24h de Le Mans
Ferrari relembra conquistas e desafios em Le Mans na visão de seus pilotos
Representantes da escuderia italiana destacam a intensidade da corrida de 2025 e a importância dos pontos conquistados para a sequência do mundial de endurance.
As 24 Horas de Le Mans, programadas para meados de junho, representam a terceira rodada da atual temporada esportiva. A competição começou na Itália e teve continuidade na Bélgica antes de chegar ao tradicional circuito francês. Há exatamente doze meses, a Ferrari garantiu o seu terceiro triunfo consecutivo na prova com o modelo 499P.
A corrida de 2025 atraiu um público impressionante de 332.000 espectadores ao Circuito de La Sarthe. Naquela ocasião, os pilotos Yifei Ye, Phil Hanson e Robert Kubica celebraram a vitória geral. Eles comandaram o carro número 83, inscrito de forma independente pela equipe AF Corse.
Por outro lado, o carro número 51 da equipe oficial Ferrari – AF Corse garantiu a terceira posição. A tripulação daquela máquina contou com Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi. O resultado final premiou o esforço do trio após uma disputa exaustiva na França.
A gestão da adrenalina e os objetivos no campeonato
O piloto Antonio Fuoco destaca que correr em Le Mans representa sempre um evento especial na carreira. Segundo o competidor, gerenciar os níveis de adrenalina ao longo das 24 horas é uma tarefa muito complexa. Contudo, a preparação mental desempenha um papel decisivo para o sucesso dos atletas na pista.
Em 2025, a escuderia de Maranello chegou ao circuito francês embalada por duas vitórias consecutivas na temporada. Antonio Giovinazzi lembra que o primeiro objetivo do grupo era somar o maior número de pontos possível. Dessa forma, a meta principal consistia em manter a liderança do campeonato mundial.
A meta foi alcançada pela equipe de fábrica, embora o desafio tenha sido imenso. Giovinazzi ressalta que a maratona francesa mostrou-se muito dura, seguindo a tradição de desgaste do evento. Portanto, os pilotos precisaram superar as adversidades para garantir posições de destaque na bandeirada.
Concentração total e ritmo de sprint na maratona
O espanhol Miguel Molina analisa que a prova das 24 Horas possui características únicas no automobilismo. Ele afirma que situações inesperadas podem surgir a qualquer momento durante o dia e a noite. Portanto, os pilotos devem manter o nível de concentração no limite máximo de forma ininterrupta.
A edição anterior da corrida exigiu um ritmo frenético por parte de todas as tripulações. Molina explica que, vista de dentro do cockpit, a disputa parecia um evento de Sprint com duração de um dia inteiro. Enquanto isso, as equipes de engenharia trabalhavam nos boxes para otimizar o rendimento do carro.
Antonio Fuoco avalia que o fim de semana de 2025 trouxe pontos muito positivos para a Ferrari. O triunfo do carro privado e o pódio do time de fábrica confirmaram o bom desempenho técnico. Contudo, o piloto lamenta a desqualificação sofrida por seu próprio carro após uma grande corrida de recuperação.
Adaptação do modelo 499P e a importância dos pontos
O dinamarquês Nicklas Nielsen afirma que o modelo 499P possui excelente capacidade de adaptação ao traçado francês. O comportamento dinâmico do protótipo já havia sido notado em anos anteriores e acabou confirmado em 2025. Além disso, o piloto destaca que sentir confiança no equipamento é fundamental nessa pista.
James Calado lembra que a tripulação oficial cometeu alguns erros pontuais na edição passada. Essas falhas custaram penalidades importantes aplicadas pelos comissários desportivos ao longo da maratona. Contudo, o britânico pondera que o resultado final da jornada mostrou-se positivo para as pretensões da marca.
Alessandro Pier Guidi reforça o feito histórico de subir ao pódio pelo terceiro ano consecutivo na França. O terceiro lugar garantiu uma pontuação valiosa na tabela de classificação do WEC. Portanto, esses pontos extras mostraram-se fundamentais para a disputa do campeonato mundial no encerramento da temporada.
