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Arthur Leist destaca resiliência, aprendizado e sintonia com a equipe para buscar resultados na Stock Car

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Leist
Foto: Hyset

Piloto relembra a primeira vitória no Velocitta, explica a importância da confiança no trabalho da equipe, comenta a adaptação às diferentes condições de pista e revela como a parceria com o irmão contribui para sua evolução nas pistas.

A trajetória de Arthur Leist na Stock Car tem sido construída com velocidade, aprendizado e perseverança. Um dos exemplos mais marcantes dessa combinação aconteceu justamente no Autódromo Velocitta, palco da etapa em Mogi Guaçu. Foi no circuito paulista que o piloto conquistou sua primeira pole position e também subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez na principal categoria do automobilismo brasileiro.

Ao relembrar aquele fim de semana, Leist destacou que o resultado positivo não surgiu por acaso. Segundo ele, a vitória foi consequência da confiança mantida no trabalho da equipe mesmo após uma oportunidade desperdiçada poucos dias antes.

Vitória nasceu da confiança no trabalho da equipe

O piloto recordou que, na primeira etapa disputada no Velocitta em 2025, a equipe demonstrava ritmo suficiente para vencer. Depois de conquistar a pole position e liderar a corrida, uma quebra impediu um resultado que parecia encaminhado.

Em vez de transformar a frustração em desconfiança, Leist preferiu enxergar o episódio como motivação para a sequência do trabalho. A recompensa veio apenas uma semana depois, quando voltou a apresentar um desempenho competitivo e conquistou a vitória no mesmo circuito.

Para o piloto, a principal lição daquele momento foi entender que nem sempre um revés representa falta de desempenho. Em uma categoria tão equilibrada quanto a Stock Car, manter a confiança no potencial do carro e da equipe faz toda a diferença.

“O automobilismo ensina muito sobre resiliência. A gente sabia que tinha um carro muito rápido e uma equipe extremamente competente. Continuamos trabalhando, acreditando no projeto, e conseguimos transformar aquela frustração em vitória na semana seguinte”, afirmou.

Acerto do carro depende da sintonia entre piloto e engenheiro

Questionado sobre a relação entre piloto e equipamento, Arthur Leist explicou que o desempenho não depende apenas das características do carro, mas também da capacidade de encontrar um acerto compatível com o estilo de pilotagem.

Na avaliação do piloto, o Velocitta exige ainda mais esse equilíbrio. O traçado técnico, formado por uma sequência de curvas de diferentes características, coloca à prova tanto o equipamento quanto quem está ao volante.

Leist ressaltou que cada equipe parte de uma base de acerto já definida. A partir desse ponto, pilotos e engenheiros trabalham em conjunto para adaptar o carro às preferências individuais de cada competidor.

Segundo ele, mesmo companheiros de equipe costumam pedir comportamentos diferentes do carro durante os ajustes. Por isso, construir uma comunicação eficiente com o engenheiro acaba sendo um fator determinante para extrair o máximo desempenho ao longo do fim de semana.

“Cada piloto gosta que o carro reaja de uma maneira diferente. O trabalho com o engenheiro é justamente aproximar o acerto do estilo de guiada de cada um. Essa sintonia faz muita diferença em uma categoria tão equilibrada”, explicou.

Velocitta guarda boas lembranças, mas derrota na Argentina deixou lições importantes

Entre todos os circuitos pelos quais passou ao longo da carreira, Arthur Leist não esconde qual ocupa um lugar especial na memória.

Foi no Velocitta que o piloto conquistou dois marcos importantes na Stock Car: a primeira pole position e a primeira vitória. Por isso, o autódromo paulista passou a representar um capítulo importante em sua trajetória na categoria.

Entretanto, quando o assunto é aprendizado, Leist escolhe outro momento da carreira.

O piloto relembrou a etapa disputada na Argentina, em 2024, onde cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, mas acabou perdendo a vitória após receber uma punição.

Segundo ele, o episódio foi resultado de um erro próprio. Em vez de buscar justificativas, preferiu analisar o ocorrido ao lado da equipe para compreender o que poderia ter sido feito de maneira diferente.

Na visão do piloto, experiências difíceis costumam gerar aprendizados mais valiosos do que as vitórias conquistadas sem maiores obstáculos.

“Aqueles momentos complicados acabam ensinando muito mais. Foi um erro meu e serviu para toda a equipe entender como evitar que isso acontecesse novamente”, comentou.

Chuva pode mudar completamente o cenário da etapa

Assim como outros pilotos do grid, Arthur Leist também acompanha atentamente a previsão do tempo para a etapa do Velocitta.

O circuito paulista tem apresentado corridas e treinos marcados pela chuva nas últimas temporadas, condição que altera completamente o comportamento dos carros e exige rápida adaptação dos competidores.

Para Leist, apesar de os pilotos acumularem muito mais quilômetros em piso seco durante o ano, a chuva tende a equilibrar o nível de competitividade do grid.

Nessas circunstâncias, segundo ele, a diferença costuma estar na capacidade de cada equipe compreender rapidamente as mudanças de aderência e ajustar o carro durante o fim de semana.

O piloto lembrou ainda que os primeiros treinos apresentaram resultados positivos em condições de pista molhada, fator que aumenta a confiança caso o cenário se repita na classificação.

“Na chuva tudo muda muito rápido. O importante é conseguir se adaptar antes dos outros. Fizemos dois treinos dentro do top 10 e isso aumenta nossa expectativa caso as condições permaneçam assim”, destacou.

Relação com o irmão ultrapassa os laços familiares

Além da parceria construída dentro da equipe, Arthur Leist conta com outro apoio importante na carreira: o irmão, que também atua como piloto.

Segundo ele, a troca de informações começou ainda na transição do kart para as categorias de fórmula e continua acontecendo até hoje.

Mesmo vivendo nos Estados Unidos, o irmão acompanha de perto sua evolução. Após cada atividade na pista, os dois costumam compartilhar vídeos das voltas, dados de telemetria e impressões sobre o comportamento do carro.

Leist afirma que essa rotina se tornou parte do processo de preparação para as corridas e representa uma oportunidade constante de aprendizado.

Mais do que uma relação entre irmãos, o piloto define essa convivência como uma verdadeira parceria construída dentro e fora das pistas.

“Ele sempre tem alguma coisa para acrescentar. A gente troca vídeos, telemetria e conversa bastante sobre as corridas. Mesmo morando longe, mantemos uma relação muito próxima e isso contribui bastante para minha evolução como piloto”, concluiu.

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