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Toyota deixa Interlagos sem pódio, mas mantém liderança entre os fabricantes no FIA WEC

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Foto: Vinícius de Oliveira/Vai Que Tô Te Vendo
Foto: Vinicius de Oliveira

Equipe japonesa enfrentou uma corrida marcada por penalidades, incidentes e falta de ritmo nas 6 Horas de São Paulo, mas segue na ponta do Mundial de Construtores após quatro etapas.

A Toyota Gazoo Racing encerrou as 6 Horas de São Paulo com um resultado abaixo das expectativas no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). Após conquistar a vitória nas 24 Horas de Le Mans, a equipe japonesa encontrou um cenário completamente diferente em Interlagos e não conseguiu repetir o desempenho apresentado na etapa francesa.

Os dois Toyota GR010 Hybrid enfrentaram um fim de semana complicado desde a classificação. Como consequência, ambos precisaram disputar a corrida em meio ao pelotão e depender de estratégias e recuperações para tentar entrar na zona de pontuação.

Além disso, incidentes durante a prova e penalidades comprometeram ainda mais o desempenho da equipe. O carro #7 terminou na 12ª posição, enquanto o #8 cruzou a linha de chegada apenas em 17º.

Apesar do resultado discreto no Brasil, a Toyota deixou Interlagos ainda na liderança do Mundial de Fabricantes. A vantagem sobre a BMW M Team WRT, entretanto, foi reduzida para apenas cinco pontos na metade da temporada.

Corrida começou com dificuldades para os dois carros

O fim de semana já indicava que a missão da Toyota seria complicada. A equipe teve uma classificação abaixo do esperado e largou longe das primeiras posições do grid dos Hypercars.

Mike Conway iniciou a corrida com o carro #7 na 17ª colocação após cumprir uma penalidade no grid. Logo nas primeiras horas, a situação ficou ainda mais complicada. O trio formado por Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries recebeu uma punição de cinco segundos por uma infração no início da prova.

Pouco depois, outro contratempo apareceu. Um drive-through por desrespeito ao procedimento de Full Course Yellow fez a equipe perder ainda mais tempo.

Enquanto isso, o avanço do carro aconteceu principalmente por causa das penalidades e dos problemas enfrentados pelos concorrentes. Mesmo assim, o ritmo não foi suficiente para alcançar o grupo que disputava as primeiras posições.

Com a queda da temperatura e a formação de neblina no trecho final da corrida, a Toyota levou o GR010 Hybrid #7 até a 12ª colocação, uma volta atrás da BMW vencedora.

Contato encerra reação do carro #8

O Toyota #8 também iniciou a prova tentando recuperar posições após largar em 14º. A estratégia funcionou nas primeiras voltas e o carro chegou a aparecer entre os dez primeiros depois das primeiras paradas nos boxes.

Contudo, a corrida mudou completamente ainda na segunda hora.

Brendon Hartley foi atingido por outro Hypercar durante uma disputa. O toque provocou danos na suspensão dianteira direita e obrigou a equipe a realizar um longo reparo nos boxes.

A intervenção durou cerca de 16 minutos. Como consequência, o carro caiu para as últimas posições do pelotão e perdeu qualquer possibilidade de disputar pontos importantes.

Mesmo assim, Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryō Hirakawa seguiram na pista até a bandeirada. A estratégia passou a ser aproveitar qualquer eventual problema dos adversários, cenário que não se confirmou ao longo da corrida.

Equipe reconhece dificuldades em Interlagos

Após a prova, Kamui Kobayashi avaliou que a Toyota não apresentou o desempenho esperado durante todo o fim de semana. Segundo o diretor e piloto do carro #7, a equipe também cometeu erros que agravaram uma situação já complicada.

Mike Conway lamentou as penalidades recebidas durante a corrida e reconheceu que o desempenho ficou distante do planejado. O britânico afirmou que a equipe precisa utilizar o intervalo do calendário para reagrupar forças antes da próxima etapa.

Nyck de Vries seguiu a mesma linha. O holandês destacou que o principal problema foi a falta de velocidade desde os primeiros treinos em São Paulo. Para ele, os erros influenciaram no resultado, mas a ausência de ritmo limitou qualquer possibilidade de recuperação.

Carro #8 também lamenta incidente

No outro lado da garagem, Sébastien Buemi afirmou que a equipe acreditava na possibilidade de marcar pontos mesmo após uma classificação difícil. Entretanto, o contato sofrido durante a corrida praticamente encerrou qualquer chance de reação.

Brendon Hartley destacou que o carro vinha apresentando um bom início de prova e chegou a ocupar a nona posição após a primeira sequência de pit stops. Porém, o acidente que danificou a suspensão mudou completamente o panorama da equipe.

Ryō Hirakawa também classificou o contato como decisivo para o resultado final. Apesar disso, o japonês ressaltou que ainda existem etapas suficientes para continuar brigando pelo campeonato.

Liderança permanece antes da pausa do campeonato

Mesmo sem pontuar como esperava, a Toyota preservou a liderança do Mundial de Fabricantes ao fim da primeira metade da temporada. A vantagem para a BMW M Team WRT agora é de cinco pontos.

Na disputa entre os pilotos, o trio do carro #7 segue empatado na liderança da classificação com os competidores do BMW #20. Já a tripulação do carro #8 ocupa a quinta posição e está a 19 pontos dos líderes.

Agora, o FIA WEC entra em sua pausa de verão. A temporada será retomada no dia 6 de setembro com a disputa da Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos. A expectativa da Toyota é aproveitar as próximas semanas para corrigir os problemas apresentados em Interlagos e retornar mais competitiva na sequência do campeonato.

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