Fórmula E
Os momentos que tornaram o E-Prix de São Paulo um clássico da Fórmula E
Corridas eletrizantes, finais imprevisíveis e viradas históricas marcaram as três primeiras visitas da categoria ao Sambódromo do Anhembi — e moldaram a identidade do E-Prix paulistano.
Com a Fórmula E prestes a acender as luzes para a abertura da temporada 2025/26 neste sábado, 6 de dezembro, o clima em São Paulo é de expectativa e memória. A cidade, que já se tornou um dos palcos mais vibrantes da categoria, coleciona momentos memoráveis desde sua estreia no calendário, entregando drama, ultrapassagens improváveis, decisões na última volta e até vitórias que desafiaram qualquer previsão. Antes de mais uma edição no Circuito de Rua do Sambódromo do Anhembi, revisitamos dez marcos que construíram o legado do E-Prix paulistano — um dos eventos mais intensos e imprevisíveis da Fórmula E.
O primeiro deles foi o pódio completamente dominado pela Jaguar em sua estreia na capital paulista. Em uma corrida cheia de trocas de liderança, Mitch Evans e Sam Bird, acompanhados pelo neozelandês Nick Cassidy, se destacaram com um ritmo superior, decidindo a vitória apenas nos metros finais, quando Evans segurou o compatriota para garantir o triunfo.
O circuito também foi cenário de um dos movimentos mais icônicos da história da categoria: a ultrapassagem de Sam Bird na última volta. Após tentar a manobra no ano anterior e não conseguir, o britânico encontrou o espaço perfeito por fora, garantindo sua primeira vitória com a McLaren — e levando a bateria de “mamão” ao pódio, tradição que se tornou símbolo do E-Prix paulista.
Outro momento marcante veio de Mitch Evans com uma freada tardia na curva 1, arrancando a liderança em uma jogada ousada que ecoou a intensidade típica do Sambódromo. O neozelandês não foi o único protagonista: Oliver Rowland brilhou com um raro “2-por-1” na última curva, ultrapassando dois rivais ao mesmo tempo para garantir um lugar no pódio em uma de suas atuações mais inspiradas.
O traçado do Anhembi também serviu de palco para batalhas milimétricas. A disputa classificatória entre Rowland e Jake Dennis entrou para a história ao ser decidida por apenas 0,001s — um piscar de olhos que definiu quem avançaria à final dos duelos. Na pista, Taylor Barnard viveu seu próprio momento histórico ao conquistar seu primeiro pódio logo na primeira corrida como piloto titular, tornando-se o mais jovem a alcançar tal feito na Fórmula E.
A briga pela pole também rendeu emoções. Pascal Wehrlein derrotou Stoffel Vandoorne por meros 0,002s em uma sessão eletrizante e, no ano seguinte, repetiu a dose ao superar novamente Rowland, desta vez guiando o novo Gen3 Evo com tração integral. Apesar das poles brilhantes, a sorte não acompanhou o alemão, que acabou envolvido em um forte acidente do qual felizmente saiu ileso graças à proteção da estrutura de halo.
Mas se há um momento que simboliza o caráter imprevisível do E-Prix paulistano, esse certamente é a vitória de Mitch Evans saindo da última posição. Após um problema técnico na classificação, o piloto da Jaguar largou em 22º, fez uma escalada meteórica desde a primeira volta e, após aproveitar incidentes e safety cars, assumiu a liderança rumo a um triunfo histórico — o primeiro de um piloto largando em último na categoria.
A soma desses episódios mostra por que São Paulo se firmou como uma das corridas mais empolgantes da Fórmula E. A cada visita, o Sambódromo entrega novos capítulos de ousadia, velocidade e reviravoltas que alimentam o mito do circuito brasileiro. E, com a temporada 12 começando novamente na capital paulista, a promessa é de que mais momentos inesquecíveis estejam prestes a surgir.
