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SportsCar Championship

Realeza em Daytona: Sir Scott Dixon mira a quinta vitória nas 24 Horas

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Dixon
Foto: Divulgação / IMSA

Recém condecorado cavaleiro na Nova Zelândia, hexacampeão da IndyCar mantém tradição e chega à 23ª largada consecutiva em busca de mais um triunfo no Rolex 24

Sir Scott Dixon retorna ao Daytona International Speedway neste fim de semana carregando um título que vai além das pistas. Oficialmente condecorado como cavaleiro em sua terra natal, a Nova Zelândia, o hexacampeão da IndyCar Series já é, há muito tempo, parte da realeza das 24 Horas de Daytona. Aos 45 anos, Dixon disputa a 64ª edição do Rolex 24 como um dos nomes mais respeitados do grid do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, mantendo a impressionante marca de 23 largadas consecutivas na prova e mirando sua quinta vitória geral no clássico da resistência norte-americana.

Mesmo após décadas de conquistas, o piloto neozelandês segue demonstrando a mesma postura discreta que o acompanha desde o início da carreira. Dixon reconhece o valor simbólico da honraria recebida recentemente, destacando o impacto do automobilismo para além dos resultados esportivos. Para ele, o título de cavaleiro representa o reconhecimento de uma trajetória que também envolve contribuição à comunidade e inspiração a novas gerações, algo que considera tão ou mais gratificante do que troféus e estatísticas.

Dentro da pista, Dixon segue como um dos principais favoritos. Em 2026, ele divide o Acura ARX-06 nº 60 da Meyer Shank Racing com Curb Agajanian com um trio de peso: Colin Braun, Tom Blomqvist e AJ Allmendinger, todos ex vencedores das 24 Horas de Daytona. O carro mostrou competitividade ao longo dos treinos, com Blomqvist liderando a última sessão livre antes da classificação. Na tomada de tempos, o nº 60 garantiu a quinta posição no grid, que se transformará em quarto lugar após uma infração técnica aplicada ao pole position não oficial, reforçando ainda mais as expectativas para a corrida.

A relação de Dixon com as provas de endurance começou cedo. Sua estreia na IMSA aconteceu em 1999, no Michelin Raceway Road Atlanta, quando tinha apenas 19 anos e pilotou um Ferrari 333 SP ao lado de Stefan Johansson e Jim Matthews. Embora o resultado tenha sido modesto, aquele momento marcou o início de uma ligação duradoura com as corridas de carros esportivos. Poucos anos depois, em 2004, ele largaria pela primeira vez nas 24 Horas de Daytona, já consolidado como uma das grandes promessas da IndyCar.

A consagração em Daytona veio em 2006, quando Dixon conquistou sua primeira vitória geral na prova ao lado de Casey Mears e do saudoso Dan Wheldon. Mesmo após triunfos posteriores em 2015 e 2020, ele não esconde que aquela conquista inicial ocupa um lugar especial em sua memória, tanto pelo contexto quanto pelas amizades envolvidas. Para Dixon, mais do que vencer, Daytona sempre foi sinônimo de diversão, companheirismo e paixão genuína pelo automobilismo.

O respeito que ele desperta é unânime no paddock. Companheiros e adversários da IndyCar e da IMSA destacam não apenas seu talento técnico, mas também sua capacidade de manter alto nível de desempenho ao longo de mais de duas décadas. Pilotos mais jovens veem em Dixon uma referência de longevidade, profissionalismo e amor pelas corridas, características que explicam por que ele segue competitivo após 23 participações consecutivas no Rolex 24.

Fora das pistas, Sir Scott Dixon também é reconhecido por seu envolvimento em causas sociais e pelo trabalho com instituições de caridade, especialmente voltadas às crianças. Essa combinação de excelência esportiva e generosidade pessoal reforça o motivo pelo qual ele é tão admirado por fãs e colegas. Em Daytona Beach, onde sua história se confunde com a própria prova, Dixon volta a ser protagonista — agora como cavaleiro, lenda viva e, mais uma vez, forte candidato à vitória em uma das corridas mais prestigiadas do automobilismo mundial.

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