Fórmula E
Evans vence E-Prix de Berlim após corrida estratégica e assume 16ª vitória na Fórmula E
Neozelandês da Jaguar TCS Racing largou em 14º, dominou a gestão de energia e superou Rowland e Wehrlein em final intenso em Tempelhof
Mitch Evans venceu um eletrizante E-Prix de Berlim após uma atuação marcada por estratégia e gestão precisa de energia no circuito de Tempelhof. O piloto da Jaguar TCS Racing largou apenas em 14º, mas construiu uma recuperação consistente ao longo da corrida.
Além disso, Evans aproveitou melhor a primeira rodada de ativações do ATTACK MODE. Dessa forma, avançou rapidamente até o top 6 ainda na fase inicial da prova. O neozelandês passou a se posicionar entre os principais nomes da disputa.
Enquanto isso, o pelotão se reorganizava em meio ao uso estratégico de energia. O traçado abrasivo e o tráfego intenso tornaram a corrida ainda mais imprevisível desde as primeiras voltas.
Caos inicial e mudanças constantes na liderança
A largada foi marcada por disputas diretas entre Pascal Wehrlein e Taylor Barnard. Ambos trocaram posições já na primeira volta, indicando um início de forte intensidade estratégica no pelotão.
Por outro lado, o contato entre carros no meio do grid alterou a dinâmica da corrida. Sébastien Buemi acabou envolvido em um incidente que também afetou Nick Cassidy e Nyck de Vries, que abandonou a prova.
Na volta 7, Joel Eriksson e Buemi surgiram na liderança com os carros da Envision. Logo atrás, nomes como Edoardo Mortara, Jean-Éric Vergne e Felipe Drugovich apareciam no grupo da frente.
Enquanto isso, Cassidy ainda enfrentava dificuldades após novo contato que o obrigou a parar nos boxes para troca de asa dianteira. O cenário reforçava o caráter caótico da etapa.
Gestão de energia muda o rumo da disputa
Na volta 12, Oliver Rowland iniciou sua escalada no pelotão. O piloto da Nissan registrou a volta mais rápida após recuperar grande quantidade de energia utilizável, avançando rapidamente para o top 6.
Além disso, a estratégia de ATTACK MODE começou a redefinir a corrida. Zane Maloney e Jean-Éric Vergne foram os primeiros a ativar o recurso obrigatório e ganharam posições importantes no pelotão.
Norman Nato também chegou à liderança na volta 21, explorando vantagem energética e abrindo diferença de aproximadamente dois segundos. Tanto ele quanto Rowland haviam escalado cerca de 15 posições desde a largada.
Contudo, Rowland reagiu rapidamente na volta seguinte ao ativar o ATTACK MODE. Ele perdeu posições momentaneamente, mas retornou ao grupo da frente logo depois.
Evans assume controle na fase decisiva
Na sequência, Evans destacou-se como o piloto mais eficiente em energia. Dessa forma, assumiu a liderança na volta 27 com margem estratégica, consolidando sua posição no momento mais importante da corrida.
A partir daí, o neozelandês passou a controlar o ritmo. Ele abriu vantagem sobre Rowland e manteve a liderança até a fase final, mesmo sob forte pressão dos rivais.
Enquanto isso, Pascal Wehrlein e Jean-Éric Vergne seguiam na disputa pelo pódio. O cenário se manteve aberto até a última rodada de ATTACK MODE.
Na volta 32, Evans foi o último a ativar o modo de ataque. Mesmo assim, recuperou a liderança rapidamente e manteve o controle da prova na saída da última curva.
Final intenso e vitória histórica para Evans
Nas voltas finais, uma intervenção de Full Course Yellow interrompeu momentaneamente o ritmo da corrida. Após a relargada, restaram apenas duas voltas decisivas em Tempelhof.
Evans resistiu à pressão direta de Oliver Rowland, que terminou em segundo. Pascal Wehrlein completou o pódio em terceiro, garantindo um resultado importante em casa.
Dessa forma, o neozelandês alcançou sua 16ª vitória na Fórmula E, tornando-se o piloto mais vitorioso da história da categoria.
Além disso, Rowland conquistou seu segundo pódio consecutivo em Berlim, enquanto Wehrlein recuperou a liderança do campeonato diante da torcida da Porsche.
