Fórmula 1
TL2 no México: Carlos Sainz é o mais rápido em sessão com testes da Pirelli
O Treino Livre 2 serviu de palco para os testes dos compostos da Pirelli para 2025, C4, C5 e C6. A Pirelli determinou diferentes programas para cada equipe, todos com duas simulações de volta rápida e duas de ritmo de corrida. Porém, algumas equipes receberam dois jogos do mesmo composto, e outras dois compostos diferentes. Por exemplo, a VCARB tinha um C5 e um C6, mas a Alpine tinha dois C4. O objetivo era permitir análises diferentes e coletar o maior número de dados possível.
Além disso, os cinco pilotos que não participaram do TL1, por cederem os carros aos rookies, receberam um jogo a mais de médios para cumprirem o programa da própria equipe.
Russell bate forte
Lando Norris (McLaren), um dos que ficou de fora do TL1, foi o primeiro na pista, com o protótipo do C5. Seguido de Sergio Pérez, e do companheiro de equipe, Oscar Piastri. Logo nas primeiras voltas, Pierre Gasly (Alpine) saiu da pista e passou pela grama na Curva 1. Ao mesmo tempo, Max Versatppen (RBR) relatava problemas, mais uma vez. Durante o TL1, o holandês passou boa parte parado nos boxes, e depois ainda teve problemas com o motor. Dessa vez, ele relatou um barulho muito estranho e também que os freios não estavam funcionando.
Pouco depois, com pouco mais de 10 minutos de treino, George Russell (Mercedes) bateu forte. Ele passou muito em cima da zebra na entrada da Curva 8, e conforme o carro pulou na zebra, o britânico perdeu o controle. O carro deslizou, batendo primeiro o pneu traseiro, e depois a frente do carro, terminando de lado. Por conta do impacto muito forte, ele foi levado direto ao Centro Médico, onde foi avaliado, e posteriormente liberado sem ter sofrido nada.

A batida deixou Russell mais frustrado com a situação do W15 – Foto: Reprodução/Fórmula 1
Contudo, a paralização atrapalhou os planos da Pirelli. A pista foi liberada com 54 minutos restando no cronômetro. Apesar da Red Bull ter trabalhado no carro durante a bandeira vermelha, assim que Verstappen foi para a pista, ele ainda tinha problemas. E ele não voltou mais. Outro que também nem chegou a ir para a pista foi Alex Albon (Williams). O tailandês bateu no TL1, e apesar do esforço dos mecânicos, não foi possível terminar os reparos a tempo.
Metade da sessão
Pouco antes da bandeira vermelhas, Carlos Sainz (Ferrari) fez o tempo mais rápido, com o protótipo do C4. E, na metade da sessão, ele ainda estava na frente, seguido de Piastri, Yuki Tsunoda (VCARB) e Charles Leclerc (Ferrari). Enquanto isso, Liam Lawson (VCARB) sofria com a falta de aderência, e nos boxes da RBR, os mecânicos eram vistos tirando o assolho do carro do Verstappen.
Ao mesmo tempo, o carro de Gasly parecia sofre com super aquecimento, o que é uma mal sinal, já que é apenas um treino.
E com 20 minutos para o fim, Sainz ainda liderava e nenhum dos cinco pilotos que não fizeram o TL1 tinham saído com os médios ainda. Foi apenas com seis minutos para o fim que Zhou Guanyu (Kick Sauber) surgiu na pista com os médios. Ele, Lewis Hamilton, Leclerc, Fernando Alonso e Norris não participaram do TL1.
Norris fez seu melhor tempo com o médio, e Hamilton e Leclerc deixaram para usar o pneu no minuto final, tendo tempo para apenas uma volta cronometrada.
O TL2 terminou com Sainz em primeiro, Piastri em segundo e Tsunoda em terceiro. Mas as interrupções nas duas primeiras sessões, e o teste de pneus, devem significar um TL3 bem mais agitado, e de mais carros na pista, por mais tempo. O terceiro Treino Livre começa às 14h30 (horário de Brasília), deste sábado.

Resultado do TL2 na Cidade do México – Foto: Reprodução/Fórmula 1
