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Fórmula E

De volta onde tudo começou: Taylor Barnard estreia pela DS Penske e fala sobre os desafios da nova fase

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Reprodução: Felipe Caramori

O Sambódromo do Anhembi traz boas memórias para Taylor Barnard. Foi na pista paulistana, durante a 11ª temporada, que o britânico chocou o paddock ao se tornar o piloto mais jovem a subir ao pódio na história da Fórmula E, ainda como um novato pela NEOM McLaren.

Agora, um ano depois, Barnard retorna ao Brasil em um cenário completamente diferente. Aos 21 anos, ele não é mais a aposta que substituiu Sam Bird às pressas; ele é o titular da DS Penske, ocupando o assento deixado pelo bicampeão Jean-Éric Vergne, e formando dupla com Maximilian Günther para a temporada 2025/26.

Nossa equipe conversou com Barnard no paddock, onde ele ostentava uma leve vermelhidão no rosto, sinal de que o sol brasileiro não perdoa nem mesmo os pilotos de elite. “Não, não passei [protetor solar]”, brincou ele, antes de falar sério sobre a mudança de mentalidade de rookie para titular de uma equipe de ponta.

A transição da McLaren para a DS Penske A saída da equipe papaya não foi repentina. Segundo Barnard, os movimentos de bastidores começaram cedo na temporada passada. “Acho que foi por volta de Jidá que ficou bem claro que eu não iria continuar [na McLaren] e precisávamos começar a procurar outras opções”, revelou o piloto.

A performance de Barnard, que incluiu pontuar em sua estreia em Berlim e a pole position histórica em Jidá, chamou a atenção de Jay Penske. “A Penske foi uma das primeiras equipes a me abordar. Parecia o melhor ambiente, o lugar onde eu me via encaixando. No fim das contas, acho que foi a melhor decisão”, afirmou Taylor.

Jay Penske, chefe da equipe, reforçou a aposta na juventude, citando a “velocidade e consistência” do britânico como ativos fundamentais para substituir um gigante como Vergne.

Expectativas e adaptação ao novo trem de força Com um ano de experiência e um contrato com uma das equipes mais tradicionais do grid, a pressão natural aumenta. “Acho que as pessoas esperam um pouco mais de mim agora. Mas isso não muda a maneira como encaro minhas corridas. Farei exatamente a mesma coisa, apenas aprendendo com meus erros do ano passado”, analisou Barnard, demonstrando frieza. “Não sinto mais pressão. Sinto-me bastante confiante e preparado”.

A maior barreira, no entanto, é técnica. A troca do powertrain da Nissan (usado pela McLaren) para o da DS exige adaptação. “O lado do trem de força é muito difícil de acostumar. Mas acho que me saí bem. Valência [nos testes] foi muito bom no final”, disse ele, destacando também o bom relacionamento com o novo companheiro de equipe, Maximilian Günther.

O resultado em São Paulo, apesar da confiança e do histórico positivo no Anhembi, a Fórmula E provou mais uma vez sua imprevisibilidade. Quando questionado antes da largada se poderia repetir o pódio heroico do ano anterior, Barnard manteve os pés no chão: “Claro que esse é sempre o objetivo. Mas com uma nova equipe e uma nova temporada onde todos estão mais próximos… a Fórmula E é tão imprevisível que nunca saberemos”.

A previsão de cautela se confirmou na pista. Em sua corrida de estreia com as cores preto e dourado da DS Penske, Barnard enfrentou um grid extremamente competitivo e cruzou a linha de chegada na 13ª posição. O resultado, embora longe do pódio do ano anterior, marca o início de um longo trabalho de desenvolvimento na nova casa. A temporada está apenas começando, e se a adaptação técnica for tão rápida quanto sua ascensão no esporte, a DS Penske tem em mãos um talento pronto para brigar no topo novamente.

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