Fórmula 1
Aston Martin não deve completar o GP da Austrália por “riscos de danos permanentes aos pilotos”
A Aston Martin limitará o tempo dos pilotos na pista até que o problema seja resolvido; pilotos estimam menos de 25 voltas completas na Austrália
Durante media day da Fórmula 1, na quarta-feira (04), Adrian Newey e os pilotos da Aston Martin revelaram que não completarão a corrida da Austrália. O projetista revelou que o carro vibra muito além do ideal, e que pilotar o AMR26 pode causar danos permanentes nos nervos da mão dos pilotos.
De acordo com declaração de Adrian Newey, projetista e chefe de equipe, o chassi, em conjunto com a unidade de potência, causam vibrações excessivas no carro, a ponto de lanternas e retrovisores caírem. Ainda de acordo com Newey, é improvável que qualquer um dos pilotos consiga completar metade da corrida. Além disso, o tempo em pista será restringido até que encontrem uma solução para esse problema.
O chefe de equipe ainda acredita que o problema está na transmissão de vibrações do motor para o chassi, algo que eles deram menos atenção durante o desenvolvimento do carro. “A vibração [transmitida pela unidade de potência da Honda] para o chassi está causando problemas de confiabilidade. Espelhos e lanternas caindo são alguns dos problemas que estamos tendo que lidar. Mas o problema mais significativo é que essa vibração está sendo transmitida diretamente para os dedos dos pilotos”, afirmou durante coletiva.
Apesar da preocupação, Newey acredita que a Aston Martin e a Honda conseguirão resolver os problemas e que a equipe tem muito potencial de desenvolvimento. Ao lado de Koji Watanabe, presidente da divisão de corridas da Honda, Adrian afirmou que irão analisar mais a fundo a questão, mas sem dar um prazo definitivo para solucionar ou minimizar o problema das vibrações excessivas.
Pilotos esperam por melhoras
Fernando Alonso afirmou que as vibrações causam dormência nos pés e nas mãos e que não sabem ao certo os danos de dirigir nessas condições a longo prazo. De acordo com o bicampeão, “é uma sensação que não deveria existir”, e que precisam encontrar uma solução. O espanhol reforçou a confiança no time Honda em resolver o problema, “Porque [a Honda] já fez isso no passado. Eles sempre foram competitivos e continuarão sendo um dos grandes motores da Fórmula 1”, completou.
Já Lance Stroll foi menos otimista e comparou a sensação de pilotar o AMR26 com o de estar em uma cadeira elétrica. “São vibrações muito desconfortáveis. Faz mal ao motor mas também para o piloto dentro do carro”, afirmou o canadense. Ele avisou que não estarão onde esperavam nesse início, mas que estão trabalhando para consertar os problemas e performar melhor do que o do Bahrein.
