Fórmula E
Redenção no México: Como Oliver Rowland superou a decepção de São Paulo
A vitória de Oliver Rowland no México tirou o fôlego dos fãs do Campeonato Mundial ABB FIA Formula E. Vindo de um final de semana complicado em São Paulo, Rowland fez uma recuperação incrível na Cidade do México, mostrando que ele e a Nissan são uma potência que deve ser reconhecida na 11ª temporada.
O resultado decepcionante em São Paulo
O E-Prix de São Paulo parecia ser o final de semana perfeito para Oliver Rowland. Ele dominou o primeiro treino livre, ficou em terceiro no segundo e se classificou em segundo lugar para a prova principal. Durante a corrida, ele estava mostrando um ritmo impressionante, com uma boa gestão de energia. Por um tempo, parecia que a vitória estava ao seu alcance. Mas, infelizmente, o inglês foi penalizado por “overpower”, o que o fez cumprir uma penalidade de drive-through e perder várias posições, acabando com suas chances de vitória. Mas, em vez de se deixar abater, ele se manteve determinado e focado. Rowland comentou: “O que deveria ter sido nosso foi meio que tirado.” Ele não deixou a decepção tomar conta, reconhecendo a excelente performance de sua equipe e do novo carro, e continuou acreditando que estavam prontos para vencer.
Interessante também foi o fato de que, em São Paulo, foi a primeira vez que Rowland não fez nenhuma mudança no carro entre o primeiro treino livre e a corrida. “Honestamente, foi a primeira vez que eu não mudei o carro do FP1 até a corrida. Eu não fiz nenhuma mudança no equilíbrio do carro.” Isso indicava que, tanto Rowland quanto a equipe, sentiam que o carro estava pronto para a corrida.
Aprendendo com a dificuldade
Em vez de ficar lamentando o que aconteceu, a Nissan não perdeu tempo e fez um trabalho proativo para aprender com o que aconteceu no E-Prix de São Paulo. Rowland disse: “Completamos, da minha parte e da minha equipe, quase um final de semana perfeito. Fomos top 3 em todos os três treinos, nos classificamos em segundo e lideramos quase toda a corrida.” A resposta da equipe foi rápida e assertiva. Usaram o simulador para tentar replicar os problemas que surgiram, garantindo que estivessem preparados caso se repetisse no futuro. Rowland comentou que a equipe não estava disposta a aceitar o fracasso: “Passamos bastante tempo no simulador, tentando reproduzir esses problemas, para garantir que poderíamos estar no controle deles se aparecessem novamente.” Além disso, dedicaram um dia na pista revisando os desafios enfrentados em São Paulo, garantindo que nada desse errado novamente no México. Rowland se mostrou confiante com essa abordagem e disse: “Usamos muitos recursos para garantir que esses erros não se repetissem no México, e felizmente não se repetiram.”
Da dificuldade à vitória no México
O E-Prix da Cidade do México trouxe novos desafios, e Rowland não começou o fim de semana da melhor forma. O primeiro treino livre não foi bom, terminando em décimo, mas ele deu a volta por cima no segundo, ficando em terceiro. Sua qualificação o colocou em quarto lugar, o que preparou o cenário para uma corrida bem disputada. E, para deixar as coisas ainda mais intensas, o inglês teve que correr sem o seu engenheiro de corrida, que precisou ser internado com apendicite. Mesmo assim, ele manteve a calma e mostrou toda a sua capacidade de adaptação. Ele comentou: “Foi um começo de ano difícil, porque acho que a Nissan e todos fizeram um trabalho muito bom com o hardware e o trem de força, mas estamos um pouco atrás em algumas questões de software.”
Apesar da dificuldade de correr sem o engenheiro e do início de temporada complicado, Rowland teve uma performance incrível na corrida. Ele seguiu uma estratégia impecável, controlando seu ritmo e energia de forma exemplar, o que garantiu uma vitória sensacional.
Confiança e otimismo com uma visão realista
Com a vitória no México, Rowland provou que ele e a equipe estão no caminho certo. Mas ele, sempre muito equilibrado, segue cauteloso e focado. A vitória serviu para impulsionar a confiança, mas Rowland sabe que os desafios não vão parar por aí. O piloto tem plena consciência de que a competição é forte na Fórmula E, mas se mostrou confiante no progresso da sua equipe e no seu próprio desempenho: “Se você olhar para as últimas três corridas, eu poderia ter vencido as três, o que é bastante único na Fórmula E. Não são muitos os pilotos, especialmente nos dias de hoje, que conseguem ganhar três corridas seguidas. E eu acho que, se olharmos para as últimas três corridas, a que eu mais merecia ganhar foi São Paulo, porque a performance foi a melhor: tanto do carro quanto da equipe, minha, na gestão de energia e na estratégia. Eu estava no melhor lugar para vencer. Então, eu acho que estamos em uma posição muito boa, mas precisamos manter os pés no chão.”
Rowland também comentou sobre a superstição que existe sobre o vencedor do E-Prix da cidade do méxico: “Eu sempre gosto de me manter bem equilibrado e não tenho nenhuma expectativa sobre o que esperar da temporada.” Mas, apesar disso, Rowland comentou: “Muitas pessoas me perguntam isso após a corrida, que o vencedor do México será o campeão, e eu espero que seja verdade, mas não posso tomar isso como garantido.”
Próximos passos
A melhoria contínua de Rowland desde que voltou à Nissan, junto com o compromisso da equipe em evoluir o carro e a estratégia, coloca ambos como sérios concorrentes na 11ª temporada. O inglês comentou que espera que ele e a equipe consigam fazer mais melhorias no carro: “Espero que agora, com um pequeno intervalo após a Arábia Saudita e um longo intervalo depois disso, possamos aproveitar o tempo para garantir que estaremos em uma posição muito boa para o restante da temporada.”
Oliver Rowland e a Nissan voltam para as pistas com a primeira rodada dupla da 11ª temporada do Campeonato Mundial ABB FIA Formula E, que acontecerá no circuito Corniche de Jeddah, na Arábia Saudita, nos dias 14 e 15 de fevereiro.
