Fórmula 1
F1: equipes enfrentam dificuldades de logística para GP da Austrália
Formula One Management (FOM) afirmou que estão monitorando a situação mas, a princípio, as três primeiras etapas da F1 não correm riscos
No último sábado (28), após o início de conflitos entre Irã e EUA colocaram a logística da F1 para o Grande Prêmio da Austrália. Até o momento, a F1 não anunciou mudanças no campeonato, mas a WEC adiou a abertura da temporada que aconteceria no fim do mês no Circuito de Lusail.
Na manhã de sábado, horário de Brasília, um míssil iraniano atingiu a capital do Qatar após o início de um conflito entre EUA e Irã. Por isso, o espaço aéreo catari foi fechado, prejudicando a logística das equipes de Fórmula 1 que estão em locomoção. O Grande Prêmio da Austrália é conhecida pela complexidade de logística, devido a distância, necessidade de escalas e custos, em comparação com a F1.
Então, agora as equipes precisam reorganizar voos, analisar rotas alternativas, dividir a viagem em trechos e fretar voos para conseguir contornar as zonas de risco. No entanto, um fechamento prolongado do espaço aéreo pode impactar seriamente nos prazos e custos para as equipes. Essa mudança de logística afeta principalmente as categorias de base, que também correm na Austrália, por serem equipes menores e com menos orçamento.
Dentre os afetados estão os membros da Williams, que precisaram retornar para o Reino Unido e recalcular rota por causa dos bombardeios no Qatar. A jornalista brasileira Juliane Cerasoli estava no mesmo voo e confirmou nas redes que o avião precisou dar a volta após o fechamento do espaço aéreo catari, onde fariam escala.
Até essa terça-feira (03), a FOM se manteve monitorando o conflito e que o GP da Austrália, China e Japão estão confirmados. Em nota, a entidade reforçou que as três primeiras etapas são distantes do Oriente Médio e que a Fórmula 1 só chega ao Bahrein e Arábia Saudita na quinta e sexta etapas. “Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes”, informaram.
