W2RC
Dacia Sandriders mira nova vitória no Rally-Raid Portugal após triunfo no Dakar
Equipe líder do Mundial de Rally-Raid levará três carros para a prova europeia, com Al-Attiyah, Loeb e Moraes entre os protagonistas
A Dacia Sandriders chega ao Rally-Raid Portugal com moral elevada após conquistar uma vitória marcante no Rally Dakar deste ano. A equipe, que disputa apenas sua segunda temporada completa nas grandes competições de rally-raid, inicia a etapa europeia do campeonato determinada a manter o forte desempenho apresentado na abertura do FIA World Rally-Raid Championship.
O Rally-Raid Portugal será disputado entre os dias 17 e 22 de março e representa a segunda etapa da temporada do mundial organizado pela Fédération Internationale de l’Automobile. Apesar de ser consideravelmente mais curto que o Dakar, o evento europeu promete um percurso técnico e exigente para equipes e competidores.
No início do ano, a Dacia Sandriders teve um desempenho impressionante na Arábia Saudita. Ao final das duas semanas de competição no Dakar, o time colocou seus carros nas posições de primeiro, quarto, sétimo e 11º lugares da classificação geral. O resultado consolidou a equipe como uma das principais forças da categoria logo no começo do campeonato.
A vitória histórica foi conquistada pela dupla formada por Nasser Al-Attiyah e Fabian Lurquin, que levaram a marca Dacia ao topo do pódio. Com esse resultado, ambos assumiram a liderança do campeonato nas classificações de pilotos e navegadores, respectivamente. O triunfo também colocou a Dacia Sandriders na primeira posição do campeonato de fabricantes do W2RC.
Para a etapa portuguesa, a equipe alinhará três carros. Além da dupla vencedora do Dakar, também estarão no grid o francês Sébastien Loeb ao lado de Édouard Boulanger, além da formação composta pelo brasileiro Lucas Moraes e o navegador Dennis Zenz.
Portugal guarda boas lembranças para os integrantes da equipe. Na edição realizada em setembro de 2025, Loeb e Boulanger conquistaram um lugar no pódio após uma campanha consistente ao longo da prova. Já Moraes viveu um momento marcante no país ao conquistar sua primeira vitória no W2RC na temporada passada. O resultado foi fundamental para que o brasileiro confirmasse o título mundial semanas depois, durante a etapa disputada no Marrocos, antes de integrar oficialmente o projeto da Dacia Sandriders.
Al-Attiyah também possui histórico positivo na prova portuguesa. O piloto catariano venceu a primeira edição do Rally-Raid Portugal, disputada em 2024, tendo justamente Boulanger como navegador naquela ocasião.
Uma das novidades do regulamento do W2RC para 2026 envolve a definição da ordem de largada da primeira etapa. Diferentemente das temporadas anteriores, quando o prólogo determinava a sequência de saída, agora a posição no campeonato será o fator decisivo. Dessa forma, Al-Attiyah e Lurquin terão a responsabilidade de abrir o caminho para os concorrentes no primeiro dia de competição.
Os três veículos da equipe serão movidos por combustível sustentável fornecido pela Aramco e utilizarão pneus da BFGoodrich, componentes fundamentais para enfrentar os desafios do terreno variado que caracteriza o rally-raid europeu.
A preparação da equipe após o Dakar foi liderada pela chefe de equipe Tiphanie Isnard, que destacou o trabalho realizado desde o início do ano para manter o alto nível de desempenho. Segundo ela, apesar da vitória no Dakar representar um marco importante, a equipe mantém os pés no chão diante das dificuldades que o Rally-Raid Portugal pode apresentar.
Isnard ressaltou que o percurso deste ano deve ser particularmente exigente, sobretudo após as chuvas intensas que atingiram a região recentemente. Além disso, a prova será realizada na primavera europeia, o que cria condições bastante diferentes da edição de 2025, disputada no outono.
Organizado pelo Automóvel Club de Portugal, o Rally-Raid Portugal passou a integrar o calendário do W2RC em 2024 e chega à sua terceira edição em 2026. O percurso foi redesenhado para esta temporada e terá início na cidade de Grândola. A rota inclui uma passagem por Badajoz, em território espanhol, antes de retornar ao país anfitrião.
Diferentemente das edições anteriores, a prova terminará em Loulé, na região do Algarve, em vez da capital Lisboa. A chegada final está prevista para a marina de Vilamoura, próxima à cidade de Faro.
O traçado de 2026 também apresentará mudanças importantes. A primeira etapa contará com uma quantidade maior de trechos de areia em comparação com o ano passado, enquanto a segunda etapa levará os competidores novamente até a Espanha. Nos dias seguintes, o percurso terá características semelhantes às da edição anterior, mas com alterações no trecho final da prova.
A última etapa, por sua vez, será inspirada na rota utilizada pelo Dakar de 2006, que teve início em Portugal. O terreno promete ser duro e repleto de colinas, exigindo precisão tanto dos pilotos quanto dos navegadores.
Com um trio de carros competitivo e resultados recentes expressivos, a Dacia Sandriders chega à prova portuguesa determinada a ampliar sua liderança no campeonato mundial e dar mais um passo na busca pela glória no rally-raid internacional.
Abre aspas
Nasser Al-Attiyah:
“Depois da vitória no Dakar, nosso foco é continuar na liderança do campeonato. Não será fácil, pois a concorrência é muito forte e o Rally-Raid Portugal traz novos desafios, incluindo mudanças na rota e nas condições do terreno.”
Sébastien Loeb:
“Gosto muito de competir em Portugal. É uma prova que exige velocidade desde o início. É menos sobre resistência do que o Dakar e mais sobre precisão, já que as especiais são estreitas e tecnicamente desafiadoras.”
Lucas Moraes:
“Estou feliz em voltar ao carro e reencontrar toda a equipe. Portugal é muito especial para mim, pois foi onde conquistei minha primeira vitória geral no ano passado. Também é um país especial porque falamos a mesma língua. Vamos atacar ao máximo e tentar somar pontos importantes no campeonato.”
