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Fórmula E

Di Grassi encontra limitações do carro impedem pontos

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Di Grassi encontra limitações do carro impedem pontos
Foto: Lola Cars

Brasileiro faz grande escalada da 18ª para a 1ª posição, mas termina em 12º após o pit stop obrigatório em etapa vencida por António Félix da Costa.

Lucas di Grassi continua sendo o diferencial de sua equipe neste início de temporada da Fórmula E. No ePrix de Madri, disputado neste sábado (21), o piloto brasileiro voltou a entregar uma performance acima do que o seu equipamento sugeria, mas acabou novamente limitado pelo rendimento técnico do carro na fase final da prova. Mesmo com uma estratégia agressiva e uma recuperação impressionante no grid, di Grassi cruzou a linha de chegada fora da zona de pontuação, evidenciando o abismo entre seu desempenho pessoal e o potencial atual do bólido.

A ascensão meteórica no grid espanhol

A corrida começou com um cenário desafiador para o representante da Lola Yamaha Abt. Largando da 18ª colocação, di Grassi precisava de uma condução precisa para escalar o pelotão em um circuito de difícil ultrapassagem. O momento de brilho aconteceu na décima das 23 voltas previstas. Ao acionar o modo ataque, o brasileiro iniciou uma sequência de manobras que o levou do fundo do grid à liderança da prova em apenas três voltas.

Di Grassi manteve a ponta com autoridade, sustentando o ritmo até o momento do pit boost — a parada obrigatória para recarga extra de energia. Naquele estágio da corrida, o brasileiro parecia destinado a um resultado sólido entre os cinco primeiros, retornando à pista na quarta posição entre os líderes que já haviam cumprido a parada.

O peso da realidade técnica

Entretanto, após o ciclo de paradas, as limitações do conjunto mecânico da Lola Yamaha Abt voltaram a aparecer. Sem o mesmo ritmo de corrida dos competidores de ponta e com uma gestão de energia mais sacrificada, di Grassi não conseguiu sustentar as investidas dos rivais nos giros finais. O brasileiro foi perdendo terreno gradualmente até terminar na 12ª colocação.

Em declarações após a prova, Lucas foi realista sobre o cenário atual. “Por enquanto é isso o que dá para fazer, dentro dos limites do equipamento”, destacou o piloto. Ele reforçou que, embora o 12º lugar esteja longe dos objetivos da carreira, é o resultado máximo que o carro permite entregar no momento.

Classificação e sequência do mundial

A vitória em Madri ficou com o português António Félix da Costa, da Jaguar, que demonstrou um ritmo dominante. O alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, completou o pódio em terceiro lugar e se isolou na liderança do campeonato com 83 pontos. Da Costa, com o triunfo, subiu para a quarta posição na tabela geral, somando 64 pontos.

Agora, o mundial de carros elétricos entra em um intervalo de pouco mais de um mês. O próximo compromisso da categoria será a rodada dupla do ePrix de Berlim, marcada para os dias 2 e 3 de maio. A temporada de 2026 segue com um calendário extenso, totalizando 17 corridas em 11 pistas diferentes, oferecendo à equipe de di Grassi o tempo necessário para tentar evoluir o equipamento antes da etapa alemã.

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