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FIA aprova fim do limite de mandatos para presidência
A alteração no estatuto da FIA muda as regras de governança da entidade e pode influenciar diretamente o futuro da administração do automobilismo mundial, ao permitir que presidentes concorram à reeleição sem um limite máximo de tempo no cargo.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou o fim do limite de mandatos para o cargo de presidente da entidade. A mudança foi votada durante a Assembleia Geral Extraordinária da FIA, realizada em Macau, e elimina a regra que limitava a presidência a três mandatos de quatro anos, totalizando 12 anos no cargo.
Com a alteração, o atual presidente, Mohammed Ben Sulayem, passa a poder disputar novas eleições sem a restrição do antigo limite de mandatos. O dirigente emiradense assumiu a presidência da FIA em 2021 e foi reeleito para um segundo mandato no fim de 2025, que se estende até 2029.
Segundo a FIA, a mudança busca padronizar as regras de governança entre os diferentes órgãos da entidade. Em comunicado, a federação informou que os cargos continuarão sendo preenchidos por meio de eleições democráticas realizadas pelos membros da organização.
A decisão, no entanto, gerou debates dentro do automobilismo. Críticos argumentam que o fim do limite de mandatos pode concentrar ainda mais poder na presidência da entidade, enquanto apoiadores afirmam que a alteração garante maior continuidade administrativa e estabilidade para a FIA.
A FIA é a entidade responsável pela regulamentação de diversas categorias do automobilismo mundial, incluindo a Fórmula 1, o Campeonato Mundial de Endurance (WEC) e o Campeonato Mundial de Rali (WRC). A decisão sobre os mandatos pode ter impacto direto na condução do esporte nos próximos anos.
