SportsCar Championship
Nova geração de estrelas do GTP desponta na IMSA com força total para dominar os próximos anos
A cada nova era do automobilismo esportivo, surgem nomes que moldam a identidade da categoria e tornam-se referência. No contexto da IMSA, com mais de cinco décadas de história, essas fases sempre foram marcadas por gerações distintas de pilotos que se destacaram especialmente nos protótipos. Agora, no terceiro ano da nova fórmula da Grand Touring Prototype (GTP), uma nova leva de talentos começa a se consolidar como protagonistas da próxima era da categoria, misturando juventude, experiência e ambição em um cenário competitivo repleto de tradição.
O atual grid da GTP é um verdadeiro mosaico de gerações. De um lado, veteranos experientes como os irmãos Taylor, Filipe Albuquerque, Earl Bamber, Nick Tandy, Colin Braun e Renger van der Zande, todos com mais de uma década de participação na IMSA, títulos conquistados e triunfos marcantes em corridas lendárias como a Rolex 24. Do outro, uma nova geração de pilotos com idades entre 20 e 30 anos, prontos para assumir o protagonismo da categoria.
Entre os nomes em ascensão destacam-se Felipe Nasr, Matt Campbell, Mathieu Jaminet, Jack Aitken, Louis Deletraz, Tom Blomqvist, Nick Yelloly, Ross Gunn e Roman De Angelis, além dos quatro integrantes do BMW M Team RLL. Esses pilotos, ainda jovens, já têm experiência sólida e um futuro promissor na classe GTP, com muitos deles tendo feito a transição de categorias como Fórmula 2 ou GT para os protótipos da IMSA.
Felipe Nasr é um dos principais representantes dessa nova geração. Com passagem pela Fórmula 1, o brasileiro chegou à IMSA em 2018 e, desde então, construiu um currículo respeitável. Em sua estreia, venceu o campeonato ao lado de Eric Curran. Em 2021, repetiu o feito com Pipo Derani, e em 2024, ao lado de Dane Cameron, conquistou seu primeiro título na era GTP com o Porsche 963 da equipe Porsche Penske Motorsport. Além disso, somou três vitórias na Rolex 24 nas últimas quatro edições. Aos 32 anos, Nasr se mantém no auge, liderando o desenvolvimento técnico da equipe com consistência e visão de longo prazo.
Ao seu lado, Matt Campbell e Mathieu Jaminet também vêm se consolidando como dupla de referência. Após se destacarem na classe GTD PRO com a equipe Pfaff em 2022, ambos foram promovidos à categoria GTP pela Porsche Penske em 2023. Desde então, colecionam vitórias e mostram sintonia em pista. “Estar com o Matt novamente parece natural, não uma mudança”, afirmou Jaminet.
Jack Aitken e Louis Deletraz, ex-Fórmula 2, também se firmaram como presenças constantes nos protótipos, agora como titulares nas equipes Cadillac Whelen e Wayne Taylor Racing, respectivamente. “O nível do GTP é extremamente alto. Entrar na IMSA e ver como ela cresceu é motivador. Aqui, estamos em igualdade de condições”, disse Deletraz. Aitken completou: “A corrida aqui é muito divertida. É preciso estar sempre alerta, com os cotovelos para fora.”
Tom Blomqvist, aos 31 anos, também é destaque. Após uma passagem pela BMW em 2019, teve sua grande oportunidade com a Acura Meyer Shank Racing. Desde então, soma vitórias importantes como duas Rolex 24 Horas, duas Petit Le Mans e várias poles, em parceria com Colin Braun, um dos pilotos mais longevos da categoria.
Já Nick Yelloly, de 34 anos, fez a transição da BMW para a Acura MSR e agora forma uma dupla experiente com van der Zande. Juntos, conquistaram um pódio importante nas 12 Horas de Sebring, mostrando entrosamento e adaptação à nova fase.
A Aston Martin também aposta na juventude com Ross Gunn, de 28 anos, e Roman De Angelis, de 24. Eles ascenderam juntos das categorias de GT para o novo programa de fábrica da marca britânica. De Angelis destacou-se por seguir um caminho menos convencional, se desenvolvendo quase que inteiramente dentro da estrutura da IMSA. “Sou um grande defensor da IMSA. Ela me abriu as portas e me trouxe até aqui”, comentou o canadense.
Completando o grupo emergente, o BMW M Team RLL conta com Philipp Eng, Dries Vanthoor, Marco Wittmann e Sheldon van der Linde. Este último, com apenas 25 anos, optou por focar em corridas de protótipos em tempo integral em 2025. “Agora entro no carro e já sei exatamente o que esperar. Isso faz diferença”, disse van der Linde. Vanthoor, por sua vez, começou o ano vencendo os três primeiros Prêmios Motul Pole, demonstrando que sua adaptação foi rápida e eficaz.
Embora esses sejam os nomes em maior evidência, outros jovens talentos seguem surgindo, como Tijmen van der Helm no Porsche 963 da JDC-Miller MotorSports, entre outros que devem aparecer em provas pontuais. Com a fórmula GTP em vigor até pelo menos 2029, a expectativa é que muitos desses pilotos sejam os rostos da categoria nos próximos anos. Equipes e montadoras já identificaram seu potencial e estão apostando neles a longo prazo. O futuro da IMSA, ao que tudo indica, está em boas mãos.
