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WEC

Porsche mira colocar rivais “sob pressão” e tenta fechar ciclo do 963 de fábrica com um final perfeito no Bahrein

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Porsche
Foto: Charly Lopez / DPPI

Fim de semana derradeiro da era Porsche Penske Motorsport no WEC começa pesado de emoção, com equipe dizendo que objetivo é sair do Bahrein com o máximo de títulos possível — e sem poupar rivais

O paddock do Circuito Internacional do Bahrein vive uma das semanas mais emocionalmente carregadas de todo o ciclo Hypercar do WEC moderno. Independentemente de resultado, os boxes da Porsche Penske Motorsport chegam ao sábado com um fim de capítulo histórico: é a última corrida do braço WEC do programa 963 de fábrica. E isso muda tudo — muda ambiente, muda postura interna, muda a forma como cada pessoa da garagem observa esta prova final de 8 horas. Ao mesmo tempo, não muda nada do que está em disputa: o #6 de Laurens Vanthoor e Kévin Estre ainda está na briga real pelo título de Pilotos do Campeonato Mundial de Hipercar da FIA, e a briga entre Porsche e Ferrari no campeonato de Construtores também permanece viva.

Há discussões nos bastidores, envolvendo Penske, Porsche, Proton e promotor do campeonato, para tentar assegurar algum tipo de presença do 963 na classe principal em 2026. O nível de confiança varia de interlocutor para interlocutor. Mas, para a semana do Bahrein, a pauta maior é outra: sábado. O presidente da Team Penske, Jonathan Diuguid, foi claro: objetivo é maximizar títulos. “Manufacturers’ não é a prioridade. A prioridade é sair com tantos campeonatos quanto pudermos.”

Matemática: Vanthoor e Estre entram o fim de semana 21 pontos atrás da Ferrari líder entre pilotos. Há 39 em jogo. Entre Construtores, são 66 pontos no máximo, com Ferrari à frente da Porsche por 39. A Ferrari, é fato, perdeu tração pós Le Mans. A Porsche ganhou consistência: pódio em Le Mans, segundo em São Paulo, vitória em Austin, pódio em Fuji. Vanthoor admite que, pré Le Mans, ninguém acreditava no bi. O gatilho de crença foi Austin. Hoje, ele diz que é melhor atacar do que defender — e que a pressão agora está nos outros.

Esse é o espírito da semana: fechar o ciclo em alta, provar que o lado WEC da Penske é tão forte quanto o lado IMSA, e sair como referência técnica e esportiva. Tudo isso em um Bahrein com BoP que mexe forte: Ferrari mais leve e com ganho de potência parcial, Porsche mais pesada com perda de potência parcial, mas com ganho acima de 250 km/h. Cadillac também mexida — mais peso, mais potência parcial, menos potência máxima.

Estre diz que o time chega com munição: “Os outros estão assustados. E deveriam estar. Vamos tentar colocá-los sob pressão.”

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