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Dakar

Show americano marca a etapa 11 do Dakar 2026 com Howes e Brabec em destaque

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Howes
Foto: a.s.o./f.le floc'h/dppi

Vitória de Skyler Howes e estratégia calculada da Honda embaralham a briga pelo título às vésperas da decisão

A 11ª etapa do Dakar 2026, disputada nesta quinta-feira (15) entre Bisha e Al Henakiyah, foi palco de um verdadeiro espetáculo protagonizado por pilotos norte-americanos. Em um dia marcado por estratégia, suspense e mudanças importantes na classificação geral, Skyler Howes e Ricky Brabec colocaram o talento dos Estados Unidos em evidência e influenciaram diretamente os rumos da competição na reta final do maior rali do mundo.

Conhecido pelo estilo carismático fora da moto, com direito a bigode enrolado e chapéu de cowboy, Skyler Howes voltou a chamar atenção principalmente pelo desempenho dentro da especial. Desde sua estreia no Dakar, o californiano sempre esteve sob os holofotes, mas demorou a transformar velocidade em vitórias. Apenas em sua oitava participação ele conquistou seu primeiro triunfo em uma etapa, tornando-se o nono piloto americano a vencer um especial na história do rali. O percurso até Al Henakiyah foi perfeito para o estilo de Howes, com terrenos semelhantes aos que ele domina em provas como o Vegas to Reno e o Rally Sonora, onde já construiu uma sólida reputação.

Apesar da vitória expressiva na etapa 11, o resultado não permitirá a Howes melhorar sua melhor colocação final no Dakar, que segue sendo o terceiro lugar obtido em 2023. Ainda assim, o piloto da Honda segue firme na disputa para encerrar a edição de 2026 muito próximo do pódio, reforçando sua consistência ao longo de todo o rali.

Nos bastidores, a equipe Monster Energy Honda HRC executou uma estratégia ousada e calculada com o objetivo de buscar o terceiro título absoluto de Ricky Brabec no Dakar. A manobra passou, curiosamente, por abrir mão da liderança geral. Adrien Van Beveren, largando como abridor da etapa, aguardou Brabec após o reabastecimento para dividir com ele os preciosos bônus destinados aos pilotos que abrem o percurso. Ao longo da especial, Brabec adotou uma postura ainda mais estratégica, diminuindo o ritmo no final para garantir uma posição de largada mais favorável para a decisiva etapa seguinte, mesmo que isso significasse perder o topo da classificação geral.

Com isso, Luciano Benavides, da KTM, assumiu a liderança do rali, mas com uma margem mínima de apenas 23 segundos. O argentino passa a carregar o peso de um “cálice envenenado”, já que será obrigado a largar na etapa decisiva com Brabec logo atrás, apenas seis minutos depois, aumentando consideravelmente a pressão.

A situação de Daniel Sanders trouxe algum alívio para a KTM. Mesmo após ter machucado o ombro na etapa anterior, o australiano conseguiu completar o percurso, embora tenha registrado apenas o 13º melhor tempo do dia. Sem condições de ajudar diretamente Benavides, a missão de apoio pode recair sobre Edgar Canet, terceiro colocado na etapa 11, que largará três minutos à frente do líder do rali.

Com a classificação embolada, estratégias afiadas e diferenças mínimas, o Dakar 2026 caminha para uma decisão carregada de tensão, onde cada escolha pode ser definitiva.

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