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Nicolas Costa e sua volta por cima no automobilismo

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Nicolas Costa, piloto da United Autosport. Foto/Reprodução: United Auto

Nicolas Costa é um dos representantes brasileiro no grid do WEC.

Quem acompanha o mundo do automobilismo, certamente sabe quão difícil é assegurar sua carreira. Poucos são aqueles que chegam em categorias de ponta após um caminho estável. Com os valores das categorias de base cada vez mais elevados, a trajetória fica ainda mais complicada.

Depois de anos em baixa, os esportes a motor parecem voltar ao gosto dos torcedores brasileiros. Logo, isso faz com que o mercado se movimente e grandes empresas passem a olhar para o esporte que outrora foi tão popular em terras tupiniquins.

Atualmente, a cidade de São Paulo é a única no mundo a receber os três campeonatos mundiais da Federação Internacional de Automobilismo, a FIA. Dessa forma, é possível analisar como o automobilismo realmente vem ganhando forças por aqui.

Nas vésperas da 6 horas de São Paulo, que marca o retorno do WEC para o Brasil, podemos conhecer um personagem que sentiu na pele mais de uma vez o efeito que a falta de patrocinadores pode causar na carreira de um piloto. Após precisar paralisar sua trajetória no automobilismo três vezes por falta de suporte financeiro, Nicolas Costa deu a volta por cima.

Nicolas Costa, piloto da United Autosport. Foto/Reprodução: United Auto

Nicolas Costa, piloto da United Autosport. Foto/Reprodução: United Auto

Assim, o carioca aterrissa na terra da garoa representando uma das marcas mais populares e querida entre os fãs brasileiros, a McLaren. Essa mesmo, que fez de Senna tricampeão de Fórmula 1. Agora, nas mão de outro brasileiro e com um novo tipo de carro, o objetivo de Nicolas no traçado de Interlagos, é ao menos conquistar um pódio diante de sua torcida.

Quem é Nicolas Costa?

Natural do Rio de JaneiroNicolas Costa atualmente é piloto da classe LMGT3, no campeonato de endurance da FIA. Assim, ele pilota com a equipe United Autosport, equipe de Zak Brown, CEO da McLaren. Em 2024, mesmo ano em que Costa juntou-se a equipe, a equipe passou a utilizar a livery da McLaren na categoria, marcando a aliança entre os times.

O piloto de 32 anos, foi convidado para realizar um teste no circuito de Estoril. Após ser aprovado, juntou-se ao time. O convite veio após Nicolas Costa vencer a Porsche Cup Brasil, na categoria Carrera em 2023. Isso ocorreu após dois anos do piloto na categoria nacional.

Porém, antes de conseguir se estabilizar como um piloto profissional, Nicolas viveu altos e baixos. Assim que saiu das categorias de Kart, o piloto foi campeão da Fórmula Abarth, em 2012 e chegou a realizar testes com os antigos carros da GP3. 

O brasileiro chegou a negociar com a Marussia, antiga equipe de F1 que tinha filial na GP3, porém as conversas não avançaram. Isso porque o patrocinador do piloto, um banco, acabou fechando. Assim, a jovem carreira do piloto brasileiro nos monopostos europeus, foi ceifada precocemente.

Quando retornou ao Brasil, foi ajudar nos negócios da família, mas não sentia que estava efetivamente ajudando. Logo, em 2014, recalculou a rota e foi correr na USF Pro 2000, categoria de base da IndyCar. Em seu ano de estreia, Costa venceu uma corrida.

Para 2015, estava negociando com uma equipe de ponta para seguir na categoria, porém um piloto com mais aporte financeiro ficou com a vaga. Logo, ele retornou para a disputa, mas não em uma equipe de ponta e tão pouco desde o começo do campeonato.

Depois de mais uma frustração, o piloto retornou para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar de Uber. Não, você não leu errado, após correr em altas velocidades em pistas ao redor do globo, Nicolas Costa enfrentou outro desafio em velocidades muito mais baixas.

Porém, a periculosidade das ruas fizeram com que o piloto abandonasse o ofício. No final de 2015, outro desafio, dessa vez no mundo do automobilismo, fez com que Nicolas Costa voltasse para as pistas, dessa vez, no Japão.

Quando tudo parecia certo para que ele, enfim, conseguisse seguir sua carreira, agora nos carros de turismo japoneses, veio a pandemia de covid-19. Assim, o visto de todos os estrangeiros foi retirado e mais uma vez Nicolas foi forçado a retornar para o Brasil.

Nesse período, onde o mundo esteve trancada em suas casas, o automobilismo virtual se fez uma opção, não só para o brasileiro, mas para vários pilotos em diversas situações.

Quando as coisas começaram a se estabilizar em relação a doença, as linhas foram ajustadas na carreira de Nicolas. Após conseguir uma vaga na Porsche Cup, o universo pareceu finalmente sorrir para o esforço do brasileiro. Dessa forma, foi o primeiro passo rumo ao título mais importante da carreira de Nicolas Costa até aqui.

O caminho no WEC até aqui

Em sua temporada de estreia, após quatro corridas, o melhor resultado do piloto foi um quarto lugar na 6 horas de Spa, corrida que antecedeu a tradicional 24 horas de Le Mans.

Agora, rumando para a quinta prova do anoNicolas Costa se apresenta diante da torcida de seu país, sendo o único brasileiro ao lado Augusto Farfus a representar o verde e amarelo no grid. Para às 6 horas de São Paulo, inegavelmente a meta é chegar ao pódio.

Resta saber se a parceria Brasil McLaren conquistará mais um capítulo feliz para uma história tão vencedora. Assim, as linhas dessa história serão escritas logo mais, no domingo (14), no autódromo de Interlagos.

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