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Fórmula E

Andretti aposta em bom momento para buscar novo resultado expressivo no retorno da Fórmula E a Sanya

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Andretti
Foto: Andretti Autosports

Equipe desembarca na China após evolução em Mônaco e encara um circuito que volta ao calendário da Fórmula E depois de sete anos de ausência

A Fórmula E inicia neste fim de semana uma das fases mais importantes da temporada 2026 com o começo da sequência de corridas na Ásia. A primeira parada será em Sanya, na China, cidade que volta ao calendário após sete anos e recebe novamente o campeonato em um cenário bastante diferente daquele da última visita, realizada em 2019. Entre as equipes que chegam com expectativas positivas está a Andretti Formula E. O time norte-americano desembarca no circuito da Baía de Haitang embalado pelo desempenho apresentado na rodada dupla de Mônaco, onde Felipe Drugovich conquistou seu primeiro pódio na categoria. Além disso, a equipe manteve uma sequência consistente de pontuações e espera transformar a evolução recente em mais um resultado competitivo.

Embora o campeonato utilize atualmente os carros da geração GEN3 Evo, a Andretti guarda boas lembranças da única corrida disputada em Sanya. No entanto, a estrutura técnica da categoria mudou significativamente desde então, tornando a adaptação ao circuito um desafio praticamente inédito para a maior parte do grid.

Circuito exige precisão e gerenciamento de energia

O traçado que recebe o ePrix de Sanya possui 2,520 quilômetros de extensão e reúne 12 curvas distribuídas em um desenho de sentido anti-horário. As longas retas contrastam com curvas fechadas de 90 e 180 graus, criando diferentes oportunidades de ultrapassagem ao longo da prova.

Além disso, a configuração da pista coloca o gerenciamento de energia entre os fatores decisivos para o resultado da corrida. Encontrar o equilíbrio entre desempenho e consumo deverá ser uma das prioridades das equipes durante todo o fim de semana.

Por outro lado, as condições climáticas prometem aumentar ainda mais o grau de dificuldade. As previsões apontam temperaturas elevadas, alta umidade e possibilidade de tempestades tropicais, fatores que podem influenciar tanto a estratégia quanto o comportamento dos pneus e dos sistemas de propulsão.

Equipe tenta repetir desempenho apresentado em 2019

Mesmo com todas as mudanças ocorridas nos últimos anos, o retrospecto da Andretti em Sanya permanece como uma referência positiva para a equipe.

Na única edição do ePrix realizada na cidade chinesa, em 2019, o time foi o único a colocar seus dois carros entre os cinco primeiros do grid de largada. António Félix da Costa garantiu a terceira posição na classificação, enquanto Alexander Sims partiu da quinta colocação.

Durante a corrida, Da Costa conseguiu sustentar a posição diante da pressão exercida por Daniel Abt e André Lotterer. Dessa forma, levou a Andretti ao pódio na última visita da Fórmula E ao circuito chinês.

Além disso, aquele resultado representou o oitavo pódio da equipe na categoria, alcançado em seu 51º ePrix. Outro dado relevante daquele fim de semana foi a presença de um piloto da Andretti entre os três melhores em todas as sessões disputadas na pista.

Enquanto isso, a China se torna o primeiro país desde a temporada inaugural da Fórmula E a receber corridas em duas cidades diferentes no mesmo campeonato. Depois de Sanya, a categoria seguirá para a rodada dupla de Xangai.

Dennis alcança marca importante na categoria

Jake Dennis também terá um motivo especial para lembrar da etapa chinesa. O britânico disputará sua 90ª corrida na Fórmula E, ampliando sua trajetória entre os pilotos mais experientes da história do campeonato.

Além disso, Sanya será a 23ª cidade diferente em que Dennis competirá desde sua estreia pela Andretti. O campeão da temporada 9 ocupa atualmente a oitava posição no campeonato de pilotos, com 66 pontos.

O britânico também soma experiências positivas em território chinês, onde já conquistou pontos e registrou a volta mais rápida durante o ePrix de Xangai de 2024.

Dennis afirmou que o foco da equipe está totalmente voltado para a recuperação após Mônaco. Segundo ele, o desempenho apresentado durante os treinos mostrou que o carro possuía velocidade para disputar as primeiras posições.

O piloto destacou ainda que aprecia competir em circuitos novos e acredita que sua capacidade de adaptação pode fazer diferença em um fim de semana no qual grande parte dos adversários também terá poucas referências do traçado.

Drugovich vive melhor fase desde a estreia

Felipe Drugovich chega a Sanya no momento mais consistente de sua curta trajetória na Fórmula E.

Depois dos resultados obtidos em Mônaco, o brasileiro passou a acumular três corridas consecutivas na zona de pontuação pela primeira vez. Além disso, somou 32 pontos durante a rodada dupla, desempenho igualado apenas por Mitch Evans naquele fim de semana.

Outro marco importante foi a conquista do primeiro pódio na categoria. Com esse resultado, Drugovich tornou-se o 11º piloto diferente a subir ao pódio pela Andretti, igualando o recorde de uma única equipe estabelecido pela Mahindra.

A regularidade também chama atenção. O brasileiro concluiu todas as dez corridas disputadas desde sua chegada à equipe e passou a integrar um grupo restrito de pilotos da Andretti que mantiveram 100% de aproveitamento em chegadas nas dez primeiras largadas.

Além disso, Drugovich superou Jake Dennis nas quatro classificações mais recentes, demonstrando evolução ao longo da temporada.

O piloto afirmou que os resultados conquistados em Mônaco reforçaram sua confiança para a sequência do campeonato. Segundo ele, a equipe evolui a cada etapa e está cada vez mais próxima de disputar vitórias.

Drugovich também acredita que a longa ausência de Sanya do calendário reduz qualquer vantagem relacionada à experiência anterior no circuito, tornando essencial encontrar um bom acerto logo nas primeiras atividades do fim de semana.

Roger Griffiths aponta clima como principal desafio

Para o chefe da Andretti Formula E, Roger Griffiths, a equipe deve utilizar o desempenho apresentado em Mônaco como ponto de partida para manter a consistência nas próximas corridas.

O dirigente ressaltou que o histórico obtido em Sanya na temporada 5 possui importância limitada, já que carros, pneus, sistemas de propulsão, estilo das corridas e parte do próprio circuito sofreram mudanças significativas desde então.

Na avaliação de Griffiths, o fator que mais poderá influenciar o resultado será o clima. O calor e a elevada umidade deverão exigir bastante dos carros, dos pneus, do trem de força e das próprias equipes durante toda a programação.

Além disso, as características do circuito aumentam a importância do gerenciamento de energia, especialmente por causa das longas retas e das curvas de baixa velocidade. Segundo o chefe da Andretti, manter todos os componentes funcionando dentro da janela ideal será determinante para transformar o bom desempenho recente em mais um resultado expressivo.

Após dez etapas disputadas, a Andretti ocupa a sexta colocação no campeonato de equipes com 98 pontos. Jake Dennis aparece em oitavo entre os pilotos, com 66 pontos, enquanto Felipe Drugovich é o 13º colocado, com 32. Entre os fabricantes, a Porsche Motorsport lidera a classificação com 281 pontos.

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