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Analisando o campeonato: Quem leva o título da IndyCar?

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Pódio do GP de Monterrey. Foto/Reprodução: Joe Skibinski/ IndyCar
Foto/Reprodução: Joe Skibinski/ IndyCar

A disputa pelo título de 2024 da IndyCar está acirrada. Confira abaixo uma análise sobre os 5 pilotos com chances de serem campeões.

Restando quatro provas para o final do campeonato, sendo três dessas em circuitos ovais, ainda é difícil apontar um favorito ao título da temporada. Apesar da liderança de Alex Palou, que conta com 49 pontos de vantagem para Will Power, uma única corrida pode mudar completamente esse cenário.

Dessa forma, ao menos cinco pilotos ainda podem sonhar com esse título, confirmando que de falta de competitividade, a IndyCar não sofre!

Pódio do GP de Monterrey, última vitória do atual líder do campeonato. Foto/Reprodução: Joe Skibinski/ IndyCar

Pódio do GP de Monterrey, última vitória do atual líder do campeonato. Foto/Reprodução: Joe Skibinski/ IndyCar

Líder do campeonato, Alex Palou segue em busca do tri

Como já adiantado, o espanhol lidera a competição com 49 pontos de vantagem, quase uma corrida à frente do segundo colocado. Assim, após vencer as etapas de Indianápolis (misto) e MonterreyPalou segue na busca do seu terceiro título.Logo, a principal vantagem do piloto, é sua consistência.

Em 2023, Alex Palou emplacou cinco vitórias. Porém, o principal destaque foi sua freqûencia no pódio. Além disso, o piloto terminou entre os 10 primeiros em todas as corridas do ano. Além disso, seu pior resultado no ano anterior, foi o oitavo lugar, posição em que terminou em duas ocasiões.

Após uma temporada tão consistente, o espanhol segue o mesmo caminho em 2024. Contudo, na atual temporada, alguns percalços atrapalharam a vida do piloto. O primeiro, em Detroit, onde após um contato com Josef Newgarden acabou perdendo muitas posições. Na sequência, na primeira corrida no oval de Iowa, ocorreu fato que não acontecia há dois anos: após errar, o espanhol bateu sozinho contra o muro e abandonou a prova.

Ainda assim, Alex Palou segue com uma apresentação estável, que o coloca não apenas no topo da tabela, mas também como o favorito no campeonato. Agora, a questão que paira no ar é: os ovais serão a pedra no sapato do espanhol?

Até onde Will Power pode brigar pelo título?

Segundo colocado no campeonato, Will Power é o melhor piloto Penske na classificação. Fato que corrobora essa posição, é que o australiano não foi desclassificado da primeira corrida do ano, como aconteceu com seus companheiros de equipe.

Porém, aqui há um caso claro onde a tabela não espelha exatamente o que está ocorrendo em pista. Contudo, também não é o acaso que coloca Power como vice-líder da competição. Vencedor de duas provas em 2024, o condutor do #12 conta com 362 pontos atualmente.

Logo, o calcanhar de Aquiles de Power é justamente o ponto de vantagem de seu principal oponente, a consistência. Apesar de ter uma vasta experiência nas pistas, em diversos momentos o bicampeão peca pelo excesso. No início da temporada, os resultados pareciam levar o australiano para uma sequência mais estável.

Porém, não tardou para que erros e abandonos começassem a surgir. Assim, apesar de conseguir se manter nas posições inicias da tabela de classificação, a principal desvantagem de Power é não conseguir otimizar os seus resultados, deixando Palou abrir uma larga vantagem na liderança.

É fato que em uma corrida, essa diferença poderia ser tirada. A combinação para isso seria um abandono do líder somados a uma vitória do australiano, seria suficiente para Power passar e abrir uma pequena vantagem. Situação que apesar de improvável, não é impossível.

Scott Dixon pode sonhar com hepta!

Scott Dixon é o maior vencedor do atual grid da IndyCar e um dos maiores da história da categoria. Logo, perseguindo essa meta de se firmar ainda mais entre os melhores e mais vencedores, o neozelandês se mantém firme na briga pelo título. Seguindo a receita dos adversários, ele também triunfou em duas corridas até o momento.

Para quem acompanha a categoria, sabe que tal qual o ThanosDixon é inevitável. Atualmente, com 358 pontos e o terceiro lugar na classificação, o piloto conta com algumas artimanhas que sempre acabam colocando-o à frente de seus rivais. Certamente, uma delas é a capacidade do neozelandês de economizar combustível.

Ano após ano, o piloto não cansa de impressionar com a eficiência em administrar suas provas, ousando nas estratégias e sempre aparecendo no pelotão intermediário de forma decisiva. Além disso, Dixon se sobressai com o fator consistência. Porém, o principal adversário do neozelandês é a classificação. 

Um dos principais motivos para necessitar das suas estratégias alternativas é a falta de uma boa posição de largada. Sendo assim, o piloto de 44 anos constantemente precisa brigar por uma corrida de recuperação, o que acaba por tirá-lo da briga pela vitória.

Nesse momento do campeonato, esses são os três pilotos que aparecem com as melhores chances na briga pelo título.

Colton Herta e Pato O’Ward brigam por fora

Após a vitória em TorontoColton Herta subiu na classificação, entrando de vez no top-5 do campeonato. Dessa forma, apesar de estar mais atrás na tabela, o piloto da Andretti não pode ser descartado da equação. Logo, apesar do longo jejum que enfrentou, com esse triunfo o piloto se aproxima do confronto.

Assim como no caso de Power, o grande problema de Herta é a instabilidade. Nesse caso, o envolvimento em acidentes e erros individuais acabam cobrando um preço alto. Caso semelhante ao de Pato O’Ward. No início do ano, após ficar com a vitória da etapa de St. Pete, o mexicano começou a temporada com a sorte ao seu lado.

Apesar de uma campanha sólida, recentemente o envolvimento em acidentes se tornaram frequentes nas apresentações de O’Ward na IndyCar. Assim, o vencedor da primeira corrida da era híbrida, se viu caindo da terceira para quinta colocação em um intervalo de três provas. 

Atualmente, quatorze pontos separam o quarto e quinto colocados da tabela (354 X 340). Todavia, a distância do quinto, Pato O’Ward, é de 71 pontos para o líder, Alex Palou. O ponto de virada para o latino pode ser o fato de que ele é um dos principais pilotos em circuitos ovais.

Das quatro corridas restantes, três são nesse tipo de pista. Esse é um ponto vantajoso não apenas para Pato, mas também para Power Dixon. Para seguirem com o sonho do título vivo, é necessário otimizar os resutados nas próximas corridas, aproveitando que levam vantagem nesse tipo de prova.

O título está em aberto e a definição do campeonato promete ser emocionante. A IndyCar retornam em 17 de agosto, para a primeira corrida em St. Louis.

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