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Desafio Ruta 40 promete ser a melhor edição da última década na Argentina

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Ruta 40
Foto: Ruta 40

A terceira etapa do mundial de rali cross-country retorna às origens com percurso técnico entre San Juan e San Rafael, focando em dunas e altitude.

A caravana do Campeonato Mundial de Rali Cross-Country (W2RC) já prepara as malas para o seu terceiro destino em 2026. Após passagens pela Arábia Saudita e Portugal, a competição desembarca na Argentina entre os dias 24 e 29 de maio. Portanto, faltam apenas 30 dias para o início da 13ª edição do Desafío Ruta 40.

O evento deste ano traz um formato circular que conecta as localidades de San Juan e San Rafael. Ao todo, os competidores enfrentarão 2.993 quilômetros de percurso total. Além disso, as cinco etapas cronometradas somam 1.726 quilômetros de trechos especiais de pura adrenalina.

Pablo Eli, diretor esportivo da prova, demonstra entusiasmo com o novo roteiro técnico. Ele afirma que esta será a melhor edição dos últimos dez anos de história. Contudo, o rali exigirá versatilidade máxima dos pilotos para superar os terrenos variados da região andina.

O retorno estratégico ao sul e a San Rafael

A edição de 2026 marca um movimento importante para o sul da província de Mendoza. O rali não visitava San Rafael há nove anos, desde a temporada de 2017. Por outro lado, as edições anteriores do W2RC exploraram regiões mais ao norte, como Salta e La Rioja.

A ação começa oficialmente no dia 24 de maio com o prólogo obrigatório da FIM. Enquanto isso, os competidores da FIA realizam o tradicional shakedown para ajustes finais nos carros. O circuito de San Juan Villicum servirá como o centro nervoso e acampamento principal da prova.

O percurso inicial de 9 quilômetros promete atrair uma multidão de espectadores locais. Metade desse trajeto acontece fora da pista, utilizando o leito seco de um rio próximo. Portanto, o público terá uma visão privilegiada da potência das máquinas logo no primeiro contato com o terreno.

Desafios extremos nas dunas e na Cordilheira dos Andes

A 13ª edição prioriza o contato direto com a natureza selvagem da Argentina. A segunda etapa ligará San Juan a San Rafael através de trilhas naturais e salinas. Além disso, os pilotos enfrentarão as famosas “picadas”, que são trilhas arenosas onduladas típicas daquela região geográfica.

O cenário muda drasticamente na terceira etapa com a travessia das dunas de Nihuil. São 60 quilômetros de areia cinzenta que exigirão navegação precisa dos co-pilotos. Contudo, o grande desafio surge ao ultrapassar a marca dos 3.000 metros de altitude nas montanhas.

Esta etapa será a mais longa do rali, combinando dunas, salares e picos elevados. Portanto, a resistência física dos atletas será testada ao limite em condições atmosféricas raras. É um perfil de terreno inédito para as provas recentes realizadas em solo sanjuanino.

A etapa rainha e a técnica do fesh-fesh

A quarta etapa é considerada a fase decisiva do Desafío Ruta 40 em 2026. Os competidores atingirão um pico de 3.200 metros de altitude ao retornarem para San Juan. Além disso, o terreno torna-se mais rochoso e técnico, apresentando o temido pó de fesh-fesh.

A paisagem selvagem pode reservar encontros com a fauna local, como guanacos e raposas. Por outro lado, a concentração deve ser total para evitar erros mecânicos em áreas isoladas. Esta etapa rainha define quem realmente tem condições de brigar pelo título mundial da temporada.

A rodada final mistura estradas ao estilo do WRC com leitos de rios secos. San Juan coroará os vencedores que demonstrarem maior capacidade de adaptação em terrenos distintos. Portanto, não se espera um passeio tranquilo, mas sim uma verdadeira batalha off-road.

Atendendo ao desejo dos competidores internacionais

A escolha das províncias de San Juan e Mendoza responde diretamente aos pedidos dos pilotos. Após 2024, os competidores solicitaram mais navegação e áreas de deserto aberto no calendário. Portanto, a organização buscou diversificar os perfis de solo para quebrar a monotonia das edições passadas.

Pablo Eli destaca que cada trecho da prova terá características completamente únicas entre si. Essa variedade visual e técnica torna o evento atraente para as equipes oficiais de fábrica. Além disso, a beleza das paisagens andinas serve de moldura para a competição de alto nível.

O cronograma oficial já está definido, com as inscrições se encerrando no dia 4 de maio. A lista final de inscritos será publicada logo em seguida, no dia 12 de maio. Portanto, o mundo do rali cross-country volta seus olhos para a Argentina nas próximas semanas.

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