Fórmula 1
F1 2026: FIA estuda mudanças após reclamações de pilotos e equipes
A FIA já realizou testes durante a pré-temporada no Bahrein, mas mudanças precisam ser aprovadas pelo Conselho da Fórmula 1
Na última semana, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) emitiu um comunicado informando que o Conselho está discutindo mudanças no regulamento de 2026. A reunião teve como principais tópicos o sistema de largadas e sobre o consumo de bateria nos modelos deste ano.
Através de um questionário, a FIA obteve feedbacks sobre aspectos do novo carro a partir da primeira semana de testes de pré-temporada no Bahrein. Dentre os aspectos apontados, estão a aerodinâmica, pneus, energia e unidades de potência, modo ultrapassagem, aderência na pista e ritmo de corrida. Os pilotos deram retornos positivos sobre o tamanho e largura dos carros, e concordaram que o novo carro proporciona boa qualidade de corrida e forte aceleração inicial.
O principal ponto de reclamação foi sobre administração de energia e no procedimento de largada. Com os novos motores 50/50 – 50% a combustão e 50% elétricos – as equipes ainda não conseguiram encontrar uma forma de compensar a perda de energia causada pelo fim do MGU-H, sistema que desapareceu no novo regulamento. Por isso, os pilotos não conseguem preparar o carro da maneira correta, podendo causar atraso na largada. Além disso, também estão perdendo potência ao longo da volta por não conseguirem recuperar energia da maneira necessária, mesmo em trechos de reta, quando o piloto está mais focado em desempenho.
Por causa das mudanças nas unidades de potência esse ano, a largada também é prejudicada. Isso porque os pilotos precisam acionar o motor turbo V6 por, no mínimo, 10 segundos, para garantir que o carro consiga largar sem turbo lag. Como solução, a FIA realizou tentativas durante a segunda semana de testes no Bahrein para tentar ajudar os pilotos a completarem o procedimento.
Nos últimos três dias, o Controle de Corrida usou um sistema de luzes no painel dos carros para sinalizar aos pilotos que eles poderiam acionar o turbo, antes das luzes vermelhas da largada. Essa medida conseguiu reduzir alguns dos problemas que as equipes vinham enfrentando, e todos conseguiram largar sem grandes problemas.
Apesar de algumas discussões estarem encaminhadas entre FIA, Formula One Management (FOM) e equipes, para que as alterações sejam de fato realizadas, é necessária aprovação do Conselho de 2026 da F1. Além disso, a FIA afirmou que nenhuma mudança imediata foi feita porque “evidências e feedbacks iniciais ainda são imaturos e que mudanças prematuras trazem riscos de maior instabilidade antes da primeira corrida”, disseram no comunicado.
Mais corridas sprint no calendário
Além dos retornos sobre os aspectos dos novos regulamentos da F1, houveram discussões comerciais sobre o futuro da categoria. Atualmente, o calendário de corridas conta com seis sprints ao longo do ano, mas a FOM estuda a possibilidade de dobrar o número das corridas curtas a partir de 2027. A principal motivação seriam os pedidos constantes dos fãs além de pedidos de parceiros comerciais.
Com o aumento das corridas sprint, a FOM visa oferecer mais ação e emoção para os fãs ao longo dos fins de semana. “Mesmo que não seja um fim de semana de sprint, existe uma tendência de querer algo diferente. Estamos pensando em manter cada dia em que estivermos na pista relevante”, disse Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1 durante os testes do Bahrein.
