IndyCar
Em Detroit, Dixon vence com maestria
CAOS. Quatro letras que em uma linguagem simples, significa confusão. Na IndyCar, certamente é a palavra que define a corrida em Detroit.
Apesar das tradicionais corridas caóticas da categoria, o GP de Detroit de 2024 passou de alguns limites. Além da quantidade exorbitante de bandeiras amarelas, o tempo de paralisação por parte da direção de provas, a demasiada agressividade dos pilotos e o traçado estreito, proporcionaram um show, mas de horrores.

Scott Dixon após a classificação do GP de Detroit. Foto/ Reprodução: Chris Owens/ IndyCar
Oito bandeiras amarelas foram acionadas na corrida, uma a mais do que na corrida de 2023. Vale ressaltar que esse é o segundo ano deste traçado, anteriormente, a corrida acontecia no entorno da Ilha Bela, agora está na região central.
Caos logo na largada
Assim que a bandeira verde foi agitada, marcando o início da corrida, vários carros se envolveram em uma batida. Logo, Will Power foi o maior prejudicado, após contato com Ludgaard e Pourchaire.
A primeira bandeira amarela da corrida apareceu logo no giro inicial. Com a pista liberada na abertura da quarta volta, ocorreram 12 voltas limpas, antes da sequência horripilante de bandeiras amarelas, que travaram a sequência da prova e atrapalhou a vida dos estrategistas, que não tinham tempo hábil para criar o melhor plano de volta.
Para além dessa questão, uma chuva inesperada chegou na pista, obrigando pilotos e engenheiros a arriscarem, uma vez que o traçado estava molhado demais para pneus slick, mas seco para pneus de chuva.
A segunda bandeira amarela aconteceu na volta 16, nesse momento, muitos pilotos aproveitaram para adiantar a primeira parada para trocas de pneu. Inicialmente, parecia que Lundgaard havia saído na frente, já que adentrou aos boxes no momento exato em que a amarela apareceu.
Inicialmente, a estratégia parecia eficaz, mas a corrida foi perdida quando, no retorno das atividades na metade da prova, o piloto da Rahal colide com Grosjean. Contato que rendeu umstop and go para o dinamarquês.
Depois de uma sequência de amarelas, causadas entre tantos motivos, por Herta passando direto e tocando em Vautier, ou pelo toque entre Newgarden e Palou, a reta final da prova seguiu de forma limpa, proporcionando bons momentos para o fã da categoria.
Falando em Newgarden, a maldição para o vencedor da Indy 500 segue viva. Para além desse incidente com Palou, ele ainda vivenciou momentos de tensão nos boxes. Dessa forma, ao sair para retornar para a pista, ele acabou atingindo uma parafusadeira da Penske e por pouco não atropelou um dos mecânicos do Lundgaard.
Porém, mesmo desviando, ele ainda chegou a acertar de raspão a perna do funcionário da RLL.
Dixon e Ganassi com a estratégia perfeita nas ruas de Detroit
Mais uma vez, a parceria entre Scott Dixon e Mike Hull terminou em vitória. Todavia, o hexa campeão da categoria, entrou em uma estratégia diferente, parando na volta 56 e esperando que houvessem bandeiras amarelas o suficiente para economizar combustível. E teve!

Scott Dixon e Mike Hull no sábado do GP de Detroit. Foto/ Reprodução: Chris Owens
““São sempre as variáveis. Tentando ficar fora de problemas, tentando manter seu carro na pista. Tivemos chuva. Estava uma bagunça por lá. Você não tinha ideia de como seriam as transições ou mesmo a estratégia. Estou muito animado por todos na equipe. Foi legal.” – comentou Dixon após a vitória, a segunda na temporada.
Dessa maneira, o homem que tem nisso uma de suas principais características, precisou apenas se manter longe de incidentes, e no momento certo, ultrapassou o retardatário Colton Herta e livrou-se de um possível ataque de Marcus Armstrong.
Ou seja, para sua 58ª vitória na IndyCar, o maior piloto desse grid fez mágica rumo a vitória e a liderança do campeonato. Agora, para além de liderar o campeonato com 216 pontos, 18 a mais que o segundo colocado, Alex Palou, Dixon está a 10 vitórias de tornar-se, isoladamente, o maior vencedor da Indy.
Marcus Armstrong chega ao seu 1° pódio em Detroit
Após largar em 20°, Marcus Armstrong conseguiu uma boa recuperação nas ruas de Detroit. O Kiwi estreou na IndyCar em 2023, assumindo o #11 da Chip Ganassi, com exceção dos circuitos ovais.
Após uma temporada inicial discreta, o piloto retornou para o carro para realizar a temporada completa. Logo após sua estreia na Indy 500, garantiu seu primeiro pódio.
Em uma apresentação sólida, Armstrong conseguiu se defender dos ataque de Kirkwood e, inicialmente, dos de Ericsson também.
Porém, na reta final da prova, acabou perdendo o segundo lugar para o vencedor de 2022 da Indy 500. Afinal, precisava economizar combustível para conseguir terminar a prova. Por fim, seu carro aguentou até cruzar a linha de chegada.
Deu Honda na casa da Chevrolet
Na casa da Chevrolet, a Honda dominou. Logo após os problemas na Indy 500, a fornecedora japonesa deu a volta por cima, comandando o top-4 da corrida.
O melhor representante da Chevrolet foi Alexander Rossi, no #7 da Arrow McLaren, que também superou muitas dificuldades ao longo do fim de semana.
O vencedor da 100ª edição das 500 milhas de Indianápolis, foi a pior McLaren na classificação, sendo o único a não avançar para o fast 12. Além de ter se envolvido no incidente na largada da prova.
““Foi um fim de semana muito difícil, então há muito alívio porque tem sido muito difícil até agora. A equipe fez um trabalho incrível com a estratégia. tivemos um bom ritmo e também uma boa estratégia. Estou muito grato por ter conseguido nos recuperar e por todos terem persistido neste fim de semana”. – comentou Rossi após a prova.
As atividades não param na IndyCar, com a próxima corrida acontecendo já na próxima semana, em Road América.
