WEC
Aston Martin fecha ano de estreia do Valkyrie no WEC com pontos consecutivos e primeiro momento de liderança
A marca britânica encerra o primeiro campeonato mundial do hypercar V12 com top-10 duplo em classificação, top-7 final no Bahrein e sinais claros de que o projeto amadurece rápido
Em Sakhir, neste sábado, a Aston Martin encerrou oficialmente a temporada 2025 de estreia mundial do Valkyrie no FIA World Endurance Championship com aquilo que, internamente, está sendo tratado como símbolo de progresso real: dois resultados de pontos consecutivos e um marco histórico esportivo — o Valkyrie liderou pela primeira vez uma corrida do WEC. O carro #009, conduzido por Marco Sørensen, Alex Riberas e Roman De Angelis, terminou em sétimo na Bapco Energies 8 Horas do Bahrein, somando ao quinto lugar obtido no Japão e fechando a campanha com duas etapas seguidas dentro do top 7. A etapa do deserto coroou uma jornada de desenvolvimento que também atravessou o IMSA norte-americano: este é o único hipercarro a disputar, simultaneamente, as duas principais séries de endurance do planeta em 2025.
O sábado começou com outro marco. Pela primeira vez desde a estreia nos 1812 km do Catar, em fevereiro, os dois Valkyrie entraram juntos na Hyperpole. O #007 de Harry Tincknell, Tom Gamble e Ross Gunn ainda registrou o melhor tempo interno e classificou em sexto, enquanto o #009 saiu em nono. O duplo top 10 no grid é resultado direto de uma curva de performance que o projeto viveu ao longo de um ano exaustivo, que passou inclusive pelas 24 Horas de Le Mans e acumulou mais de 35 mil quilômetros de pista combinando WEC e IMSA.
Na corrida, a obra do dia teve nome: Alex Riberas. Após um safety car que comprimiu o pelotão no meio da prova, o espanhol colocou o Valkyrie #009 na liderança — e o hipercarro V12 com mais de 1000 cv de origem, limitado aos 500 kW regulatórios, liderou pela primeira vez um stint de Mundial. Era praticamente um fechamento perfeito da primeira temporada global do programa. Também é uma imagem simbólica: este é o primeiro LMH da Aston Martin derivado de um hipercarro de rua homologado, sem subterfúgios conceituais. E o primeiro pódio de seu ciclo competitivo veio inclusive fora da Europa: no IMSA Petit Le Mans, em Road Atlanta, ainda em outubro.
Adam Carter, chefe da Endurance Motorsport da marca inglesa, sintetizou o tom: “o objetivo foi chegar ao topo do endurance mundial competindo ao lado dos gigantes da era moderna, na WEC e na IMSA”. Foi o que a Aston Martin fez em 2025. E agora, o Valkyrie entra na offseason com algo que nenhuma outra marca pode dizer: seu hipercarro correu os dois maiores campeonatos, pontuou nos dois e liderou prova no WEC ainda no ano 1. Em 2026, a expectativa interna não é mais estrear — é chegar para disputar.
