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Rallye du Maroc terá 2,6 mil km e novo desafio para carros da FIA

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du Maroc
Foto: DPPI

Prova será disputada entre 28 de setembro e 3 de outubro, com largada em Agadir e chegada em Zagora; quarta etapa terá percurso maior para os competidores da FIA.

O Campeonato Mundial de Rali-Raid da FIA-FIM se prepara para a quarta rodada da temporada 2026. Entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro, a competição desembarca no Marrocos para a 27ª edição do Rallye OLA Energy du Maroc.

A prova será organizada pela Pro Dunes Events e terá início em Agadir, na costa atlântica do país. A cidade receberá as atividades preliminares, incluindo a inspeção técnica, o prólogo da FIM, o shakedown da FIA e a largada.

A chegada de todas as cinco etapas acontecerá em Zagora. A região é conhecida historicamente como ponto de passagem de caravanas nômades do Saara. Durante a competição, um grande acampamento será montado no local para receber a caravana.

Rally-raid terá mais de 2,5 mil quilômetros

Os competidores da FIM enfrentarão 2.637 quilômetros ao longo da prova. Desse total, 1.530 quilômetros serão disputados em trechos cronometrados.

Entre os participantes da FIA, a distância total será de 2.524 quilômetros. A categoria também terá uma quilometragem maior em trechos seletivos, chegando a 1.575 quilômetros contra o relógio.

A diferença entre as duas categorias será concentrada principalmente na quarta etapa. Para os carros da FIA, o percurso cronometrado será ampliado em 20% em relação ao trajeto destinado aos competidores da FIM.

A mudança foi planejada por Marc Coma, diretor do rali. O objetivo é oferecer aos competidores da FIA uma preparação adicional para as longas distâncias previstas no Dakar.

Acampamento será o centro da competição

Depois da primeira etapa, que ligará Agadir a Zagora, as quatro jornadas seguintes terão o mesmo ponto de partida e chegada. O acampamento montado em Zagora será o centro das operações durante esse período.

A estrutura reunirá pilotos, equipes e demais integrantes da caravana. A maioria dos participantes ficará hospedada em khaimas, tradicionais tendas berberes.

Os competidores da categoria Malle Moto terão uma condição diferente. Pela primeira vez, a classe contará com uma classificação própria e seus pilotos utilizarão tendas convencionais para passar as noites.

O formato reforça uma das características tradicionais do Rallye OLA Energy du Maroc. A concentração da caravana em um acampamento temporário cria uma rotina comunitária para os participantes.

As quatro primeiras etapas terão entre 400 e 600 quilômetros. Os trechos cronometrados representarão entre 300 e 400 quilômetros dessas jornadas, de acordo com o programa oficial da prova.

Percurso terá forte presença de areia

O terreno marroquino será um dos principais desafios da edição de 2026. As dunas representarão 10% dos trechos selecionados, enquanto as pistas de areia corresponderão a 31%.

Somadas, as duas características representarão mais de 40% dos quilômetros cronometrados. A proporção será semelhante à participação de pistas de terra e cascalho no percurso.

Já o terreno rochoso, tradicional em provas realizadas no Marrocos, corresponderá a 11% dos trechos. Dessa forma, os organizadores prepararam uma competição com diferentes tipos de superfície.

A etapa final terá a menor distância da semana. Contudo, o último dia não será tratado como simples formalidade, já que o Abu Dhabi Desert Challenge ainda será realizado antes da definição dos títulos mundiais de 2026.

Primeira etapa terá formato semelhante ao Dakar

A abertura da competição acontecerá em 29 de setembro, com a ligação entre Agadir e Zagora. Antes disso, porém, a FIM terá seu prólogo em 28 de setembro, enquanto os carros da FIA participarão do shakedown.

A primeira etapa será a mais longa do evento e terá 636 quilômetros no total. O trecho especial terá 268 quilômetros.

Marc Coma classificou o percurso entre Agadir e Zagora como semelhante ao formato de uma especial do Dakar. A primeira motocicleta deixará o acampamento às 4h14, enquanto o primeiro carro partirá às 6h39.

Depois de uma seção rodoviária superior a 250 quilômetros, os competidores chegarão à região de Tata. O trecho cronometrado começará às 9h e terá o primeiro contato com as dunas.

Segunda etapa será marcada por diferentes terrenos

A segunda etapa, disputada em 30 de setembro, terá 423 quilômetros totais e 300 quilômetros de especial. O percurso será um dos principais desafios da semana.

O início da especial acontecerá em uma área inédita nas montanhas do Atlas. Na sequência, os competidores encontrarão trechos rochosos antes de chegar às áreas de areia.

Além disso, a organização preparou novidades específicas para motos e carros. Os motociclistas enfrentarão seções técnicas desenvolvidas para aumentar a complexidade do percurso.

Os carros, por outro lado, terão uma parada nos boxes para eventual troca de pneus. O procedimento permitirá que as equipes pratiquem uma operação introduzida no Dakar em janeiro passado.

Navegação será decisiva na terceira etapa

A terceira etapa acontecerá em 1º de outubro e terá 592 quilômetros no total. A especial será a mais extensa até aquele momento, com 364 quilômetros cronometrados.

O percurso deverá apresentar as maiores velocidades médias da semana. A caravana seguirá em direção às dunas de Merzouga, onde a navegação voltará a exercer papel importante.

A região de Erg Chebbi também terá um desafio particular para os carros que estiverem na frente. Como as rotas de motos e carros serão separadas, os competidores de quatro rodas não contarão com os rastros deixados pelas motocicletas.

Quarta etapa terá distância diferente entre categorias

A quarta etapa será disputada em 2 de outubro. Para os carros da FIA, o percurso terá 516 quilômetros totais e 384 quilômetros de especial.

Já os competidores da FIM percorrerão 453 quilômetros, sendo 321 quilômetros cronometrados. Portanto, a diferença será concentrada nos trechos seletivos.

O percurso terá cânions, trechos de navegação e áreas que nunca foram utilizadas anteriormente. A especial também será a mais longa para os carros da FIA em razão dos quilômetros adicionais incluídos pela organização.

A etapa terá 63 quilômetros cronometrados a mais para os veículos da FIA. Segundo Marc Coma, a alteração atende a um pedido das equipes que utilizam o evento como preparação para as longas distâncias do Dakar.

Etapa final fecha programação em Zagora

A quinta e última etapa será realizada em 3 de outubro, novamente entre pontos de Zagora. Serão 357 quilômetros totais e 259 quilômetros de especial.

Apesar da distância menor, a prova ainda terá importância estratégica. O campeonato seguirá para o Abu Dhabi Desert Challenge antes da definição dos títulos de 2026.

O Rallye OLA Energy du Maroc será, portanto, a penúltima rodada do campeonato nesta temporada. A partir de 2027, a competição voltará a ocupar a posição de etapa final do calendário.

Antes da ação nas especiais, o parque de assistência será aberto em Agadir ao meio-dia de 24 de setembro. A inspeção técnica começará no dia 26 e seguirá até 27 de setembro.

O prólogo da FIM terá 18 quilômetros cronometrados dentro de um percurso total de 176 quilômetros. As motos largarão a partir das 9h de 28 de setembro, enquanto o primeiro carro participará do shakedown às 11h39.

A programação será encerrada em 3 de outubro. A coletiva de imprensa pós-corrida está marcada para 18h, seguida pela cerimônia de premiação às 19h30, no acampamento de Zagora.

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