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Sean Gelael destaca orgulho de representar a Indonésia e viver experiência com a Ferrari em Monza

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Gelael
Foto: SRO / JEP

Piloto indonésio disputa a etapa de Monza da GT World Challenge Europe Endurance Cup pela AF Corse e fala sobre sua trajetória, parceria com a Ferrari e o papel de inspirar novas gerações no automobilismo.

A oportunidade de competir com uma Ferrari em Monza é considerada especial para qualquer piloto. Quando essa chance surge em um carro da equipe AF Corse, uma das estruturas mais tradicionais do automobilismo GT, o significado se torna ainda maior.

É exatamente esse momento que Sean Gelael vive na temporada 2026 do GT World Challenge Europe Endurance Cup. O piloto da Indonésia integra a formação da Ferrari 296 GT3 Evo número 50 da AF Corse ao lado de Arthur Leclerc e Lilou Wadoux.

Neste fim de semana, o trio disputa a etapa de Monza, uma das mais emblemáticas do calendário. Além disso, será a primeira vez que Gelael defenderá oficialmente a Ferrari diante dos tifosi, os apaixonados torcedores da marca italiana.

Conversas que abriram caminho para a Ferrari

A relação entre Gelael e a Ferrari começou a ganhar forma durante um encontro fora das pistas. Segundo o piloto, o primeiro passo para sua chegada ao programa da marca aconteceu durante o casamento de Antonio Giovinazzi, com quem mantém uma amizade de longa data.

Giovinazzi faz parte do universo Ferrari há vários anos e foi justamente durante o evento que Gelael teve a oportunidade de conversar com Antonello Coletta, responsável pelo programa global de corridas de endurance da fabricante italiana.

A partir daquele contato inicial, as conversas evoluíram ao longo dos meses. Dessa forma, a parceria foi concretizada para a temporada de 2026, permitindo que o indonésio passasse a competir com uma das marcas mais tradicionais da história do automobilismo.

Primeira experiência diante dos tifosi

Embora já tenha participado de provas com a Ferrari 296 GT3 Evo, incluindo a abertura da temporada no Circuit Paul Ricard, a corrida em Monza possui um significado diferente. O circuito italiano representa um dos locais mais simbólicos para a Ferrari. Por isso, correr diante da torcida local adiciona um componente especial ao desafio.

Segundo Gelael, representar a marca em um carro da categoria Pro gera uma motivação adicional. Além disso, ele destacou a importância histórica de Monza e de outros circuitos tradicionais que fazem parte do calendário europeu. Para o piloto, competir em pistas como Monza e Spa-Francorchamps permite que os competidores tenham contato direto com parte da história do esporte.

Um trio jovem dentro da estrutura da AF Corse

A formação da Ferrari número 50 também representa uma abordagem diferente dentro da estrutura da AF Corse.

Tradicionalmente, a equipe costuma alinhar pilotos de fábrica mais experientes. Contudo, o trio formado por Gelael, Arthur Leclerc e Lilou Wadoux reúne nomes de uma nova geração que busca consolidar espaço nas corridas GT.

Segundo o indonésio, a combinação oferece uma perspectiva diferente em comparação a outras formações da Ferrari. Enquanto isso, o carro número 51 conta com pilotos mais experientes, como Alessio Rovera, Nicklas Nielsen e Tommaso Mosca. Gelael acredita que a juventude do trio pode contribuir positivamente para o desenvolvimento do projeto.

Aprendizado ao lado de Arthur Leclerc e Lilou Wadoux

O piloto também destacou as características de seus companheiros de equipe. Arthur Leclerc chega à etapa de Monza após conquistar uma vitória na Sprint Cup em Brands Hatch. Além disso, já faz parte do ambiente Ferrari há algum tempo e segue construindo sua trajetória dentro da marca.

Por outro lado, Gelael ressaltou o talento e a dedicação de Lilou Wadoux. Segundo ele, a francesa consegue combinar profissionalismo, foco e velocidade dentro das pistas. Dessa forma, o ambiente dentro da equipe tem sido positivo para o desenvolvimento coletivo do trio durante a temporada.

Adaptação entre Ferrari e BMW

A temporada de 2026 marca a estreia de Gelael em um programa Pro no GT World Challenge Europe. No ano anterior, ele competiu na Bronze Cup com um BMW M4 GT3 Evo da Paradine Competition.  Além disso, o piloto continua disputando o Campeonato Mundial de Endurance da FIA com a BMW. Essa situação exige uma adaptação constante entre dois carros bastante diferentes.

Segundo Gelael, o BMW apresenta características voltadas para desempenho na saída das curvas e na frenagem. Já a Ferrari exige maior atenção à velocidade mínima nas curvas para extrair desempenho. Apesar das diferenças, ele destaca o trabalho das equipes na adaptação entre os dois projetos.

Experiência nos monopostos ajuda na pilotagem

Outro fator que auxilia o piloto é sua experiência adquirida ao longo dos anos nos monopostos. Gelael passou pela Fórmula 2 e também participou de testes relacionados à Fórmula 1. Segundo ele, essa bagagem facilita a adaptação aos modernos carros GT3, que possuem níveis elevados de carga aerodinâmica.

O indonésio explicou que os carros atuais permitem transportar mais velocidade em curvas rápidas, algo que lembra algumas características encontradas nos monopostos. Por isso, acredita que essa experiência contribui para a sensibilidade necessária na pilotagem de veículos de alto desempenho.

Objetivo é construir uma trajetória duradoura com a Ferrari

Ainda no início de sua relação com a Ferrari, Gelael demonstra interesse em ampliar essa parceria nos próximos anos. Atualmente, sua participação está concentrada na Endurance Cup. Contudo, o piloto espera que o trabalho realizado em 2026 possa abrir novas oportunidades dentro da estrutura da fabricante italiana.

Segundo ele, a Ferrari representa uma das maiores marcas do automobilismo mundial e seguir vinculado ao projeto seria um passo importante em sua carreira.

Representando a Indonésia no cenário internacional

Além dos desafios dentro das pistas, Gelael também carrega a responsabilidade de representar a Indonésia em competições internacionais. O país possui cerca de 290 milhões de habitantes e vem ampliando sua presença no automobilismo global.

O piloto destacou a importância de servir como referência para jovens interessados no esporte. Segundo ele, o objetivo não é apenas inspirar futuros pilotos, mas também incentivar profissionais que desejam atuar como engenheiros, mecânicos, jornalistas ou em outras áreas relacionadas ao automobilismo.

Recentemente, Gelael teve a oportunidade de competir diante de seu público durante a etapa do GT World Challenge Asia em Mandalika.

Corrida em casa fortaleceu conexão com os fãs

A prova em Mandalika marcou sua primeira participação em uma corrida internacional realizada em seu país. O piloto lembrou que a experiência foi especialmente importante para os fãs, patrocinadores e parceiros envolvidos em sua trajetória. Na ocasião, Gelael conquistou a pole position e terminou a corrida no pódio.

Além disso, destacou a grande presença do público e o interesse crescente pelo automobilismo na Indonésia. Segundo ele, o evento contribuiu para aproximar os torcedores dos carros GT3 e fortalecer a comunidade local do esporte.

Agora, após viver a emoção de correr diante de seus compatriotas, Gelael se prepara para experimentar outro cenário marcante: representar a Ferrari em Monza diante dos tifosi, em uma das etapas mais tradicionais do GT World Challenge Europe Endurance Cup.

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