mans e classificou a participação como uma experiência importante para toda a estrutura.

Watkins Glen segue entre as pistas favoritas da equipe

Historicamente, Watkins Glen sempre proporcionou bons resultados para a Wayne Taylor Racing, independentemente do carro utilizado.

Taylor acredita que algumas características técnicas do acerto adotado pela equipe combinam naturalmente com o circuito nova-iorquino.

Segundo ele, ao longo dos anos, diferentes gerações de carros apresentaram desempenho competitivo na pista, o que reforça essa tradição.

Contudo, o piloto lembra que vencer as Seis Horas de Watkins Glen nunca é uma tarefa simples.

“A corrida muda rapidamente. O clima pode variar bastante, assim como acontece em Le Mans ou Spa. O mais importante é permanecer bem posicionado durante toda a prova e estar preparado para qualquer mudança nas condições.”

Semana extra ajuda na preparação

Taylor também comentou a logística após a participação em Le Mans.

De acordo com ele, aproximadamente metade da equipe permaneceu nos Estados Unidos preparando os carros para Watkins Glen, enquanto o restante viajou para a França.

Os engenheiros, segundo o piloto, tiveram participação quase integral na operação europeia, enquanto parte dos mecânicos ficou responsável pela preparação da próxima etapa da IMSA.

Além disso, Taylor destacou que a semana adicional entre as duas corridas oferece um período importante de recuperação física para toda a equipe.

Na visão do piloto, esse intervalo permite que mecânicos, engenheiros e demais profissionais retornem descansados antes de uma nova prova de longa duração.

Já para os pilotos, o grande benefício é permanecer em atividade. Segundo Taylor, quanto mais tempo passam ao volante, melhor conseguem aproveitar o potencial dos atuais protótipos da categoria GTP.

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