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Genesis planeja estreia gradual na IMSA e mira Watkins Glen em 2027 com protótipo GTP

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Foto: Genesis

Marca sul-coreana avalia entrada no WeatherTech Championship apenas no meio da temporada para ganhar tempo de desenvolvimento do projeto LMDh

A Genesis segue avançando de forma cautelosa em seu ambicioso programa de protótipos e já admite que sua aguardada estreia no IMSA WeatherTech SportsCar Championship pode acontecer apenas em meados de 2027. Segundo Cyril Abiteboul, diretor da Genesis Magma Racing, a fabricante sul-coreana trabalha com o cenário de iniciar sua trajetória na categoria GTP a partir da etapa de Watkins Glen, tradicionalmente disputada em junho, evitando assim o desafio extremo representado pelas 24 Horas de Daytona na abertura do campeonato.

A marca já confirmou que ingressará no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) em 2026 com dois carros operados diretamente pela equipe de fábrica. Inicialmente, a intenção era utilizar essa base para acelerar a entrada também no campeonato norte-americano no ano seguinte. No entanto, o cronograma apertado e a complexidade do desenvolvimento do GMR-001, protótipo enquadrado no regulamento LMDh, levaram a Genesis a reconsiderar o momento ideal para estrear na IMSA.

Abiteboul explicou que começar a temporada em Daytona exigiria um nível de preparação extremamente elevado, o que poderia comprometer a confiabilidade do projeto. Para o dirigente, não faz sentido iniciar uma campanha global sem a certeza de que o carro está suficientemente maduro. Dessa forma, Watkins Glen surge como um alvo mais realista para a primeira aparição oficial da Genesis no WeatherTech Championship em 2027.

O plano inicial chegou a incluir a possibilidade de alinhar apenas um carro durante toda a temporada de 2027, com a adição de um segundo protótipo ao longo do ano. Contudo, a estratégia mais recente aponta para a entrada simultânea de dois carros a partir da metade do campeonato, aproveitando a experiência acumulada no WEC em 2026 para eventuais ajustes técnicos e operacionais.

Outro ponto central do projeto é a escolha de uma equipe parceira para administrar o programa na IMSA. Diferentemente do WEC, onde a Genesis optou por uma operação interna, o campeonato norte-americano deve contar com uma estrutura externa. A Bryan Herta Autosport desponta como principal candidata, especialmente após sua aproximação recente com o paddock do WeatherTech Championship. Abiteboul pretende apresentar uma proposta detalhada à cúpula da Hyundai no primeiro trimestre de 2026.

O engenheiro chefe Justin Taylor destacou que a IMSA possui características próprias, com pistas de particularidades únicas, o que reforça a necessidade de um programa de testes específico na América do Norte antes de qualquer estreia oficial. Até o momento, nenhum cronograma definitivo foi fechado, e os testes só devem começar após a definição da equipe parceira.

Paralelamente, a Genesis mantém seu programa de desenvolvimento de pilotos, que já inclui participação na European Le Mans Series em parceria com a IDEC Sport. A iniciativa deve ser ampliada em 2026, com alguns pilotos ganhando experiência também em provas da IMSA, preparando o terreno para a entrada definitiva da marca no campeonato norte-americano.

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