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Intercontinental

Chris Mies escapa ileso após acidente com canguru e abandono precoce em Bathurst

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Mies
Foto: Bathurst 12h

Piloto alemão lamenta fim antecipado da estreia do Mustang GT3 e destaca aprendizado da equipe na prova australiana

A participação de Chris Mies nas Bathurst 12 Hour chegou ao fim de forma precoce e inesperada na edição de 2026. O piloto alemão, bicampeão da tradicional prova australiana, escapou ileso após seu Ford Mustang GT3 da HRT Ford Performance colidir com um canguru na reta Conrod, ainda nos minutos iniciais da corrida disputada sob escuridão.

O acidente ocorreu quando Mies ocupava posição entre os dez primeiros colocados, em um momento promissor para a equipe em sua aguardada estreia no Mount Panorama. A colisão, em alta velocidade, resultou em danos considerados “irreparáveis” ao carro, segundo comunicado divulgado pela Ford Performance. Mesmo com a força do impacto, o piloto conseguiu sair do veículo por conta própria e retornou ao paddock sem ferimentos.

Em publicação nas redes sociais, Mies lamentou o ocorrido e reconheceu a frustração pelo abandono. Segundo ele, o Mustang apresentava bom desempenho até o incidente, o que aumentou a sensação de oportunidade perdida. O alemão dividia o carro com Dennis Olsen e Broc Feeney, formando um trio que despertava grandes expectativas entre fãs e especialistas.

O diretor administrativo da equipe, Ulrich Fritz, classificou o episódio como um infortúnio impossível de evitar. Em entrevista, ele explicou que o animal saltou repentinamente para a pista, não deixando margem de reação a mais de 240 km/h. Apesar do prejuízo esportivo, o dirigente destacou que ninguém se feriu, ressaltando o alívio diante da gravidade do impacto.

O incidente não afetou apenas o carro da HRT. Outros competidores também atingiram o mesmo animal, incluindo o BMW M4 GT3 EVO número 32 da Team WRT, pilotado por Kelvin van der Linde, e o Mercedes-AMG GT3 Evo número 6 da Tigani Motorsport, conduzido por Jayden Ojeda. Enquanto o BMW seguiu na prova com danos na dianteira, o Mercedes precisou realizar várias paradas na garagem para reparos.

Mesmo com o abandono, Fritz afirmou que o fim de semana trouxe aprendizados importantes para a equipe. Segundo ele, a HRT evoluiu sessão após sessão, ganhando compreensão sobre o comportamento do carro em um circuito desafiador como Mount Panorama. O dirigente lembrou que muitos adversários acumulam mais de uma década de experiência na prova, enquanto o Mustang ainda estava em fase inicial de adaptação.

Na avaliação interna, o desempenho apresentado nas sessões finais indicava potencial para disputar posições de destaque, inclusive um possível pódio, caso as circunstâncias fossem favoráveis. No entanto, a falta de sorte acabou pesando. Para a equipe e para Mies, fica a frustração pelo desfecho precoce, mas também a confiança de que a experiência adquirida poderá render frutos nas próximas edições da clássica corrida australiana.

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