SportsCar Championship
Vesti diz que foi “esponja” em seu primeiro ano GTP com a Action Express e descreve temporada como “transformadora”
Dinamarquês de 23 anos celebrou evolução pessoal, duas vitórias consecutivas e elogiou troca de conhecimento com Aitken e Bamber; experiência híbrida da F1 ajudou na curva de aprendizado com o Cadillac V-Series.R
Frederik Vesti encerrou sua primeira temporada completa em corridas de protótipo de altíssimo nível no IMSA WeatherTech SportsCar Championship com uma percepção muito objetiva sobre 2025: ele passou o ano absorvendo tudo. O piloto de 23 anos, test driver e reserva da Mercedes-AMG na Fórmula 1, foi integrado ao programa da Action Express Racing com o Cadillac V-Series.R patrocinado pela Whelen em um calendário de sete provas. O carro número 31 esteve em boa parte do ano nos eventos da Michelin Endurance Cup — e também em compromissos maiores, como as 24 Horas de Le Mans e Laguna Seca — e, mesmo com um começo desafiador, a reta final virou a chave: Vesti, Jack Aitken e Earl Bamber venceram as duas últimas corridas da temporada, impulsionando Aitken ao vice-campeonato de pilotos.
Em entrevista prévia à Motul Petit Le Mans, Vesti explicou que foi chamado internamente de “sponge” — esponja — porque absorveu todo tipo de informação e processo. Ele descreveu que, apesar de já ter atuado em endurance em 2024 em um LMP2, o salto para o protótipo de topo híbrido da categoria é de outro patamar. Vesti destacou que transição da escada de fórmula para endurance muda tudo: o uso dos sistemas, a gestão da corrida, o tráfego. E que apesar das dificuldades, o balanço é extremamente positivo: “tem sido um verdadeiro prazer correr em IMSA”.
Vesti também fez um paralelo técnico importante. O dinamarquês disse que, apesar de o público muitas vezes assumir que um carro de Fórmula 1 é naturalmente mais complexo, o Cadillac LMDh tem um universo de sistemas distintos — e que a vivência diária na Mercedes foi um fator crítico para que ele se aclimatasse mais rápido. Ele admitiu que quem chega a um GTP sem histórico em híbridos ou sem bagagem acima do LMP2 precisaria encarar uma curva de aprendizado dramática. Para ele, os atuais protótipos são “quase uma nave espacial”.
Sobre o próprio ritmo, Vesti reconhece o quanto evoluiu desde Daytona, quando precisou dirigir com margem em pneus frios para evitar erros — e cita inclusive que suas primeiras voltas no IMSA foram liderando um relançamento com Nick Tandy no retrovisor. Hoje, se sente com uma janela de performance maior, mais confortável para explorar limites e confiante de que seu próximo salto virá em 2026. Vesti sai do primeiro ano com uma certeza clara: cada stint entregou uma camada de conhecimento e esse processo o motiva profundamente.
