Fórmula E
Lucas di Grassi fala sobre a Lola e sobre o GEN3 Evo
O ABB FIA Formula E World Championship inicia a sua 11ª temporada na pista do Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, no próximo sábado (7). Lucas di Grassi, único brasileiro da categoria elétrica, falou um pouco sobre o novo desafio que terá na Fórmula E com a estreia do modelo GEN3 Evo e sendo parte da nova equipe do grid: a Lola Yamaha ABT.
O brasileiro é uma das figuras mais emblemáticas da Fórmula E. Ele foi um dos pioneiros da categoria, onde conquistou o campeonato mundial da temporada 2016-2017 e diversas vitórias ao longo dos anos, além de possuir vasto conhecimento técnico. Sua experiência será fundamental para o sucesso do novo projeto com a Lola Yamaha ABT, equipe pela qual vai estrear na 11ª temporada. Seu companheiro de equipe será o jovem Zane Maloney, piloto barbadiano que fará sua primeira temporada na Fórmula E.
Apesar do pouco tempo de trabalho conjunto, Di Grassi está otimista: “(…) Nós temos um bom corpo técnico, que sabe o que está fazendo. Mas temos também pouco tempo de trabalho juntos. Então, falta o entrosamento que somente a vivência em conjunto é capaz de oferecer. Uma parte do desafio então é integrar todas as áreas e trabalhar juntos com máxima eficiência. Vamos ter um primeiro entendimento de onde estamos nesse desenvolvimento na corrida de São Paulo. Mas é certeza de que a chave de tudo será trabalhar duro e muito focado em cada etapa do desenvolvimento do carro. Estamos otimistas e felizes com nossa nova equipe. Os bons resultados irão vir. É questão de tempo”, avaliou o brasileiro.
O GEN3 Evo, novo carro da categoria, promete elevar o nível de competição. Segundo Di Grassi, o modelo não só traz um visual mais agressivo, mas também inova com tração nas quatro rodas. “Ele vai de 0-100 km/h em apenas 1s8, o que é espetacular. É o carro tipo Fórmula mais veloz entre todas as categorias FIA. Isso se deve em grande parte ao uso da tração 4×4, que será permitida não apenas nas largadas, mas também no classificatório e durante o modo ataque.” Explicou Lucas.
Essa evolução tecnológica, especialmente no contorno de curvas e na tração, é resultado de meses de testes intensivos. A tração 4×4 será utilizada tanto nas largadas quanto nas classificações e no modo ataque, elevando ainda mais o nível técnico da categoria.
Sobre o circuito do Anhembi, o brasileiro destaca o fator climático e o traçado técnico como desafios importantes. “São Paulo tem uma pista desafiadora, com o fator temperatura e as longas retas interferindo bastante no acerto e na corrida. É uma combinação que pode levar ao superaquecimento da bateria, um problema crítico. Precisamos ficar de olho aberto com isso.” Alertou o brasileiro
Di Grassi conclui com uma mensagem de motivação: “Espero representar bem o Brasil, buscar um bom resultado e honrar nossa bandeira.”
O fim de semana paulistano começa na sexta-feira com um treino livre à tarde que será transmitido ao vivo. No sábado, o público terá acesso a uma programação cheia, com outro treino livre, a classificação e a corrida, que largará às 14h.
A temporada 2024-2025 da Fórmula E contará com 16 rodadas, distribuídas por 10 países, prometendo muita emoção e desafios para pilotos e equipes ao longo do ano. O Sambódromo do Anhembi receberá a Fórmula E para o início da 11ª temporada em 7 de dezembro de 2024. Os ingressos para o E-Prix de São Paulo podem ser adquiridos através do site da Fever.
