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IndyCar vira um dos principais destinos para os pilotos da F2
A IndyCar vem se consolidando como um dos principais destinos para os pilotos que saem da Fórmula 2
Apesar de contar com suas próprias categorias de base, que promovem ano após ano pilotos para o grid principal, a IndyCar também se transformou em um dos destinos favoritos para os pilotos da Fórmula 2. Desde a sua reestruturação em 2017, a categoria já levou muitos nomes para a Fórmula 1. Porém, existem mais talentos do que vaga. Assim, aqueles que não conseguem um lugar na F1, precisam buscar novas oportunidades.
Atualmente, um dos principais problemas da Fórmula 1 são a quantidade de vagas, limitadas a 20. Com os contratos multi-anuais sendo o termo do momento na categoria, cada ano que passa fica mais difícil para que jovens talentos consigam adentrar na categoria. Dessa forma, precisando analisar o mercado com mais cuidado e entendendo onde estão as melhores oportunidades.

Callum Ilott em sua participação na Indy 500 de 2024. Foto/ Reprodução: Paul Hurley/ IndyCar
Muitos dos pilotos que saem da Fórmula 2, acabam se encontrando em um outro campeonato mundial: o WEC. Porém, nos últimos anos, a Indy passou a ser uma ótima opção para aqueles que querem seguir nos monopostos e almejam estar em um campeonato de alto nível. Tudo isso somado a popularidade da IndyCar, o resultado é que cada vez mais jovens vindos da Europa surgem no grid.
Como a Indy é uma categoria com chassis padronizados, isso auxilia para que o nível das equipes não seja tão discrepante. Outro ponto que facilita a chegada de novos nomes é que não há um limite de carros por equipe. Em 2024, por exemplo, a Chip Ganassi Racing alinhou cinco carros no grid.
Callum Ilott puxou a fila para a IndyCar
Apesar de outros nomes com passagem na GP2 estarem nesse grid, é seguro afirmar que foi Callum Ilott que abriu esse precedente. Vice-campeão da Fórmula 2 em 2020, o piloto se viu sem espaço na Fórmula 1 após ser preterido por Nikita Mazepin pela Haas. Assim, em 2021, se dividiu entre as atividades de piloto reserva da então Alfa Romeo e o começo da sua jornada na IndyCar, com a Juncos.
Essa parceria marcou a entrada da equipe argentina no grid da categoria, substituindo a Carlin. Assim, por dois anos, Ilott conduziu o único carro da Juncos na categoria, onde permaneceu até 2023. Porém, após diversos problemas como o seu companheiro de time naquela ocasião, o piloto deixou a categoria e se transferiu para o WEC em 2024.
Depois dele, outros pilotos saídos da F2 chegaram no grid. Christian Lundgaard, Marcus Armstrong, Jüri Vips e mais recentemente, o campeão de 2023, Théo Pourchaire. Inclusive, o neozelandês já declarou publicamente que seu interesse na categoria surgiu após escutar Ilott elogiar a IndyCar, uma vez que os dois são amigos fora das pistas.
Essa tendência deve aumentar cada vez mais. Na última quinta-feira (1), Zane Maloney, quarto colocado no campeonato da F2, realizou um teste com o carro da Rahal Letterman Lanigan Racing, no traçado misto de Indianapólis.
Vale o destaque de que a equipe ainda não anunciou quem será o substituto de Christian Lundgaard no próximo ano. Nessa equação, quem ganha é a Indy, uma vez que segue mostrando o quanto a sua base é eficiente – atualmente, os três primeiros colocados da NXT estão no grid – e ainda conta com espaço suficiente para outros talentos.
