Fórmula E
Fórmula E em Sanya tem enxurrada de penalidades e redefine resultados no fim de semana
Corrida na China é marcada por decisões dos comissários da FIA em todas as fases do evento, com punições que alteram grid, classificação e resultados finais
O ePrix de Sanya, válido pelo Campeonato Mundial de Fórmula E, foi marcado por uma grande quantidade de penalizações aplicadas ao longo de todo o fim de semana. Os comissários da FIA foram responsáveis por monitorar o cumprimento dos regulamentos técnicos e esportivos em todas as sessões.
Além disso, a análise das infrações contou com a presença de Mathieu Remmerie como presidente dos comissários, ao lado de Brieuc Kremer e Hou Lin como representantes nacionais. O ex-piloto Alex Yoong também integrou a equipe, trazendo experiência adquirida, inclusive, em sua passagem pela Fórmula 1.
Dessa forma, o evento na China registrou um dos cenários mais complexos da temporada em termos de aplicação de punições.
Penalidades aplicadas antes do fim de semana em Sanya
Antes mesmo da realização das atividades em pista, diversos pilotos já chegaram ao evento com punições acumuladas. Lucas di Grassi recebeu duas penalizações de grid de 20 posições, uma pela substituição do inversor e outra pela troca da caixa de câmbio em seu carro Lola Yamaha ABT.
Além disso, Taylor Barnard também foi punido com duas penalizações de cinco posições no grid por colisões em Mônaco, envolvendo Norman Nato e Jean-Éric Vergne. Como não terminou entre os dez primeiros, as penalidades foram convertidas.
Por outro lado, Max Günther recebeu três posições de penalização após infração durante bandeira amarela de pista inteira. Pepe Martí também foi punido com cinco posições por causar colisão em Mônaco.
Revisões de decisões e debates após o ePrix de Mônaco
Após a etapa anterior, algumas equipes solicitaram revisões formais de penalidades. A DS Penske tentou contestar duas decisões envolvendo Max Günther, uma por excesso de velocidade sob Full Course Yellow e outra por colisão com Sébastien Buemi.
Contudo, ambas as solicitações foram rejeitadas pelos comissários. No primeiro caso, ficou confirmado que o piloto excedeu brevemente a velocidade permitida. No segundo, foi mantido o entendimento de responsabilidade na manobra.
Além disso, a Mahindra também tentou reduzir a penalidade aplicada a Edoardo Mortara por colisão com António Félix da Costa. Entretanto, a revisão foi negada, já que os comissários entenderam que cada incidente deve ser avaliado de forma independente.
Infrações durante treinos e classificação em Sanya
Durante os treinos livres, Taylor Barnard recebeu uma reprimenda por impedir Jean-Éric Vergne. Foi a segunda advertência do piloto na temporada, o que o coloca em situação de risco para futuras punições.
Na classificação, Norman Nato teve sua melhor volta anulada após irregularidade técnica relacionada ao torque no eixo traseiro. A inconsistência foi atribuída ao mapeamento homologado do acelerador, sem impacto direto na posição final dentro do grupo.
Enquanto isso, o cenário reforçou o rigor técnico aplicado pela direção de prova na Fórmula E, especialmente em parâmetros eletrônicos dos carros.
Penalizações durante a corrida alteram a ordem final
Durante a corrida, novas punições foram aplicadas em diferentes momentos. Lucas di Grassi recebeu um stop-and-go de dez segundos após não ser possível aplicar penalização de grid anterior.
Além disso, Zane Maloney acumulou múltiplas penalidades técnicas e esportivas, incluindo substituições de componentes e infrações de velocidade durante retorno ao pit lane. Como resultado, também recebeu penalizações convertidas para o grid da etapa seguinte.
Nick Cassidy foi penalizado com dez segundos e um ponto na licença por excesso de velocidade no pit lane, atingindo 70,1 km/h, acima do limite de 50 km/h.
Colisões e punições definem parte final da classificação
Diversos incidentes de pista também resultaram em penalizações diretas. Dan Ticktum recebeu dez segundos por colisão com Mitch Evans, além de um ponto de penalidade.
Felipe Drugovich foi penalizado com cinco segundos após contato com Pascal Wehrlein, o que alterou significativamente sua posição final. O brasileiro também recebeu um ponto na superlicença.
Além disso, Nyck de Vries teve inicialmente uma penalização de cinco segundos por mudança de linha sob frenagem, mas a decisão foi posteriormente anulada devido a erro de comunicação envolvendo bandeira amarela.
Ajustes finais e impacto no resultado
Na parte final da corrida, novas decisões afetaram novamente o pelotão. António Félix da Costa recebeu cinco segundos por colisão com Norman Nato, o que alterou sua posição na classificação final.
Por outro lado, a Citroën foi multada em 2.500 euros por falha operacional ao não remover tampas de rodas no carro de Jean-Éric Vergne antes da saída para o grid.
Dessa forma, o ePrix de Sanya terminou com múltiplas alterações de resultado ao longo e após a corrida, reforçando o impacto direto das decisões dos comissários na definição da etapa.
