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Fórmula 1

Carômetro da F1: Charles Leclerc

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Foto: Ferrari

O garoto de Mônaco finalmente venceu em casa

Na série de textos do “Carômetro da F1”, estamos relembrando e conhecendo quem são os 20 pilotos que foram o grid da temporada 2025. E hoje vamos falar sobre o piloto monegato, ops, monegasco da Fórmula 1, Charles Leclerc.

Leclerc começou no mundo da velocidade aos cinco anos, pilotando kart. E em 2011, aos 14 venceu o campeonato mundial de kart na categoria KF3 e no ano seguinte, venceu o campeonato da WSK. Já em 2013, Charles foi vice-campeão da categoria K2, vencido por Max Verstappen.

A carreira nos monopostos começou em 2014 na Fórmula 2 Renault 2.0 Alps. E em 2015 ele seguiu para a Fórmula 3 européia, e ficou em quarto lugar representando a equipe Vans Amersfoort Racing.

A história com Jules Bianchi

Enquanto a vida profissional era de vitórias e sucesso, a vida pessoal de Leclerc sofreu uma grande perda quando o padrinho e também piloto Jules Bianchi faleceu em julho de 2015, em decorrência de uma lesão cerebral decorrente de um grave acidente no GP do Japão no ano anterior. Bianchi e Leclerc se conhecerem porque o pai de Jules era quem coordenava a carreira de Charles no kart. Jules resolveu acolher Charles e orientá-lo nas corridas, e ajudou a levar Leclerc do kart para o monoposto.

A morte de Jules foi combustível para o afilhado continuar no esporte a motor e a ascensão contínua o levou à Academia de Pilotos da Ferrari em 2016, quando correu na GP3 com a ART Grand Prix e foi campeão.

Em 2017 ele seguiu para a Fórmula 2, e foi campeão. Um rookie campeão merecia uma vaga na categoria mais disputada. Então em 2018, Charles fez sua estreia na F1, na Alfa Romeo Sauber e conquistou 39 pontos.

A estreia na Ferrari

No ano seguinte a Ferrari colocou o novato em sua equipe, ao lado do tetra campeão Sebastian Vettel. Na sua segunda corrida pela equipe de Maranello, Leclerc conseguiu a primeira pole position da carreira, mas terminou em terceiro devido à problemas com o carro.

A primeira vitória veio no GP da Bélgica de 2019. E ainda nesse mesmo ano ele venceu o GP da Itália, que a Ferrari não vencia desde 2010 com Fernando Alonso. O primeiro ano brilhante e a quarta posição no campeonato mundial garantiu ao piloto uma extensão de contrato com a Ferrari até 2024.

O ano de 2020 foi para esquecer para a Ferrari no geral. O SF1000 era um carro abaixo dos modelos anteriores e apesar das dificuldades, Charles conquistou três vezes mais ponto que Vettel e foi responsável por 75% dos pontos da equipe no mundial de Construtores. No final da temporada Charles se despediu de Vettel, e em 2021 ganhou um movo companheiro, o espanhol Carlos Sainz.

Depois de um ano ruim com o SF1000, o novo carro de 2021 era um progresso para a equipe e ajudou Leclerc a terminar entre os pontos na maior parte das corridas daquele ano. Além disso, ele também conquistou a pole no histórico Grande Prêmio de Mônaco, apesar de não largar no domingo. A pole veio também no Azerbaijão.

Mas o melhor resultado em corrida veio no GP de Silverstone. Leclerc liderou a corrida depois da batida polêmica entre Verstappen e Hamilton, até duas voltas para o fim, quando Lewis o ultrapassou e venceu, deixando Charles com a segunda posição. No final de 2021, o monegasco foi o sétimo colocado no mundial de pilotos e o responsável pela terceira colocação da Ferrari no campeonato de construtores.

As primeiras vitórias na F1

Mas foi em 2022 que Charles passou muito, muito perto de se tornar campeão mundial. Ele venceu duas das primeiras quatro corridas do ano, liderou a tabela no começo da temporada e tudo parecia indicar que aquele seria o ano da Ferrari. Porém erros de estratégias, falhas de motor, erros do próprio Leclerc e o bom desempenho de Max e da Red Bull Racing colocaram panos molhados nos sonhos de chegar no lugar mais alto do pódio.

Ao todo, Leclerc conquistou nove pole positions, venceu três corridas e ainda chegou ao pódio em mais oito oportunidades. O último pódio foi disputado, a vitória na briga com Sergio Pérez garantiu a segunda colocação no GP de Abu Dhabi e no mundial de pilotos.

Porém, em 2023, Leclerc e a Ferrari não conseguiram repetir o bom desempenho do ano anterior. Com seis pódios e nenhuma vitória, o monegasco ficou apenas em quinto no mundial de pilotos.

Contudo, 2024 foi um ano melhor, foram 3 vitórias e 13 pódios, colocando Leclerc em terceiro entre os pilotos, enquanto a Ferrari foi vice-campeã do Campeonato de Construtores, em uma disputa ponto a ponto contra a McLaren.

E é preciso ressaltar que uma das vitórias do monegasco foi em casa. Depois de largar na pole duas vezes e não conseguir a vitória, a terceira pole no Principado se converteu em vitória. Além disso, ele foi o primeiro piloto de Mônaco a subir no degrau mais alto do pódio na sua terra natal.

Para este ano, existe muita expectativa do que ele e seu novo companheiro possam fazer. Leclerc agora correrá ao lado de Lewis Hamilton, e a Ferrari quer buscar em 2025 o que escapou no ano passado, o primeiro lugar. Apesar de Hamilton ser um heptacampeão, Leclerc terá a vantagem de conhecer a equipe e o carro há mais tempo. Mas, o que se espera é que eles possam motivar um ao outro e trocar experiências, para fazer da Ferrari campeã novamente.

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