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WEC: A última dança… por agora da United

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Foto: United

McLaren e United Autosports encerram ciclo no LMGT3 do Mundial de Endurance em prova duríssima no Bahrein, com top-10 do carro #95.

A temporada 2025 do FIA World Endurance Championship chegou ao seu capítulo final neste sábado, no calor extremo do Bahrein, e a etapa decisiva das 8 Horas selou mais do que apenas o fim de um campeonato: marcou também o encerramento do programa conjunto entre McLaren Automotive e United Autosports no LMGT3. A corrida disputada na pista que é reconhecida por pouca aderência, frenagens severas e alta degradação de pneus — especialmente na transição dia/noite — fez jus à fama, exigindo máxima precisão estratégica e resiliência física e mental de pilotos e equipes.

Depois de dois anos de projeto, três pódios, duas largadas em primeira fila com dobradinha e uma vitória emblemática em COTA, a parceria deixa o Mundial com a consciência de um trabalho histórico e com um legado técnico de alto nível. O CEO da United Autosports, Richard Dean, resumiu o sentimento: foram duas temporadas de construção, evolução, erros e acertos que escalaram um programa até o topo do LMGT3 — e agora o foco da equipe muda de maneira ambiciosa para o futuro: o Hypercar.

No Bahrein, o carro #95 terminou num combativo 9º lugar, resultado obtido após 216 voltas e nove visitas aos boxes. A tripulação fez uma prova inteligente: Darren Leung foi o primeiro a enfrentar o piso escorregadio e, mesmo forçado para fora da pista logo na primeira volta, manteve pensamento de longo prazo e alocação estratégica de pneus. Mais tarde, Sean Gelael recuperou posições com ritmo forte ao cair da noite, mas uma penalização por procedimento de VSC quebrou a sequência de avanço. Caberia então a Marino Sato tentar transformar a última janela de pneus novos em ganho real, e o japonês até chegou a ensaiar uma manobra dupla após o último VSC, mas um toque danificou a aerodinâmica e comprometeu a parte final. No limite, top-10 conquistado, mas com aquela sensação de oportunidade perdida.

Já o #59 viveu o lado mais cruel do endurance: apesar do plano correto de pneus para atacar no fim, duas falhas de alternador jogaram por terra o que era uma corrida sólida. Cottingham, Baud e Saucy levaram o carro até o fim, mas muito atrasados — 16ª posição, e um adeus amargo a um carro que entregou pódios ao longo do projeto.

Agora, a atenção da United Autosports vira imediatamente para a próxima missão: Ásia. A equipe embarca para a abertura da Asian Le Mans Series 2025/26 na Malásia, dias 13 e 14 de dezembro em Sepang, com três carros e com ambição direta: conquistar o campeonato e carimbar vaga para as 24 Horas de Le Mans. O capítulo LMGT3 no WEC se encerra — mas não é um adeus ao Mundial. É apenas um intervalo até a próxima dança.

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