Fórmula 1
F1 2026: Equipes vão à pista para segunda semana de pré-temporada
Hoje foi o primeiro dia televisionado dos testes de pré temporada de 2026; após reclamações, a FIA testou um novo sistema de largada no fim do dia
Nesta quarta-feira, 19, os pilotos voltaram à pista para a última semana de testes de pré-temporada da F1 de 2026. George Russell foi o piloto mais rápido do dia, com um tempo de 1:33.459, seguido de Piastri, com 1:33.469, e Leclerc, com 1:33.739. Além disso, a FIA começou hoje uma série de testes de novos procedimentos de largadas, para melhorar a experiência com os modelos de 2026.
Para hoje, as equipes decidiram fazer diferente da semana passada: ao invés de um piloto assumir o cockpit nas duas sessões do dia, dez equipes decidiram dividir entre seus dois pilotos. A única equipe que escolheu não dividir foi a Red Bull, que colocou Isack Hadjar para andar no período da manhã e da tarde. Confira como ficou a programação:
Equipe |
Manhã |
Tarde |
| McLaren | Lando Norris | Oscar Piastri |
| Mercedes | Kimi Antonelli | George Russell |
| Red Bull | Isack Hadjar | Isack Hadjar |
| Ferrari | Charles Leclerc | Lewis Hamilton |
| Williams | Alex Albon | Carlos Sainz |
| Racing Bulls | Arvid Lindblad | Liam Lawson |
| Aston Martin | Fernando Alonso | Lance Stroll |
| Haas | Esteban Ocon | Ollie Bearman |
| Audi | Nico Hulkenberg | Gabriel Bortoleto |
| Alpine | Pierre Gasly | Franco Colapinto |
| Cadillac | Sérgio Perez | Valtteri Bottas |
Nessa segunda semana de testes, a Pirelli trouxe todos os compostos da temporada para que as equipes tenham ainda mais flexibilidade para testar estratégias e cenários. Na semana passada, apenas os pneus C1, C2 e C3 foram disponibilizados, enquanto nessa semana a Pirelli trouxe os pneus C4 e C5 (mais macios) para completar os compostos.
De acordo com a fornecedora, os dois compostos mais requisitados pelas equipes foram o C3 e C2, selecionados por dez das onze equipes. Red Bull, Alpine, Williams e Aston Martin optaram pelas gamas mais macias, em adição às gamas mais duras. A Aston Martin foi a única que escolheu apenas os pneus mais macios oferecidos, o C3, C4 e C5.

Foto: Divulgação / Pirelli
Problemas continuam na Cadillac
Red Bull e Ferrari foram para a pista com aero rakes e tinta flow-vis. Ambos são tecnologias que permitem obter informações sobre a aerodinâmica do carro: os rakes são estruturas cobertas com sensores, enquanto a tinta permite visualizar o “caminho” do vento na carroceria.
Após 30 minutos de teste a Cadillac era a única que ainda não tinha ido para a pista. Na verdade, o carro estava desmontado na garagem e, por isso, Perez só foi para a pista apenas 1h30 depois do início da sessão. A Cadillac pareceu ter problemas de confiabilidade do carro já que, desde que Perez saiu do box, o mexicano deu apenas duas voltas de instalação, sem percorrer terreno a princípio. Isso representa dificuldades para a equipe americana, porque cada volta é importante para obtenção de dados e para aperfeiçoar o carro.
Repetindo os resultados da semana passada, Leclerc colocou a Ferrari no topo da tabela de tempos ainda na primeira hora de treino. O monegasco marcou 1:33.739, que permaneceu como a volta mais rápida da parte da manhã.
Uma das dificuldades enfrentadas nesta manhã foi a falta de aderência na pista. Lando Norris foi um dos que brigou com o carro, e teve algumas travadas de pneus. Apesar de existirem várias zonas verdes ao redor do circuito para conter a areia, algumas partes são abertas e a poeira invade o autódromo, impedindo que a pista evolua e ganhe aderência.
Dentre as equipes que menos rodam nessa primeira parte, estão Red Bull e Cadillac. Hadjar parou após 13 voltas com um possível vazamento de água ou problemas com resfriamento, de acordo repórteres da F1, e ficou na garagem por um tempo considerável. Além disso, a Cadillac de Perez marcou apenas 24 voltas, devido a saída tardia.
Dificuldades com aderência e Aston Martin em desvantagem

Foto: Divulgação / Aston Martin Aramco Formula One Team
As equipes demoraram um pouco para ir para a pista, mas aos poucos os carros saíram para suas primeiras voltas nesta tarde. Ollie Bearman foi o primeiro a sair, seguido de Hamilton e Piastri, todos com mecanismos de medição aerodinâmica. Bearman saiu com aero rakes asa traseira, e Lewis e Oscar com flow-vis na asa traseira e lateral do carro, respectivamente.
A Ferrari fez mudanças de componentes da asa traseira na pausa de almoço. Conforme apurado por Lawrence Barretto, repórter da F1, a Ferrari está testando uma nova asa, que fica posicionada atrás do exaustor, como uma tentativa de melhorar o downforce e a estabilidade no SF-26.
Hamilton teve uma travada de rodas no início da sessão, que levantou bastante fumaça na entrada de uma curva – outros pilotos também tiveram problemas no mesmo local. Pouco tempo depois, Stroll perdeu a traseira do carro e foi parar na brita na curva 11, causando uma bandeira vermelha.
A Cadillac não parece ter conseguido resolver os problemas de confiabilidade do carro e, por isso, Bottas só saiu do box após 1h35 de sessão. Mesmo assim, o finlandês não ficou na pista por muito tempo, completando apenas três voltas e retornando ao pit. Faltando 1h30 para o fim, ele foi para a pista para mais algumas voltas.
Após o sol se pôr, a temperatura ambiente e de pista diminuem consideravelmente, se aproximando das condições de pista que os pilotos experienciam durante o GP do Bahrein. Por isso, por volta da metade do treino da tarde, os pilotos começam a investir em treinos de ritmo de corrida. Além disso, aos poucos a pista vai ficando mais emborrachada, e as equipes conseguem extrair mais dados, sem muitas rodadas ou travadas de roda, como vimos mais cedo.
Na última hora do treino, Russell baixou o tempo da pista, marcando 1:33.459, 0.010 mais rápido que Piastri. Além disso, Hamilton voltou para a pista depois de a Ferrari resolver um pequeno problema que havia sido identificado e colocou mais umas voltas na conta da Ferrari.
A Aston Martin foi, de longe, a equipe mais prejudicada hoje. A equipe britânica teve problemas com a unidade de potência de manhã, o que limitou as voltas de Alonso, e, no período da tarde, Stroll foi parar na brita. Com isso, os dois somaram apenas 54 voltas totais, o que coloca a Aston Martin em desvantagem em relação às demais equipes, além de não conseguirem obter dados suficientes.
As três equipes que mais andaram hoje foram a Mercedes, com 145 voltas, Racing Bulls, com 136, e McLaren, com 126. Por outro lado, as que menos marcaram quilometragem foram a Aston Martin, com 54 voltas, e a Cadillac, com 59. Lembrando que ambas as equipes são as que mais estão tendo problemas nesse início de temporada.
Novo procedimento de largada
Nos últimos 10 minutos, o Controle de Corrida fez seus próprios testes, acionando Virtual Safety Car, bandeiras amarela e vermelha, voltas de formação, além de um novo teste de largada. Depois da semana passada, as equipes identificaram uma demora para que todos os carros conseguissem largar no sistema tradicional, devido ao tempo de acionamento do turbo. Por isso, a FIA está testando diferentes procedimentos de largada para a temporada.
Hoje, o sistema utilizado consiste em luzes azuis que foram acesas nos painéis dos carros por cinco segundos antes das luzes vermelhas tradicionais. Dessa forma, os pilotos tiveram um tempo adicional para acionarem o turbo do carro, e todos estarem em condições de iniciarem a corrida juntos.
Amanhã as equipes voltam para a pista para o segundo dia da segunda semana de testes de pré-temporada. A partir das 9h, o SporTV3 traz transmissão completa da sessão da tarde. No F1TV a transmissão começa na sessão da manhã, às 4h, horário de Brasília.

Foto: Reprodução / Formula 1
