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IMSA admite: ampliar o grid de Daytona hoje é impossível

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Daytona
Foto: LAT Imagens / IMSA

Mesmo com interesse recorde de inscritos, presidente da IMSA e presidente do Daytona International Speedway afirmam que boxes e paddock chegaram ao limite físico — e 61 carros seguem como teto operacional

A discussão sobre ampliar o grid das 24 Horas de Daytona, diante do boom de inscritos que bateu 85 demonstrações de interesse na fase inicial para 2025, esbarra hoje em um único fator incontornável: falta espaço físico. E essa constatação veio diretamente do topo da pirâmide da IMSA. O presidente da entidade, John Doonan, afirmou que não existe, neste momento, qualquer condição técnica para acomodar mais carros na Rolex 24, não apenas por causa do número de boxes limitados a 61 posições, mas porque o paddock do Daytona International Speedway também opera no limite — não sobra espaço nem para estacionar mais caminhões-cegonha no infield do autódromo. É o limite máximo do máximo.

A fala do dirigente ocorreu em Road Atlanta, após o discurso anual do “Estado do Esporte”, e serviu como resposta para a principal dúvida do paddock: haveria uma autoriza­ção emergencial para expandir o número de vagas, nem que fosse para 63 ou 64, diante do “apagão” de espaço disponível para times que querem entrar? A resposta é não. Doonan classificou o tema como “questão difícil” e deixou claro que, para qualquer mudança, a conversa teria de ser conjunta com o presidente do circuito, Frank Kelleher. Porém, neste momento, não existe solução viável. Mesmo se fosse possível “inventar” dois boxes a mais, todo o resto da logística entraria em colapso. O pacote não fecha.

Kelleher confirmou a mesma linha de corte. Disse que Daytona, hoje, está “algemada” a 61 boxes. Que o autódromo consegue “apertar o cinto” e espremer mais um ou dois carros em raros casos extremos, mas insistiu: logística e segurança são inegociáveis. Ele recordou até histórias — citadas dentro da própria família France — de quando mais de 70 equipes dividiram boxes no passado. Só que esse mundo não existe mais. Não no ambiente atual, com carros GTP híbridos, estruturas gigantes de suporte e um infield que já virou praticamente uma cidade durante a Rolex 24.

O mais curioso é que o problema da vez é reflexo da fase mais forte que o endurance norte-americano já viveu pós-fusão ALMS/Grand-Am. Daytona hoje tem arquibancadas lotadas em horas iniciais de corrida e grid walk parecendo grid da NASCAR Cup. E tanto Doonan quanto Kelleher reconhecem que, para sustentar essa maré, IMSA e DIS terão de crescer juntos — construir, reformar e redesenhar o infield em longo prazo. Mas para 2025 e para o curto prazo a sentença está dada: 61 é o teto. E ponto.

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