WEC
Varrone projeta corrida estratégica em Interlagos e destaca desafio da degradação dos pneus
Argentino celebra retorno à América do Sul, afirma que a gestão dos pneus será decisiva nas 6 Horas de São Paulo e reforça compromisso em contribuir com a campanha da Corvette no FIA WEC.
As 6 Horas de São Paulo representam um fim de semana especial para Nicolás Varrone. Embora esteja competindo em solo brasileiro, o piloto argentino encara a etapa de Interlagos como uma corrida “quase em casa” pela proximidade com seu país e pela presença de torcedores sul-americanos nas arquibancadas. Além disso, o piloto chega motivado para colaborar com a campanha da Corvette na disputa pelo Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC).
Varrone participa da etapa brasileira em meio a uma temporada dividida entre diferentes categorias do automobilismo internacional. Além dos compromissos no WEC, o argentino também disputa a Fórmula 2, conciliando calendários distintos e desafios técnicos completamente diferentes.
Apesar da rotina intensa, o piloto afirmou estar satisfeito com o momento da carreira e destacou a oportunidade de competir em categorias tão diferentes ao longo do ano.
Interlagos tem clima de corrida em casa
Para Varrone, correr em São Paulo tem um significado especial. O argentino ressaltou a proximidade entre Brasil e Argentina e afirmou que o apoio dos fãs sul-americanos torna a etapa ainda mais marcante.
“Estou muito feliz por estar aqui, principalmente em São Paulo. É praticamente uma corrida em casa para mim por estar tão perto da Argentina. É muito bom encontrar os fãs argentinos e correr novamente na América do Sul.”
Além da satisfação pessoal, o piloto explicou que seu principal objetivo no fim de semana é contribuir para o desempenho da equipe na luta pelos campeonatos. Segundo ele, seus companheiros vêm realizando uma temporada consistente e a prioridade é ajudá-los a somar o maior número possível de pontos.
“Os companheiros estão liderando os campeonatos e fizeram um excelente trabalho durante a temporada. Espero ajudá-los a conquistar o máximo de pontos possível.”
Temporada dividida entre WEC e Fórmula 2
Enquanto disputa provas de endurance, Varrone também mantém sua participação na Fórmula 2. A alternância entre carros de características completamente diferentes exige adaptação constante, mas o argentino vê esse desafio de forma positiva.
Segundo ele, voltar ao GT durante os treinos livres em Interlagos aconteceu de maneira natural e reforçou a satisfação em poder competir em diferentes categorias.
O piloto afirmou que cada campeonato oferece aprendizados distintos e acredita que essa experiência contribui para sua evolução como competidor ao longo da temporada.
Mudança para a LMGT3 não é vista como retrocesso
Questionado sobre a transição após deixar a categoria Hypercar, Varrone descartou qualquer interpretação de que a mudança represente um passo atrás na carreira.
O argentino lembrou que já vinha competindo regularmente com carros GT3, inclusive em provas da IMSA na classe GTD Pro. Por isso, considera a atual fase apenas uma continuidade de sua trajetória no endurance.
Além disso, destacou sua identificação com a Corvette e afirmou estar satisfeito com o trabalho desenvolvido pela equipe.
“Não considero essa mudança um passo para trás. A LMGT3 é uma categoria extremamente competitiva. Estou muito feliz por competir nela e também por correr com a Corvette, uma marca com a qual já construí uma boa relação.”
Gestão dos pneus será decisiva na corrida
Na avaliação de Varrone, o principal desafio técnico para as 6 Horas de São Paulo será controlar o desgaste dos pneus durante os longos stints da prova.
Segundo o argentino, os dados obtidos durante o primeiro treino livre mostraram uma degradação significativa, fator que poderá influenciar diretamente as estratégias das equipes ao longo das seis horas de corrida.
Para ele, administrar corretamente os compostos será fundamental para manter um ritmo competitivo até a bandeirada.
“A degradação dos pneus foi bastante alta no primeiro treino. Precisaremos administrar isso muito bem durante a corrida, porque os stints serão exigentes e será importante fazer os pneus durarem o máximo possível.”
Com a expectativa de uma disputa equilibrada em Interlagos, Varrone acredita que detalhes estratégicos poderão definir o resultado da etapa brasileira do FIA WEC. A combinação entre gerenciamento dos pneus, ritmo de corrida e execução das paradas promete ser determinante para as equipes que brigam pelas primeiras posições.
