SportsCar Championship
Genesis adia entrada na IMSA e mira estreia na classe GTP apenas a partir de 2028
Diretor da Genesis Magma Racing afirma que prioridade é consolidar o programa no WEC antes de expandir operações para os Estados Unidos
A Genesis não pretende ingressar na classe GTP do IMSA WeatherTech SportsCar Championship antes de 2028. A informação foi confirmada por Cyril Abiteboul, diretor da Genesis Magma Racing, durante as atividades que antecedem as 24 Horas de Le Mans.
A fabricante sul-coreana, que iniciou sua trajetória no Campeonato Mundial de Endurance da FIA com o protótipo GMR-001 LMDh, chegou a ser apontada como uma possível participante da categoria norte-americana já em 2027. Contudo, os planos foram revistos e a expansão para os Estados Unidos foi novamente adiada.
Segundo Abiteboul, o foco da marca neste momento está em fortalecer sua presença no WEC antes de assumir um novo compromisso esportivo.
Prioridade é consolidar o programa no WEC
Durante conversa com jornalistas em Le Mans, Abiteboul explicou que a Genesis deseja avaliar cuidadosamente o desenvolvimento de seu projeto atual antes de tomar qualquer decisão sobre uma nova frente de atuação.
De acordo com o dirigente, a estrutura criada para o programa de endurance exige atenção constante da administração da marca. Por isso, a fabricante optou por avançar de forma gradual.
Abiteboul destacou que a equipe escolheu desenvolver o projeto com recursos próprios e utilizando sua própria equipe técnica. Dessa forma, o programa demanda tempo, investimento financeiro e acompanhamento próximo da gestão para garantir que todas as etapas sejam executadas conforme o planejado.
Além disso, o executivo afirmou que a participação nas 24 Horas de Le Mans servirá como uma importante referência para medir o progresso da operação e verificar se os objetivos definidos inicialmente estão sendo alcançados.
Situação da IMSA gera cautela na fabricante
Outro fator que influencia a decisão da Genesis é o cenário atual da IMSA. Segundo Abiteboul, a fabricante acompanha atentamente os movimentos do campeonato antes de definir uma data para sua entrada.
O dirigente citou especificamente a interrupção do programa da Acura ao final da temporada como um elemento que desperta preocupação dentro da Genesis.
Segundo ele, a saída de uma fabricante não é uma notícia positiva para quem avalia ingressar na categoria. Por isso, a marca pretende entender melhor a dinâmica futura da competição e qual será a posição dos organizadores diante desse cenário.
Além disso, Abiteboul ressaltou que qualquer investimento em automobilismo precisa ser analisado sob a ótica do retorno obtido pela fabricante. Portanto, a Genesis busca reunir o máximo de informações possíveis antes de avançar com um projeto na classe GTP.
Mercado norte-americano segue estratégico
Apesar do adiamento, a Genesis reforçou que os Estados Unidos continuam sendo um mercado prioritário para a marca. Segundo Abiteboul, a fabricante utilizará a etapa Lone Star Le Mans, marcada para setembro em Austin, como uma oportunidade para avaliar o potencial de expansão de suas atividades no país.
A expectativa é promover uma grande ativação da marca durante o evento do WEC. Dessa forma, a Genesis pretende medir o interesse do público local, o engajamento dos fãs e as oportunidades comerciais disponíveis.
O executivo explicou que esses fatores terão peso significativo na decisão final sobre o cronograma de entrada na IMSA. Enquanto isso, a equipe continuará acompanhando a evolução do mercado norte-americano e observando como a categoria se posiciona nos próximos meses.
Estreia em 2027 deixa de ser opção
Nos últimos meses, uma possível participação parcial da Genesis na reta final da temporada 2027 chegou a ser considerada. Entre os cenários avaliados estava até mesmo uma eventual estreia durante a Motul Petit Le Mans.
Contudo, essa possibilidade foi descartada por Abiteboul.
Questionado sobre a chance de a fabricante aparecer na IMSA já no próximo ano, o dirigente foi direto ao afirmar que o foco agora está em um horizonte mais distante.
Segundo ele, qualquer discussão sobre uma entrada em 2027 ficou para trás. A avaliação atual da equipe aponta para 2028 como o primeiro momento viável para a expansão do programa.
Projeto IMSA permanece nos planos
Embora tenha confirmado o adiamento, Abiteboul deixou claro que a chegada da Genesis ao campeonato norte-americano continua fazendo parte da estratégia da marca. O dirigente afirmou que a empresa seguirá acompanhando os movimentos do mercado e do automobilismo internacional antes de tomar sua decisão definitiva.
Além disso, reforçou que a passagem por Austin será um momento importante para compreender melhor o potencial da marca nos Estados Unidos.
Dessa forma, a Genesis mantém aberta a possibilidade de ingressar na classe GTP no futuro. No entanto, qualquer confirmação dependerá dos resultados obtidos no WEC, da resposta do público norte-americano e da evolução do cenário competitivo da IMSA ao longo dos próximos meses.
