SportsCar Championship
Robert Wickens projeta retorno ao Corvette da DXDT em Long Beach e foco em 2027
O piloto canadense retoma a parceria com Mason Filippi no Corvette Z06 GT3.R equipado com tecnologia Bosch, visando pódios e a consolidação de seu sistema de controles manuais.
O Grande Prêmio de Long Beach, agendado para os dias 17 e 18 de abril, marcará o aguardado retorno de Robert Wickens ao cockpit do Corvette Z06 GT3.R nº 36 da DXDT Racing. Em conferência de imprensa realizada nesta semana, o piloto detalhou seus planos para as cinco etapas sprint do IMSA WeatherTech SportsCar Championship em 2026. Portanto, Wickens mantém a continuidade da parceria com a General Motors e a Bosch, utilizando o inovador sistema de freios eletrônicos que viabiliza sua competitividade no alto rendimento.
Wickens dividirá o carro com Mason Filippi, um antigo conhecido das pistas e amigo pessoal. A dupla já demonstrou forte entrosamento em eventos anteriores, como nas 24 Horas de Nürburgring. Além disso, Filippi chega à DXDT após performances sólidas nas rodadas iniciais da temporada, o que eleva o otimismo da equipe para a etapa californiana.
A evolução tecnológica e o sistema de frenagem da Bosch
Um dos pontos centrais da preparação de Wickens reside no aprimoramento constante do software de frenagem desenvolvido pela Bosch. Embora o hardware dos controles manuais permaneça o mesmo, a sensibilidade do sistema evoluiu significativamente desde a última temporada. De acordo com o piloto, o foco principal tem sido obter uma resolução mais precisa nas frenagens, independentemente da pressão aplicada.
O sistema de freios eletrônicos (EBS) permite que Wickens compita em igualdade de condições, oferecendo um feedback tátil essencial em circuitos de rua. “Cada curva apresenta seus próprios desafios, e é nisso que temos trabalhado constantemente”, explicou o canadense. Por outro lado, ele ressaltou que o objetivo final é criar um produto que possa servir para futuras gerações de pilotos com deficiência.
A jornada tecnológica não se limita apenas aos freios, mas também ao ajuste da resposta do acelerador. Wickens admitiu que a potência bruta do Corvette Z06 GT3.R exige uma modulação sensível para evitar a ativação excessiva do controle de tração. Contudo, ele se sente mais confortável com a tração traseira do Corvette, que considera mais natural após uma carreira moldada em monopostos e karts.
Química com Mason Filippi e metas para a temporada
A escolha de Mason Filippi como companheiro de equipe foi celebrada por Wickens como um fator que acelera o desenvolvimento em pista. Diferente do ano anterior, onde houve uma fase de adaptação mútua com novos parceiros, a sintonia com Filippi já está consolidada. Portanto, a dupla espera pular etapas burocráticas e focar diretamente no acerto do carro desde o primeiro treino livre.
Wickens destacou a ética de trabalho de Filippi e sua transição bem-sucedida para o IMSA WeatherTech. Além disso, a comunicação direta entre os dois facilita a tradução do feedback técnico para os engenheiros da DXDT. “Já sei muito bem como comunicar meu estilo de pilotagem, então podemos começar com tudo em Long Beach”, afirmou o piloto.
O objetivo declarado para 2026 é frequentar o pódio nas corridas de curta duração. No ano passado, a equipe esteve perto de resultados expressivos, figurando entre os três primeiros em diversas ocasiões nos minutos finais. Contudo, imprevistos impediram a concretização desses pódios, algo que Wickens acredita que mudará com a persistência e o trabalho duro da equipe.
O desafio de Long Beach e a preparação física
Retornar a um circuito de rua como Long Beach exige precisão absoluta, dada a ausência de áreas de escape. Wickens relembrou seu desempenho no ano passado, onde liderou o segundo treino livre, mas sentiu que poderia ter sido melhor na classificação. Assim, ele enfatiza a importância da posição de largada em um traçado onde as ultrapassagens são notoriamente difíceis.
A pré-temporada longa, sem pilotar desde agosto, é um obstáculo que o piloto pretende superar com revisões de dados e vídeos onboard. Além disso, o trabalho como treinador de pilotos na Andretti Global o manteve imerso no ambiente das pistas, embora em uma função diferente. “Será emocionante colocar o capacete novamente e colocar minhas teorias à prova”, comentou entusiasmado.
As trocas de pilotos também passaram por um processo de refinamento rigoroso. Em conjunto com Josh Gibbs, a equipe conseguiu reduzir o tempo de troca para menos de 16 segundos no final de 2025. Esse exercício exige uma coordenação precisa, especialmente para garantir que as pernas de Wickens sejam posicionadas corretamente no cockpit sem obstruir a coluna de direção.
Visão de futuro e o sonho de Daytona 2027
Apesar do foco nas corridas sprint de 2026, Robert Wickens não esconde o desejo de disputar as grandes provas de endurance. A ausência nas 24 Horas de Daytona deste ano deveu-se à complexidade na captação de financiamento para uma temporada completa. Entretanto, o sucesso nas 24 Horas de Nürburgring comprovou a confiabilidade do sistema da Bosch em condições extremas.
O piloto já iniciou o planejamento para 2027, buscando viabilizar um programa integral que inclua as clássicas de resistência da IMSA. Ele acredita que os resultados em pista servirão como a melhor ferramenta de marketing para atrair os fundos necessários. “Assim que conseguirmos a primeira vitória, tudo se encaixará perfeitamente”, projetou com confiança.
Por fim, Wickens reiterou que seu sistema modular pode ser adaptado para diversas categorias, incluindo protótipos GTP e até mesmo a IndyCar. O objetivo permanece claro: ser avaliado estritamente por sua velocidade e competência técnica. Com o apoio da DXDT Racing e da Corvette, o canadense segue quebrando barreiras e redefinindo os limites do que é possível no automobilismo mundial.
